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Lilian de Lima, Márcia Limma e Ana Beatriz Nogueira no Teatro #EmCasaComSesc

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Lilian de Lima, Márcia Limma e Ana Beatriz Nogueira no Teatro #EmCasaComSesc Lilian de Lima. Foto: Carlene Cavalcante/Divulgação

O Sesc São Paulo promove, desde maio, a série Teatro #EmCasaComSesc, com a transmissão de diferentes trabalhos cênicos, direto da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30min.

Abrindo a semana, Lilian de Lima apresenta Pagu, Anjo Incorruptível, nesta segunda (31/8). O espetáculo musical sobrepõe camadas narrativas ficcionais e teatro documentário, a partir de fragmentos da vida e obra da jornalista, escritora e ativista Patrícia Galvão (1910-1962), conhecida como Pagu.

A atriz, que também canta e assina a dramaturgia e direção, traz para a cena a história ficcional, mas tão real e possível, de outra Patrícia: uma moradora da periferia de São Paulo nos dias de hoje. Duas mulheres, duas Patrícias separadas pelo vão de um século, trazem à tona uma pergunta: em cem anos, o que de fato mudou?

Partindo de uma leitura própria do mito de Medeia e da invisibilização da voz feminina, Medeia Negra, com a atriz Márcia Limma, nesta quarta (2/9), traz o patriarcado como uma metáfora das mortes que as mulheres negras são obrigadas a carregar. A direção é de Tânia Farias, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com dramaturgia de Márcio Marciano e Daniel Arcades.

A peça, que está há dois anos em cartaz, traz a interculturalidade e referências afro diaspóricas, por meio de arquétipos das divindades como Nanã, Iansã, Exu e Omolu. No tempo passado, presente e futuro, a personagem desconstrói o mito para convocar as mulheres à retomada do poder. A ancestralidade e a evocação aos cânticos negros de libertação disparam um embate entre público e personagem, a partir das reflexões levantadas.

Comemorando 35 anos de carreira, a atriz Ana Beatriz Nogueira apresenta o solo Um Dia a Menos, que será apresentado nesta sexta (4/9). Adaptação do conto homônimo de Clarice Lispector (1920-1977), com direção de Leonardo Netto, a peça acompanha a história de Margarida, uma mulher às vezes engraçada, às vezes patética, que traz uma humanidade à flor da pele.

A personagem vive só, desde que sua mãe morreu, na mesma casa onde nasceu e cresceu. Ela cumpre seus rituais diários, esquenta sua comida, almoça, torce para que o telefone toque, e vai buscando o que fazer até a hora do jantar, quando finalmente anoitece e pronto, um dia a menos. Até que, esgotada pela repetição infinita, Margarida tem um rompante inesperado.

No domingo (6/9), Felipe Rocha, do grupo Foguetes Maravilha, recebe o público para a apresentação de Ele Precisa Começar, primeiro texto escrito pelo ator. A direção do espetáculo é do próprio ator, em parceria com Alex Cassal.

A peça conta a história de um homem de 35 anos, fechado em um quarto de hotel, numa segunda-feira de folga, que se dispõe a começar a escrever uma narrativa ficcional. Como não tem nada planejado, escolhe a si mesmo e ao seu quarto de hotel como ponto de partida para sua história. A partilha com os espectadores do processo de criação da escrita desse texto se mistura às situações que o autor enfrenta ao ver-se abduzido pelos universos e personagens que cria.

segunda-feira, 31 a 06 de setembro de 2020 | 21h30

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