Artigos | Marcelo Carneiro da Cunha | Série

Emily de volta a Paris

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Emily de volta a Paris Netflix/Divulgação

Emily em Paris voltou pra temporada 2 no dia 22 de dezembro e já se mandou pro primeiro lugar nas séries mais vistas da Netflix no Brasil. O que dizer? Deu certo, né? A mistura de personagens encantadores, dramas amorosos, sexo light e muita Paris ao fundo já provou que funciona. Desta vez, o que mudou foi a quantidade de moda que as personagens desfilam, e a entrada em cena de um outro rapaz a fim da nossa Emily, pra sacudir um pouco, mas muito pouco, as emoções da série.

Eu acho divertido ver a quantidade de resenhas que abordam Emily em Paris pelos mais diversos ângulos, todos eles equivocados na sua seriedade. Emily em Paris não é sério, minha gente. É diversão, e nesse item, ela é muito competente. Pra que se preocupar com as vezes em que os parisienses são apresentados por elementos exagerados de sua parisialidade? Óbvio que a série exagera, desliza, abusa de elementos caricatos. Sim, é isso mesmo que ela se propõe a fazer, entre outras coisas, pra tirar sarro deles. Já do fato de a série abusar dos elementos caricatos sobre os americanos, isso ninguém reclama. Tirar sarro de americano é do jogo, mas tirar sarro de franceses, nem tanto. É isso?

Pra ser sincero com todos vocês, eu achei a segunda temporada menos eficaz do que a primeira. Ela se sustenta nos elementos que deram certo na primeira e não cria nada de novo, apostando no mais do mesmo. Ela dá mais espaço pra adorável Mindy e mais espaço pra chatinha da Sylvie, e ainda coloca em cena o pé no saco que é a chefona americana. Tipo, pra quem achava a Emily uma chata, olhem só o que é uma americana profissional.

No quesito rapazes que enchem os olhos das moças, algo que se mostrou tão eficaz em Emily em Paris como em Bridgerton, uma coisa chama a atenção: aparentemente, não existem rapazes que consigam unir uma aparência irresistível com a capacidade de atuar. Todos os rapazes gostosões de Emily estudaram na Escola Cigano Igor de Atuação e Interpretação. Curioso isso.

O rapaz da segunda temporada se chama Alfie, é londrino, bom sujeito e odeia Paris. Fora isso, não temos mais nada que justifique a troca do gostosão da primeira temporada por ele, e Gabriel, ainda por cima, cozinha.

A segunda parece mais cheia de cacos, coisas que estão lá pra completar as cenas, não pra contar história. No total, ela se faz ver, não atrapalha a vida, mas não nos faz sentir que 2 é mais do que 1. Acontece.

Veja, porque estamos nesta época complicada, com 2022 chegando pra mostrar a que veio, e ninguém sabe o que isso vai significar.

Allez, e vamos nessa.

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