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“Destroia” revisita obras da tragédia grega

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“Destroia” revisita obras da tragédia grega
Destroia estreia nesta quinta (13/2), às 21h, na Casa de Teatro de Porto Alegre. Com direção de Larissa Sanguiné, Denis Gosch, Everton Rodrigues e Zé Adão Barbosa, o espetáculo revisita obras clássicas sobre a Guerra de Troia e a contemporânea Christa Wolf. A peça reinventa o mito grego acerca da Guerra de Troia e as figuras trágicas envolvidas. Inspirado nas obras clássicas de Eurípedes, Ésquilo, Sófocles e a contemporânea de Christa Wolf, que atravessa com outro olhar por meio de Kassandra. Uma conjugação de momentos icônicos, embaraçados com textos escritos pelos atores, provocam outras questões sobre o evento trágico. Andrômaca, Agamenon, Cassandra, Clitemnestra, Electra, Hécuba, Helena, Ifigênia, Menelau e Orestes são revisitados por outras possibilidades da tragédia do inexorável. A encenação se desenrola em uma reconfiguração de figuras trágicas sob a ótica da performance, que permite leituras mais amplas das construções do mito. Entrelaçando as tragédias que descrevem os acontecimentos que levaram a guerra de Troia através dos textos gregos, abrem-se espaços de reflexão, traduzidos em textos pessoais das atrizes e dos atores. Ao longo do processo de criação, estes mesmos dedicaram-se a discutir o inexorável que torna atemporal estas narrativas, gerando uma peça performativa, alinhando e processando informações do trágico na sociedade ocidental. Cenografia e figurinos são molduras do resultado das cenas criadas, em uma instalação numa sala em que o público transita. Gregos e troianos se distinguem pela atmosfera e cores dos figurinos, em que os atores e as atrizes são hora uns e hora outros. A manipulação de tecnologia de imagem e som na peça, também é uma conceituação sobre o caos de guerra, integrados pelo elenco na cena. O que habitualmente está nos bastidores, se assume como objeto cênico, corroborando com a subjetividade evidente desde o início do processo. A musicalidade do trabalho é um dos propulsores da encenação, embalados pela sonoridade eletrônica contemporânea, tendo como referencial a artista islandesa Björk. O imagético tecnológico sonoro proposto infringe diretamente no que espera o nosso imaginário sobre as tragédias gregas. Estas transgressões de ruídos levam a uma visualidade, que compões uma estética vívida de Destroia, que transitam em muitos de nossos referenciais imagéticos acerca do distópico. Destroia é o espetáculo teatral de conclusão do ano 1 do Curso de Formação de Atores – manhã/2019 da Casa de Teatro de Porto Alegre. Os ingressos podem ser adquiridos online ou na hora, no local. Qui a qui às 21h

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