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“Gêmeo Maligno” mostra o terror da Finlândia

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“Gêmeo Maligno” mostra o terror da Finlândia Paris Filmes/Divulgação

A demanda pelos filmes de terror tem trazido para os cinemas brasileiros produções de cinematografias que dificilmente chegam ao circuito comercial do país. É o caso de Gêmeo Maligno (2022), longa finlandês que entra em cartaz nesta quinta-feira (11/8) e que transita entre o horror sobrenatural e o suspense psicológico.

O filme dirigido por Taneli Mustonen conta a história de uma família que se muda de Nova York para uma casa isolada em uma região próxima à fronteira nordeste da Finlândia após a perda do filho Nathan em um acidente automobilístico. Na casa de infância do marido, Rachel (Teresa Palmer) precisa lidar com eventos inesperados envolvendo o garoto Elliot (Tristan Ruggeri), que diz escutar o irmão gêmeo morto.

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Além dos problemas no novo lar, Rachel também se sente desconfortada com a recepção fria e suspeita dos habitantes do local, encontrando acolhida apenas de uma velha moradora inglesa, Helen (Barbara Marten), que alerta a jovem mãe dos segredos temíveis compartilhados por aquela comunidade. Cada vez mais assustada e desconfiada, Rachel testemunha sua relação com Anthony (Steve Cree) também ser afetada pelo convívio naquele ambiente.

Paris Filmes/Divulgação

Não é primeira vez que a australiana Teresa Palmer, o escocês Steven Cree e a inglesa Barbara Marten trabalham juntos: o trio integrou antes o elenco da série fantástica A Descoberta das Bruxas (2018). O roteiro de Taneli Mustonen e Aleksi Hyvärinen, busca conciliar em Gêmeo Maligno duas referências de filmes amedrontadores: por um lado, o clássico O Bebê de Rosemary (1968) e a paranoia de uma mulher vítima de um culto diabólico; por outro, o recente Midsommar: O Mal Não Espera a Noite (2019) e a sobrevivência de ancestrais e bárbaros ritos pagãos do norte da Europa.

Rodado na Finlândia e na Estônia, Gêmeo Maligno não determina a época em que a trama é ambientada – duas cenas mostrando as Torres Gêmeas ao fundo, no entanto, indicam que se passa antes de setembro de 2001, além de também servirem como macabro aviso e citação aos irmãos gêmeos do filme. A fotografia escura e claustrofóbica de Daniel Lindholm ajuda a potencializar a tensão e o clima de mistério da história.

Ainda que consiga manter até quase o desfecho um equilíbrio interessante entre terror e drama – exibindo as diversas consequências emocionais e psicológicas da dor de uma mãe consumida por luto e remorso –, Gêmeo Maligno desmorona no ato final, quando uma inesperada mudança não apenas altera radicalmente o rumo do enredo como também provoca no espectador a sensação de ter sido ludibriado pelo filme.

Paris Filmes/Divulgação

Gêmeo Maligno: * *

COTAÇÕES

* * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim

Assista ao trailer de Gêmeo Maligno:

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