Música, Notas

Rafael Rocha lança o clipe de “Não se tem ninguém”

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Rafael Rocha lança o clipe de “Não se tem ninguém” Foto: Juliano Mundim/Divulgação

A busca por um amor romântico idealizado, a quem se possa amar e se entregar com tranquilidade e lealdade. Uma escrita que pode se adequar tão perfeitamente aos tempos atuais se vestida com imagens que nos guie por outros temas, inquietações e angústias profundas.

Ao pensar na fotografia, nas cenas que contariam as palavras e sons de Não se tem ninguém, o cineasta Leandro Lima talvez tenha soltado as rédeas diante daquela idealização do encontro que serviu de inspiração para a composição de Rafael e Alberto. Quando se assiste a esse pequeno conto-imagético-aéreo, parece que tudo reflete o que é tão comum e real a todos nós hoje: a solidão, o vazio, as cores que vão desbotando, o silêncio duro, o desencontro. A idealização do amor, dá lugar ao afeto, ao cuidado, à empatia, ao desejo de que do vazio uma revolução quieta e profunda ganhe forma. “Vejo o clipe como se fosse a cena de um filme que estamos vivendo”, diz Leandro.

Em diversas trocas de áudios nos últimos meses, os parceiros de som, palavras e imagens, refletem a partir do clipe sobre esses tempos. “Não se tem ninguém na rua, por mais tempo que a gente imaginou, e ao mesmo tempo não se tem ninguém governando, o que se evidenciou ainda mais nesse momento presente. Nos grandes centros, quase uma visão de ficção científica, pós-contemporaneidade. O Brasil, esse país continental, cheio de riqueza e potência está abandonado, sem ninguém governando”, diz Rafael Rocha. 

“A primeira vez que ouvi a música, pensei na minha companheira, nos meus filhos, na minha família. Ter essas pessoas é maravilhoso. Poder trocar, viver e aprender no dia a dia. Mas o que a gente vive hoje? Não temos ninguém. Não temos saúde, educação, saneamento básico, um governante que nos guie. O resultado é esse, uma cidade vazia”, conta Leandro.

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O clipe de Não se tem ninguém estreou neste terça (6/4), com a participação da bailarina Marina Giunti e imagens aéreas de Juliano Mundim, da Hype Mov. Direção, roteiro e montagem, Leandro Lima.

“Essas cenas foram escolhidas para representar esse momento que estamos vivendo, onde não se tem ninguém no comando do Brasil, não se tem ninguém para impedir o genocida a seguir. As ruas estão vazias, sem perspectiva, sem ordem e quem dirá progresso. Se cuidem, fiquem em casa. O afeto afeta”, finaliza o diretor.

Confira o clipe:

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