Dança, Notas

Projeto Videodança cria obras com seis grupos do Estado

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Projeto Videodança cria obras com seis grupos do Estado Arte: Ana Medeiros/Divulgação

Dando visibilidade ao trabalho de grupos de dança de seis diferentes regiões do Estado com a produção de videodanças e documentários,
o Videodança RS começa no dia 25 de janeiro com uma oficina de formação em produção audiovisual.

Contemplado no Edital de Concurso Produções Culturais – a Lei Aldir Blanc, o projeto também prevê o fomento das economias criativas nos seis lugares onde será realizado pela MOOV.art, produtora de vídeo especializada em dança do diretor Fernando Muniz

Na abertura da proposta, a ideia é ensinar justamente como se faz um videodança em uma oficina virtual. Além de focar na formação dos grupos envolvidos, a atividade será gratuita e aberta à participação das comunidades.

O projeto vai mobilizar os grupos de Dança Giro Livre, de Santana do Livramento; Grupo Lado B da Rua, da ONG Parceiros do Bem, de Santo Ângelo; a Royale Escola de Dança e Integração Social, de Santa Maria; Cirandeira da Cultura Popular, de Caxias do Sul; o Rua em Cena, de Pelotas; e a FlashBlack Cia de Dança, de Porto Alegre.

Eles serão protagonistas de seis obras artísticas em formato de videodança. A proposta dos vídeos registrar o trabalho coreográfico de cada grupo, suas nuances e variações, nos cenários das regiões Metropolitana, Sul, Centro, Serra, Missões e Campanha.

Além dos videodanças, também será produzido um documentário em curta-metragem de cada grupo contando sua trajetória e os desafios de se manter em atividade nas suas regiões e no contexto da dança gaúcha. O projeto também prevê cachê de R$ 10 mil para cada formação e contratação de profissionais de produção e figurino em cada região, gerando renda e fortalecendo a economia criativa desses lugares.

Outro foco do é evidenciar a existência de uma rede de coletivos de trabalho independente e sem patrocínios na cena da dança gaúcha que se mobilizam através de ONGs, escolas e grupos, apostando na transformação social através da arte, promovendo formação e inclusão. É significativo ainda a diversidade de linguagens que o projeto vai registrar, dando visibilidade e afirmando o protagonismo feminino, o trabalho de artistas negros e pessoas com deficiência física, além de intérpretes ligados às questões LGBTBQI+.

Reforçando um dos principais objetivos da Lei de Emergência Cultural, o Videodança RS mobilizará, de forma remunerada, cerca de 80 pessoas, entre bailarinos, coreógrafos, costureiras, produtores locais, produtor de trilha sonora e equipe de realização audiovisual.

Todo o material audiovisual e os documentários ganharão visibilidade em diferentes plataformas e mídias de comunicação, apostando na habilidade da videodança em explorar o hibridismo, a diversidade e as instâncias estéticas que mesclam, de maneira fluida, elementos do audiovisual e da dança.

Link para inscrições na oficina: http://bit.ly/workshopvideodancaRS

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