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Penúltima edição do Festival Arte como Respiro – Cênicas

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Penúltima edição do Festival Arte como Respiro – Cênicas Bossa Nossa. Foto: Ricardo Adami/Divulgação

De 2 a 6 de dezembro, às 20h, o Itaú Cultural realiza a penúltima semana da série de apresentações do Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas, disponibilizando em seu site uma programação com 33 projetos contemplados no Arte como respiro: múltiplos editais de emergência.

Com um olhar voltado às diferentes linguagens das artes cênicas, o edital selecionou para este recorte projetos de circo de lona, que neste recorte ganha um bloco especial, reunindo 12 apresentações e uma mesa reflexiva a respeito dessa arte secular, que passa por sérias dificuldades durante o isolamento social.

O público confere, ainda, 21 projetos de oito estados (Alagoas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo), que ficam disponíveis por 24 horas para serem assistidos virtualmente.

A programação desta semana no festival começa no dia 2 de dezembro, às 20h, com o primeiro episódio de QUAREN.TINA: o isolamento perfeito de Tina. Esta série de vídeos de humor das atrizes Isabela Mariotto e Júlia Burnier, de São Paulo, tem a dublagem como linguagem.

Retratando o cotidiano da personagem Tina durante esse período de suspensão social, este episódio, O Sol da Manhã, anuncia que ela começará os seus dias de isolamento tomando sol.

A dança e as artes do corpo conduzem o restante da programação neste dia. De Minas Gerais vem Número de Contorção com Gabriel Wallace, artista circense, contorcionista e paradista, que neste trabalho busca trazer equilíbrio e respiração, mas também a inquietude artística para o atual momento que o mundo vive.

Também circense, Louisse Aldrigues apresenta Sensitiva, número de parada de mão que envolve fluidez e desperta a sensibilidade visual, por meio da sincronia da coreografia e da técnica com a música.

O breaking, por sua vez, é o mote de Células Dançantes e Outras Coisas, apresentação do grupo Camarão Crew, do Rio Grande do Norte, que aproveita os movimentos e gestos desta dança para atualizá-los em corpos com repertórios diferenciados.

A noite fecha com o espetáculo Sr. Will, da Giro8 Cia de Dança, de Goiás. O grupo leva à cena bailarinos e uma máquina manipulada e manipuladora para discutir como as relações humanas se constroem e se modificam.

Ícones e vozes da representatividade afro-brasileira compõem a programação de quinta (3/12). A abertura fica por conta de Voz da Periferia, projeto do Rio de Janeiro da dançarina de danças urbanas Jaqueline Monteiro.

Para a sexta (4/12), o Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas reserva uma programação com temática mais densa e reflexiva.

A partir das 20h, entra no ar Barbárie, episódio da série de vídeo Vozes da Queda, do baiano Teatro da Queda, gravado especialmente para o edital Arte como Respiro. Décima parceria dos artistas Daniel Arcades e Thiago Romero que estrearia em novembro de 2020, este espetáculo-sarau-performático-musical faz homenagem ao tempo e à ancestralidade diaspórica, unindo palavra e imagem na figura de Barbárie, drag queen de Thiago Romero.

A programação do sábado (5/12), começa às 17h, com um bloco especial dedicado ao circo de lona.

A abertura fica por conta do debate online Sob a lona em movimento: formação, vínculos e histórias a partir da vivência com o circo, realizado pelo Itaú Cultural, ouvindo três mulheres que atuam em diferentes espaços, contando suas vivências, refletindo e tecendo, juntas, futuros possíveis para essa linguagem artística.

A conversa, mediada pela gerente do Núcleo de Arte Cênicas da instituição, Galiana Brasil, reúne a historiadora e pesquisadora paulista do circo Erminia Silva, a acordeonista, circense, cantautora e socióloga baiana Livia Mattos e Fátima Pontes, atriz, produtora e coordenadora da área executiva e artística da ONG Escola Pernambucana de Circo.

A penúltima semana do Festival Arte como Respiro – Edição Cênicas encerra no domingo (6/12), reunindo dança, arte circense e espetáculo poético-fantástico.

Em uma semana marcada pelo circo, a programação abre com Paranajanela, do grupo Sururu Técnicas Circenses, de Alagoas. Nele, duas pessoas confinadas, entre altos e baixos, equilíbrios e desequilíbrios, vêem o peso das emoções na convivência serem intensificada pelo isolamento social.

Já no projeto Escada para o Céu da Boca, de São Paulo, as artistas Marina Viski e Veronica Piccini colocam seus corpos expostos aos estímulos contínuos de aparelhos aéreos, como o trapézio, e das transformações diárias de um contexto social e político atípico.

Casamata, série de vídeodanças produzida pelos artistas Deisi Margarida e Rodrigo Gondim, transforma a casa em espaço restrito para a experiência humana e vira uma espécie de coreógrafo do corpo em seu medo da morte e do ímpeto de fuga do claustro.

Foto: IC/Divulgação
Mercedes. Foto: Daniel Barboza/Divulgação

quarta-feira, 02 a 06 de dezembro de 2020 | 20h00

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