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Encontros e desencontros nas areias do Rio de Janeiro

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Encontros e desencontros nas areias do Rio de Janeiro Foto: Rachel Tanugi/Divulgação

Nathalia Dill e Marcos Veras vivem as idas e vindas de um relacionamento amoroso na comédia romântica Um Casal Inseparável (2021), que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (9/9). A direção e a história original é de Sergio Goldenberg, realizador da ótima comédia Bendito Fruto (2004), que assina também a direção.

Em Um Casal Inseparável, Nathalia Dill é a professora de vôlei de praia Manuela. Autoconfiante e independente, a jovem está sempre pronta para defender o que acredita e não parece muito interessada em ter um relacionamento. Já Marcos Veras vive Léo, pediatra bem-sucedido, carismático e sedutor.

Um incidente acaba provocando o encontro dos dois nas areias do Rio de Janeiro – e logo Manu e Léo passam a morar juntos. Mas um mal entendido envolvendo uma bela colega de trabalho de Léo, interpretada por Danni Suzuki, acaba separando o casal. Em meio a brigas e momentos de nostalgia –e com a ajuda da manipuladora Esther (Totia Meirelles), mãe de Manuela –, os dois vão descobrir se são ou não realmente inseparáveis. 

Foto: Rachel Tanugi/Divulgação

O roteiro do filme é de Goldenberg e George Moura – roteirista de filmes como Getúlio (2014) e Redemoinho (2016). A dupla assinou os roteiros das séries O Canto da Sereia (2013), Amores Roubados (2014), O Rebu (2014) e Onde Nascem os Fortes (2018), além da minissérie Onde Está Meu Coração (2020).

Como em Bendito Fruto, a zona sul carioca é o ambiente principal onde se dão os encontros e desencontros amorosos em Um Casal Inseparável. O diretor Sergio Goldenberg consegue novamente uma boa sintonia de atuações em cena, em especial da dupla central e do casal de pais de Manuela – que inclui o ator Stepan Nercessian.

Porém, diferentemente de Bendito Fruto, falta frescor e diversidade em Um Casal Inseparável: além de previsível e sem aportar qualquer novidade na comédia romântica, a trama restringe-se a um perfil social e cultural de personagens muito homogêneo. Um dos méritos da comédia dirigida por Goldenberg em 2004 era justamente pintar um interessante retrato das conexões e contradições raciais e de classe muito típicas da sociedade do Rio – tipo de complexidade temática inexistente em Um Casal Inseparável, cuja ambição não vai muito além da revisita a velhas fórmulas do gênero.

Foto: Rachel Tanugi/Divulgação

Um Casal Inseparável: * *

COTAÇÕES

* * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim

Assista ao trailer de Um Casal Inseparável: 

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