Música, Notas

Nicola Són adapta clássicos de Edith Piaf para vários ritmos, como chorinho, bolero e forró

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Nicola Són adapta clássicos de Edith Piaf para vários ritmos, como chorinho, bolero e forró Nicola Són. Foto: Gabriela Perez/Divulgação

Um cantor e compositor francês que empresta sonoridades, cor e o tempero brasileiros para um ícone da música de seu país. Assim se define Nicola Són, que lança o seu quarto disco, Piaf do Brasil, via gravadora Biscoito Fino. Nicola convocou Daniel Montes, violonista e arranjador do grupo Casuarina, para ajudá-lo a trazer as canções eternizadas na voz de Piaf para o nosso universo musical.

O amor pela música brasileira, conta Nicola, começou aos 15 anos de idade: “Encontrei uma coletânea de jazz na discoteca dos meus pais, e nela havia uma uma música de Tom Jobim, Ligia, interpretada pelo João Gilberto. Foi muito impactante, porque era muito diferente de todas as outras faixas do CD, que traziam Count Basie, Louis Armstrong, etc”, conta. Em 2013, Nicola trocou Paris por São Paulo, e ao viajar pelo país conheceu e se apaixonou por outros ritmos, como o forró e a música do nordeste.

A ideia de gravar um disco com canções clássicas nas versões de Edith Piaf surgiu de sua parceria com Igor Ribeiro, quando trabalhavam em outro projeto: “Pensamos nisso porque eu queria fazer shows e também porque queria fazer um trabalho no sentido contrário: em vez de adaptar a música brasileira para o francês, trazer a música francesa para os ritmos brasileiros. E como a Piaf é um ícone francês, achei que funcionaria fazer uma coisa diferente. É um repertório muito conhecido nos arranjos originais, mas dessa maneira, quis pensar como seria se a Piaf fosse brasileira.”

Sob a direção de Montes, os clássicos de Piaf ganham formas bem brasileiras no álbum, que conta com as participações de Iuna Tuane e do Casuarina. Um jongo com as cores do funk carioca para Padam Padam, um chorinho para Non, Je ne Regrette Rien, uma balada latina para La Vie en Rose. “Em um país tão aberto à música estrangeira como a França, também descobrimos um bolero em Sous le Ciel de Paris, uma dança à la Fred Astaire em Milord…“, pontua Nicola. Tudo foi feito como se as famosas gravações de Piaf servissem de base: Daniel Montes teve liberdade para tratá-las como novas canções.

Nicola lança discos com temática brasileira desde 2011 – Parioca, Nordestin e Sampathique -,  mas foi com Piaf do Brasil que solidificou sua parceria com Daniel Montes, do Casuarina. “Ele já havia arranjado a canção “Desamparados”, de um EP que lancei em 2018,”, revela, tendo ainda gravado um clipe com o grupo para a canção Ensemble, do disco Nordestin.

Escute Piaf do Brasil aqui.

Capa. Foto: Divulgação
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