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Lázaro Ramos encarna o delegado Espinosa no cinema

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Lázaro Ramos encarna o delegado Espinosa no cinema Foto: Mariana Vianna/Divulgação

Projeto do veterano diretor e produtor Daniel Filho, O Silêncio da Chuva (2001), filme inspirado no primeiro romance policial do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23/9). Dirigido por Daniel, o thriller policial tem roteiro de Lusa Silvestre – roteirista de produções como Estômago (2007), O Roubo da Taça (2016) e A Glória e a Graça (2017).

A história acompanha os tortuosos caminhos seguidos pelo delegado Espinosa (Lázaro Ramos) e pela investigadora Daia (Thalita Carauta) para solucionar o mistério que envolve a morte do executivo Ricardo (Guilherme Fontes) – encontrado baleado sentado ao volante de seu carro, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. A primeira atitude da dupla é procurar pela viúva, Bia (Cláudia Abreu).

Mas tudo se complica quando ocorre outro assassinato e pessoas envolvidas no caso começam a sumir. O longa-metragem conta ainda com Mayana Neiva, Otávio Muller, Pedro Nercessian, Késia Estacio, Bruno Gissoni e Peter Brandão, com participação especial de Anselmo Vasconcellos.

Foto: Mariana Vianna/Divulgação

“O trabalho de atualização do filme, realizado pelo Daniel Filho, é sensacional. Principalmente no que diz respeito às mulheres. Como elas são descritas e o perfil das personagens delas. É um filme policial, mas que utiliza muito o humor”, diz Lázaro Ramos. Um dos destaques de O Silêncio da Chuva é justamente a atuação do elenco feminino, em especial da ótima atriz Thalita Carauta, que cresce em cena como a durona e debochada policial Daia – papel que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no BRICS Film Festival, realizado na Rússia, em 2020.

Publicado em 1996, o romance O Silêncio da Chuva, título que abre a série de livros do emblemático policial investigativo Espinosa, recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti e foi publicado em nove países. Nessa transposição do livro para as telas, Daniel Filho levou a história do romântico Bairro Peixoto da década de 1990 para o Rio de Janeiro hostil e chuvoso de 2018. “O livro é uma inspiração, fizemos adaptações no roteiro, afinal, muita coisa mudou nestes 22 anos. A participação de mulheres na polícia é um exemplo”, comenta o realizador.

Com um bom ritmo narrativo e diálogos espirituosos e rápidos, O Silêncio da Chuva dribla certa falta de verossimilhança da trama e se insere na tradição do suspense policial intrigante, que alterna ação e tensão com algum humor e situações cômicas – a cargo particularmente da dupla de tiras em sintonia perfeita formada por Lázaro Ramos e Thalita Carauta.

Foto: Mariana Vianna/Divulgação

O Silêncio da Chuva: * * * *  

COTAÇÕES

* * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim

Assista ao trailer de O Silêncio da Chuva:

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