Fotografia, Notas

Instituto Moreira Salles lança ZUM #18 em edição gratuita

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Instituto Moreira Salles lança ZUM #18 em edição gratuita
O Instituto Moreira Salles lançou a edição 18 da revista ZUM, com 200 páginas de ensaios visuais e artigos que destacam o papel da fotografia e das imagens no mundo atual. Excepcionalmente, em razão da pandemia, a revista está disponível online com o objetivo de chegar ao maior número de leitores. A revista segue com sua edição impressa, em tiragem reduzida. Da escolha dos assuntos à sequência de artigos, do design das páginas à seleção de papéis nacionais e importados, cada decisão foi planejada para valorizar a impressão das imagens e amplificar a experiência do leitor. O lançamento da revista terá debates e conversas sobre os temas da edição. Confira aqui a programação.   Leia a carta do editor da ZUM #18: O mundo parou. E, com a lente de um vírus, descobriu-se ainda mais desigual. Exclusão social, racismo e mentiras agravaram-se. Nas imagens desta edição, o corpo afirma-se como um campo de batalha e resistência: seja nas performances de Berna Reale, que desnudam a violência do Estado; seja nos recortes de Hudinilson Jr., que expõem os desejos que insistimos em reprimir; seja nos olhares altivos retratados por Deana Lawson, que, segundo a escritora Zadie Smith, respondem à discriminação promovida pela história dos homens e das imagens. A luta política também se dá no campo visual. E precisamos da história para enfrentar a disputa: como revela a artista Ahlam Shibli, ao mostrar a tentativa de apagamento do drama palestino, ou os professores Eyal e Ines Weizman, ao investigar tragédias visíveis apenas nas lacunas entre imagens. O verbo “viralizar” voltou à ordem do dia, embaralhando ainda mais os limites entre verdade e mentira, como explica a professora Giselle Beiguelman ao analisar a disseminação de vídeos produzidos por inteligência artificial – os deepfakes. Nas fotocolagens do pós-guerra de Décio Pignatari, nas cenas da Índia litorânea de Sohrab Hura ou na reinvenção do álbum de família de Lebohang Kganye, o surreal ajuda a lidar com a violência e refazer laços. Com um jogo de acasos, o artista Paulo Bruscky criou um trabalho inédito, impresso em cores fluorescentes. O trabalho também circula como encarte extra para os assinantes, reafirmando nosso compromisso com as imagens impressas, com a presença física. As restrições à circulação, criadas para nos proteger, fizeram com que esta edição chegasse atrasada, mas não menos candente. Na véspera de entrarmos em gráfica, Ventura Profana nos brindou com fotomontagens estonteantes, que unem símbolos das religiões abraâmicas ao tabuleiro político e social do Brasil e do mundo. As imagens ganharam a capa e o caderno extra que abre esta edição especial. Estamos todos sob ataque, físico ou virtual, mas os corpos e as imagens resistem. Thyago Nogueira, Editor

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