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“Tudo o que Você Podia Ser” celebra a amizade queer

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“Tudo o que Você Podia Ser” celebra a amizade queer Vitrine Filmes/Divulgação

Vencedor do prêmio de melhor filme do público no mais recente Festival MixBrasil, Tudo o que Você Podia Ser (2024) lança um olhar afetuoso, libertário e cintilante sobre a sensibilidade e a realidade queer no Brasil. No longa, a capital mineira é o cenário onde quatro personagens circulam e trocam experiências e percepções a respeito do cotidiano LGBTQIAPN+.

Rodado em Belo Horizonte entre dezembro de 2021 e março de 2022, Tudo o que Você Podia Ser é o trabalho mais recente de Ricardo Alves Jr., realizador que transita na criação entre o teatro e o cinema e que por esse filme ganhou o prêmio de melhor direção na sessão Novos Rumos da 25ª edição do Festival do Rio. Após os elogiados filmes Elon Não Acredita na Morte (2016), Vaga Carne (2019) e Quem Tem Medo? (2022), o diretor convidou para protagonizarem seu novo trabalho as atrizes Aisha Brunno, Bramma Bremmer, Igui Leal e Will Soares ⎯ quatro artistas com reconhecida trajetória no teatro mineiro.

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A história acompanha o último dia de Aisha em Belo Horizonte, uma despedida que se desenrola na companhia das melhores amigas Bramma, Igui e Will. Por meio das interações entre as personagens, Tudo o que Você Podia Ser esboça um retrato afetuoso de uma espécie de família construída pela amizade, mesclando elementos ficcionais e documentais em seu roteiro.

Vitrine Filmes/Divulgação

Temas como comunidade, HIV, afeto e sexualidade estão entre os assuntos abordados em cena. Alguns diálogos foram improvisados no set, partindo de indicações da direção e do roteirista Germano Melo. A partir das experiências vividas por essas quatro amigas, o filme rodado em diferentes bairros e regiões de Belo Horizonte acaba registrando também a paisagem urbana da cidade.

A canção Tudo o que Você Podia Ser, clássico do Clube da Esquina na voz de Milton Nascimento e que dá título ao longa-metragem, foi regravada especialmente para a produção pela cantora Coral, artista baiana radicada em BH e uma das novas vozes da diversidade na música brasileira contemporânea.

Explorando temáticas relacionadas com a sobrevivência à intolerância e a afirmação das subjetividades em um ambiente em que a comunidade LGBTQIAPN+ ainda enfrenta uma dura hostilidade, o drama é um manifesto a favor do cuidado e da amizade é um elogio à resiliência e à capacidade de enfrentar a adversidade dessa comunidade.

Vitrine Filmes/Divulgação

Tudo o que Você Podia Ser: * * *

COTAÇÕES

* * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim

Assista ao trailer de Tudo o que Você Podia Ser:

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