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“A Nuvem Rosa”, filme brasileiro sobre confinamento, é selecionado para o Festival de Sundance

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“A Nuvem Rosa”, filme brasileiro sobre confinamento, é selecionado para o Festival de Sundance Renata de Lélis em "A Nuvem Rosa". Foto: Prana Filmes/Divulgação

O filme brasileiro A Nuvem Rosa, escrito e dirigido por Iuli Gerbase, está entre os selecionados do Festival de Sundance 2021, um dos  mais importantes do mundo cinematográfico. O longa-metragem participa da categoria World Dramatic Competition, contando a história de uma nuvem rosa tóxica que surge em diversos países, forçando todos a ficarem confinados.

Sundance é um dos festivais mais disputados do planeta: em 2019, foram 15 mil filmes inscritos no evento realizado anualmente em Park City, cidade do estado de Utah, nos Estados Unidos. Além de produções norte-americanas, só entraram 10 estrangeiros na seleção do festival – que em 2021 vai se realizar entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro.

A Nuvem Rosa participa do evento na mesma categoria em que disputaram Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert, e Benzinho (2018), de Gustavo Pizzi – dois dos poucos títulos brasileiros que já entraram em Sundance. Trata-se também do primeiro filme gaúcho no festival.

Produzido antes da pandemia, curiosamente o longa já antecipava o atual momento e os conflitos que fariam parte do cotidiano em 2020. “É uma enorme coincidência lançar um filme sobre personagens presos em meio a uma quarentena mundial. Já estávamos editando o filme há meses quando a pandemia começou, e a sensação de termos filmado o futuro sem querer foi muito estranha, principalmente por termos um elemento surrealista tão presente na história”, explica a diretora.

A Nuvem Rosa acompanha Giovana (Renata de Lélis), que está presa em um apartamento com Yago (Eduardo Mendonça), que a jovem havia recém conhecido em uma festa. Enquanto esperam a nuvem passar, eles precisam conviver como um casal. Ao longo dos anos, Yago vive sua própria utopia, enquanto Giovana sente-se cada vez mais aprisionada.

A Nuvem Rosa é o primeiro longa-metragem de Iuli Gerbase, que já assinou seis curtas-metragens selecionados para diversos festivais internacionais como TIFF e Havana Film Festival. “O público vai poder se identificar muito com os conflitos emocionais dos personagens, porém sabendo que sairemos dessa situação em um futuro próximo. Além disso, como nunca foi a intenção de que a nuvem representasse um vírus, acreditamos que o filme vai além da pandemia e traz reflexões que continuarão a ser pertinentes por muitos anos, como a repressão às mulheres e o desejo de liberdade”, avalia a realizadora.

Com distribuição da O2 Play, o longa-metragem, produzido pela Prana Filmes, tem previsão de estreia em 2021. “Temos expectativa de participar de outros festivais internacionais e brasileiros. A Nuvem Rosa dialoga diretamente com o momento em que vivemos, por isso, temos certeza que muitos espectadores, de diferentes culturas e nacionalidades, irão se identificar com o filme e apreciá-lo”, comenta a produtora executiva Patricia Barbieri.

Eduardo Mendonça em “A Nuvem Rosa”. Foto: Prana Filmes/Divulgação
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