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“Desenho” reúne fotografias de Luiz Carlos Felizardo com influência de Gustave Doré

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“Desenho” reúne fotografias de Luiz Carlos Felizardo com influência de Gustave Doré "Perito Moreno do Mar" (2005), de Luiz Carlos Felizardo/Divulgação

Luiz Carlos Felizardo é o artista homenageado do 16º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas – e, como parte da programação do prêmio, será inaugurada em Porto Alegre na Pinacoteca Ruben Berta (Rua Duque de Caxias, 973, Centro Histórico) nesta quinta-feira (7/3), das 18h às 21h, a exposição individual Desenho: Fotografias de Luiz Carlos Felizardo. A mostra retrospectiva busca apresentar a obra do fotógrafo porto-alegrense à luz daquela que é sua primeira referência estética: os desenhos do ilustrador francês Gustave Doré (1832 – 1883).

A proposta curatorial, assinada pelo artista Marco Antonio Filho, propõe que, antes da influência de fotógrafos como Edward Weston (1886 – 1858), Walker Evans (1903 – 1975) ou Frederick Sommer (1905 – 1999), o encontro com a obra de Doré, ainda na infância – através de livros como A Divina Comédia e Don Quixote de la Mancha, parte da biblioteca do pai do artista – foi a matriz que estruturou a essência da produção fotográfica empreendida por Felizardo a partir do final da década de 1960.

Retrato de Luiz Carlos Felizardo. Foto: Marco Antonio Filho/Divulgação

Nome central na produção artística da segunda metade do século 20 no Brasil, Luiz Carlos Felizardo construiu ao longo de mais de cinco décadas uma obra de singular qualidade poética e estética no campo da fotografia. Em um período em que fotógrafos recém começavam a vislumbrar a possibilidade de ter sua produção legitimada enquanto arte, Felizardo teve seu trabalho reconhecido por museus e coleções tanto no Brasil quanto no exterior.

“Escada em Tanque Circular” (1969), de Luiz Carlos Felizardo/Divulgação

Desenho é o primeiro resultado de uma pesquisa aprofundada que vem sendo empreendida pelo artista, em parceria com Marco Antonio Filho, no acervo de mais de 18 mil negativos, cromos e fotografias digitais. Desta investigação, a mostra apresenta uma série de trabalhos inéditos, incluindo fotografias coloridas de diversas épocas – imagens que Felizardo, reconhecido pela excelência de sua obra fotográfica em preto e branco, até então manteve inéditas.

“Sombras e Nomes” (1987), de Luiz Carlos Felizardo/Divulgação

Por fim, Desenho também marca a primeira vez em mais de uma década, que serão expostas em Porto Alegre, cópias fotográficas analógicas feitas em laboratório pelo próprio artista. Nessa seleção, o público terá a oportunidade de apreciar todo o primor técnico do trabalho como laboratorista pelo qual Luiz Carlos Felizardo também é reconhecido.

A mostra fica em cartaz até 12 de abril de 2024, com visitação de segunda à sexta, das 9h às 12h e das 13h30min às 17h.

“Porta em Tumcácori” (1985), de Luiz Carlos Felizardo/Divulgação

“Los Notros”, de Luiz Carlos Felizardo/Divulgação

quinta-feira, 07 a 31 de dezembro de 2023

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