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Guaíba recua depois de repiques que agravaram os alagamentos ontem

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Guaíba recua depois de repiques que agravaram os alagamentos ontem Trecho 3 da Orla. Foto: Alex Rocha/PMPA
 A quinta-feira arrancou com o Guaíba quase abaixo da cota de inundação: 3,03m. Depois de três dias com os trilhos debaixo d’água, o Trensurb voltou a operar em todas as estações nesta manhã. O nível da água no Cais Mauá começou a baixar ontem, mas, com o retorno da chuva a Porto Alegre, a cidade seguiu inundada. Em Ipanema, o vento sul fez a água engolir a faixa de areia e invadir o calçadão. Na região central, a inundação na orla levou ao adiamento de um evento que aconteceria sábado e manteve fechado o Cais Embarcadero. Na tarde de ontem, o bairro Praia de Belas ainda apresentava vários pontos de alagamento. Mais ao norte, o DMAE deu um jeito emergencial na comporta que tinha rompido, agravando a inundação no 4º Distrito. Sem conseguir soldar a estrutura, a prefeitura improvisou um dique com pedras e saibro. Apesar da falha, se o sistema e o Muro não existissem, o estrago seria bem maior, como se pode ver aqui. A situação mais crítica permanece na região das Ilhas, onde quase 2 mil pessoas foram resgatadas. Muitos, contudo, não quiseram se afastar de suas casas, preferindo acampar ao longo da BR-290. No estado, evacuações, falta de água e alertas – Em Gramado, onde duas pessoas morreram no sábado, a Defesa Civil orientou a evacuação do bairro Três Pinheiros depois que ​​uma grande rachadura surgiu no solo. Outras três fendas foram identificadas em diferentes pontos. Em Morro Reuter, uma ponte foi interditada após parte da estrutura ter sido levada pela água. As aulas de 12 escolas municipais foram suspensas em Eldorado do Sul, onde 6 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas. O transbordamento do rio Caí alagou, na segunda-feira, o pátio da subestação de energia Nova Santa Rita. Desmentindo boatos de que a estrutura seria desligada, a Eletrosul afirmou que não há risco de desabastecimento e que ontem já não havia água no local. Em Sapucaia do Sul e Esteio, houve desabastecimento de água, depois que uma estação da Corsan ficou alagada. Em Campo Bom, a cheia no rio dos Sinos fez a cidade decretar emergência. Na zona sul, as chuvas que fizeram o nível da Lagoa dos Patos subir e deixaram em alerta moradores e autoridades de Rio Grande, Barra do Ribeiro e São Lourenço do Sul. Em todo o RS, 29 mil estavam fora de suas casas até ontem. Publicidade Enfrentamento de eventos climáticos é 0,2% do orçamento do estado para 2024 – Com déficit de 2,7 bilhões de reais, o orçamento do estado para o ano que vem, aprovado pela Assembleia Legislativa por 33 votos a 12, recebeu críticas da oposição por destinar apenas 50 mil reais para investimentos na Defesa Civil. Os discursos contrários ganharam força porque a votação ocorreu na terça, quando a capital e boa parte do estado estavam debaixo d’água. No total, a fatia destinada ao enfrentamento de eventos climáticos soma 115 milhões de reais, 0,2% de todo o orçamento. O governo afirma que o valor será destinado às estruturas que atuam diretamente no enfrentamento às adversidades, inclusive a Defesa Civil. O deputado Matheus Gomes (PSOL) argumentou que um baixo orçamento na prevenção vai se refletir em gastos maiores após os desastres. Como resposta, o deputado Frederico Antunes (PP), líder do governo no legislativo, enumerou os recursos que foram disponibilizados para o RS, […]

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