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Fundação Ecarta reabre depois de 10 dias fechada

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Fundação Ecarta reabre depois de 10 dias fechada Igor Sperotto/Divulgação

Fechada há 10 dias em decorrência da enchente e em solidariedade ao povo gaúcho, a Fundação Ecarta reabre as portas a partir desta terça-feira (14/05), das 10h às 18h, retomando os projetos culturais e assistenciais permanentes. Música, artes visuais, cozinha solidária, oficinas, yoga estão entre as atividades da casa situada na Avenida João Pessoa, 943, em frente ao parque Farroupilha.

“A arte é uma forma de resistência e de fortalecimento do espírito e suporte à saúde mental especialmente em períodos de calamidade. Neste momento de fortes impactos na população pelas mudanças climáticas atuamos de forma solidária com apoio assistencial e também com atividades lúdicas para atravessarmos esse momento difícil de forma solidária”, ressalta o presidente Marcos Fuhr.

Mesmo fechada, a instituição manteve em funcionamento a Cozinha Solidária, onde são preparadas refeições em parceria com a ONG Amigos da Rua para a população em situação de rua dos bairros centrais da capital. Essa iniciativa é desenvolvida há dois anos utilizando as instalações da fundação. reunindo voluntários no preparo e distribuição de alimentos adquiridos a partir de doações pelo pix [email protected] ou com doações de alimentos não perecíveis na sede da fundação.

Cozinha Solidária. Foto: Stela Pastore/Divulgação

Três exposições estão abertas à visitação com entrada franca até 16 de junho. O período das mostras terminou no último domingo (12/5), porém foram prorrogadas por mais um mês para permitir a visitação, todas com temáticas que dialogam sobre o tempo, o recolhimento, saúde, violência de gênero, temas vivenciados na atual situação do estado.

No térreo está em exposição o projeto Artista+Artista com uma dupla de artistas trazendo Dennise Iserhard com pinturas que abordam a resiliência frente ao tempo e às adversidades com seleção de Niura Legramante Ribeiro na exposição Laminina: Transmutações do Tempo. Com o título Antes, Ainda, Neca Sparta apresenta reflexões do impacto coletivo vivido na pandemia de covid-19 em 12 trabalhos com curadoria de Gabriela Motta.

Obras de Dennise Iserhard. Foto: Leonardo Savaris/Divulgação

Obras de Neka Sparta. Foto: Leonardo Savaris/Divulgação

A artista visual Ursula Jahn apresenta a exposição Se Esse Corpo Fosse Meu na sala do Projeto Potência. Ela reúne dois trabalhos com temática feminina dialogando sobre violência, assédio e feminicídio que circundam o universo feminino. A artista é a primeira dos cinco artistas selecionados por edital para este novo espaço da casa. 

No espaço para o muralismo, uma pintura de 15 metros quadrados da artista Carla Barth no corredor interno da fundação faz referência ao bairro Cidade Baixa, um dos atingidos também pela enchente, com sua paisagem pulsante e variada. O projeto de artes visuais da Fundação Ecarta tem a coordenação de André Venzon

Obras de Ursula Jahn. Foto: Leonardo Savaris/Divulgação

As inscrições para o 5º Festival Internacional de Videodança do RS (Fivrs) estão abertas até 8 de junho de forma gratuita. O edital está disponível no site da Fundação Ecarta e da Universidade Federal de Pelotas, entidades realizadoras com apoio de várias instituições. A exibição dos trabalhos selecionados será 31 de julho a 15 de agosto no canal do FIVRS no YouTube, e ainda de 31 de julho a 1º de setembro na Fundação Ecarta, em Porto Alegre, e no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, em Pelotas.

O projeto Ecarta Musical retoma as apresentações no dia 25 de maio, com o grupo de folk Balaio de Palha, às 18h com entrada franca e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da Fundação Ecarta. O show Phira, de Marcelo Corsetti, previsto para o dia 11 de maio, será reagendado, assim como o show Tudo É Ritmo, de LouaPacômOulai e Felipe Merker Castellani. Desde a pandemia o projeto transmite ao vivo  todos os shows quinzenais que ficam disponíveis no YouTube. O projeto tem a coordenação de Elenice Zaltron.

Balaio de Palha. Foto: Rafa Costa/Divulgação

Quinzenalmente, aos sábados pela manhã e à tarde, ocorrem as oficinas de tambores orientais com o percussionista Cândido de Castro. As inscrições são feitas pelo fone/whats (51) 99981-4242. A Fundação também é sede de ensaios semanais da jovem orquestra Lux Sonora, aulas de sax, além dos ensaios da banda Malukos Beleza, formada por adolescentes com déficits cognitivos, que se apresenta em instituições e eventos culturais mostrando a inclusão na arte.

Às quinta-feiras, entre 12h15min e 13h15min, ocorrem as aulas de yoga com a com a orientadora Tina Oliveira, com inscrições pelos fones 4009-2971 ou 99117-0090. Dia 23 de maio, às 19h, ocorre o painel Ambiência racial para a diversidade na prática na educação infantil, integrando o projeto Conversa de Professor. A painelista será a doutora em educação Carolina Chagas Schneider, especialista em educação das relações étnico-raciais, abordando o pensamento crítico quanto à formação do povo brasileiro e sua ancestralidade africana e indígena.

Lux Sonora. Foto: Stela Pastore/Divulgação

O projeto que estimula a doação de órgãos segue com atividades educativas por meio de painéis e palestras do Cultura Doadora, mantido há 12 anos pela fundação. Com a escassez de suprimento, o projeto tem incentivado à doação de sangue nos hemocentros gaúchos.

“Nossas portas estão abertas para acolher diferentes iniciativas que apoiam a arte, a cultura, a assistência, a saúde e ludicizar esse momento em que precisamos fortalecer o espírito para superar a dramática situação. Nos colocamos em movimento para retomar nossa força com a solidariedade que marca esta instituição há 20 anos e que continuaremos a fortalecer a cada ação de nossos projetos”, conclui Marcos Fuhr.

Oficina de percussão. Foto: Stela Pastore/Divulgação
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