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Francisco, el Hombre retorna às raízes com a chegada de “Casa Francisco”, seu terceiro disco de estúdio

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Francisco, el Hombre retorna às raízes com a chegada de “Casa Francisco”, seu terceiro disco de estúdio Foto: Julia Pessini e Amare Audiovisual/Divulgação

A passagem de um dos poemas do autor uruguaio Eduardo Galeano, Hay que perderse para encontrarse, é a síntese dos processos que desencadearam em Casa Francisco, o terceiro álbum do grupo Francisco, el Hombre, divulgado na quinta-feira, 21 de outubro

Ressignificando o tom negativo de perda, os integrantes da banda buscaram se perder em novas sonoridades e projetos-solo para que, assim, pudessem se reencontrar como um organismo-banda

“Entendemos que estávamos a fim de fazer um disco em que não reinventássemos a roda: viemos ser Francisco, el Hombre”, compreende Mateo Piracés-Ugarte, que integra o grupo ao lado de LAZÚLI, Sebastianismos, Andrei Kozyreff e Helena Papini. É dessa forma, livre de ansiedades e frustrações individuais, que a banda compõe o disco Casa Francisco. Definido pelo quinteto como o álbum “mais Francisco, el Hombre de todos”, o trabalho lista as participações especiais da cantora paraense Dona Onete, o carioca Rubel, os catalães da La Pegatina, a artista baiana Josyara e a paulistana Céu.

Ao longo de 10 faixas, o quinteto se reconectou com as suas raízes latinoamericanas. Este pilar de reconexão esbarra em Loucura, faixa que abre o trabalho como um “chamado para um salto de coragem”, como interpreta a vocalista. A canção ainda se desdobrou em Pele Velha, um interlúdio de Loucura que, originalmente, seguiria ao final da tracklist, mas acabou dando lugar a Nada Conterá a Primavera, o primeiro single já lançado.

Em Arbolito, o reencontro com as raízes se fortalece ao passo que marca a primeira composição de LAZÚLI na língua castelhana. Entregues aos sentidos, o grupo canta sobre o coração por meio de Coração Acorda, ao lado da baiana Josyara, e da divertida lovesong Ocê, uma homenagem à companheira do guitarrista Andrei Kozyreff.

Com produções assinadas a muitas mãos, temáticas intrínsecas, como a vida e a morte, marcaram presença no trabalho em Se Não Fosse Por Ontem, uma ode à vida com a participação do cantor Rubel. Já como um contraponto, em Solo Muere El Que Se Olvida, o grupo trata a morte sob uma perspectiva influente na cultura mexicana. Inspirada pelo “Dia de Los Muertos”, a faixa mostra a transnacionalidade da Francisco, el Hombre e traz a presença da banda catalã La Pegatina.

Por fim, a fusão de sensações e referências que o disco propõe, que vão dos chilenos do Chico Trujillo aos pernambucanos da Academia da Berlinda, também vai desde de abstrações, como o desapego cantado em Arrasta, faixa que traz a participação da cantora Céu, a momentos concretos que integram a rotina, como correr para recolher a roupa do varal quando a chuva forte chega, inspiração para Olha a Chuva, com a voz de Dona Onete.

Ouça o novo álbum da Francisco, el Hombre aqui.

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