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Flautista Paulo Flores apresenta projeto com a Cambanda Jazz Combo

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Flautista Paulo Flores apresenta projeto com a Cambanda Jazz Combo Paulo Flores. Foto: Kazu Watanabe, Conservatório de Tatuí/Divulgação

Após 20 anos da gravação do primeiro álbum, Rumo Norte, Paulo Flores e a Cambanda Jazz Combo apresentam Sextando, projeto formado por sete EPs e vídeos que serão lançados nas plataformas digitais e também no site www.brasilinstrumental.com em página própria, em que ações simultâneas poderão ser vivenciadas – entre música, vídeo, poesia e desenhos –, podendo ser baixado de faixa única a CD completo com capa e encarte. O primeiro EP, Tangatu de Maratan, acaba de ser disponibilizado.

Com músicas autorais de Flores e uma releitura de Choros 2, de Villa-Lobos, o projeto  é também uma celebração por ter participações especiais de músicos que passaram pela Cambanda Jazz Combo, grupo criado por Flores em 1992 dentro do Conservatório de Tatuí.  O grupo se mantém ativo na divulgação da música instrumental brasileira, com centenas de apresentações pelo país.

No decorrer da produção de Sextando, o inesperado acontecimento da morte do baterista e percussionista Rodrigo Donato, integrante do grupo por um longo período, fez com que Flores resgatasse as gravações realizadas entre 2000 a 2005 para utilizá-las dentro do projeto como base estrutural, numa simbiose peregrina de 20 anos, trazendo assim a público a arte desses músicos que trabalharam na Cambanda. Flautista, compositor, arranjador, pesquisador, cronista, poeta, ilustrador e produtor musical, Paulo Flores criou trilhas, jingles e vinhetas para rádio, TV, vídeo e cinema.

Transita em suas composições por várias formações do popular ao erudito tendo sido com elas premiado em vários festivais. Em 1981, levado pelas mãos do maestro João Carlos Martins, começou a lecionar flauta no Conservatório de Tatuí. Em 1984, criou a Orquestra de Câmera do Conservatório, a qual regeu até 1986.

Em 2008, iniciou a recuperação de 39 arranjos inéditos de Pixinguinha gravados ao vivo na Rádio Tupy nos anos 1940, apresentando as primeiras 14 músicas com formação original com a Banda Brasil Instrumental e adaptações com a Cambanda & Cordas em pequena turnê pelo estado de São Paulo com o show Pixinga, o Arranjador. Com Paulo Braga, é idealizador e organizador do Festival Brasil Instrumental, agora itinerante.

Em 2009, criou a ONG Brasil Cultural, com a qual vem desenvolvendo e apoiando projetos culturais. Como pesquisador em 2004 foi contemplado, entre mais de 4 mil concorrentes, com o projeto Benê, o Flautista, pelo Programa Petrobrás Cultural, que recupera a obra do grande flautista Benedito Lacerda.

Desde 2011, mantém duo de flauta e piano com o renomado Laércio de Freitas. O projeto Sextando foi contemplado pelo PROAC em 2019, na categoria gravação e circulação de disco inédito.

Para conhecer, acesse aqui.

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