Cultura | Notas

Itaú Cultural seleciona dois projetos gaúchos no programa Rumos 2023-2024

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Itaú Cultural seleciona dois projetos gaúchos no programa Rumos 2023-2024 Reprodução

Com novo formato, que foca somente em projetos de criação artística relacionados à arte e à cultura brasileiras, o Rumos Itaú Cultural, um dos mais importantes editais privados do Brasil, anunciou os selecionados de sua 20ª edição em uma coletiva de imprensa online na manhã desta segunda-feira (6/5). Dos 9.389 projetos recebidos de todo o país, foram selecionados cem inscritos, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal e que impactam todas as regiões. Do Rio Grande do Sul, foram selecionados o projeto musical Igba Awo, de Porto Alegre, e o espetáculo cênico O Palhaço Morto – Máquinas para Chorar e Sorrir, do grupo De Pernas pro Ar, de Canoas.

Entre a ampla diversidade de propostas, neste ano despontaram temas intergeracionais, ampliaram-se os assuntos que tratam de questões LGBTQIAPN+, com especial atenção para a seleção de proponentes trans, de temáticas raciais – principalmente de negritude e indígenas – e de cultura periférica.

Em uma inflexão na distribuição nacional de propostas recebidas e selecionadas, a região Nordeste, com 23,4% dos inscritos, é a que soma mais contemplados: 41%, do total. Na sequência está o Sudeste, totalizando 29% dos selecionados – para 53,3% de inscritos – e o Norte, com 12% projetos escolhidos e 5,2% das inscrições.

Considerando os estados com maior número de contemplados, o Rio de Janeiro desponta na frente com 13% do total. Trata-se de uma variação pequena em relação aos seguintes: Bahia e São Paulo com 12%, cada um, e Pernambuco, 11%. Pelo menos 28% dos projetos selecionados são de cidades do interior dos estados, 5% do Distrito Federal e 67% têm origem nas capitais.

“Os dados desta edição comprovam que estamos sensíveis às questões fora do eixo sudestino. É um trabalho gradual que, aos poucos, vai gerando resultados”, observa Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural. “Pensando em um panorama ampliado, as variadas ações que desenvolvemos – por exemplo, as caminhadas para tirar dúvidas do edital e manter o diálogo com o público, as ofertas de programas de formação para o desenvolvimento de artistas e agentes culturais, entre outras – impactam o resultado que vemos agora”, conclui.

O segmento audiovisual foi o que teve mais projetos selecionados, 18% do total. De teatro são 16%; 14% de música e de artes visuais; e 10% de literatura, só para mencionar os cinco primeiros. Como em todas as edições, as temáticas apresentam grande diversidade – desta vez, chamou a atenção a chegada de mais projetos intergeracionais: são 13, vindos de São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Amapá, Piauí, Rio de janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Outros 18 projetos (BA, RJ, SP, PA, AM, CE, MA, PR, PE e SE) referem-se a temas LGBTQIAPN+. Nesta edição, por exemplo, seis proponentes selecionados – e inscritos como pessoa física – se declararam pessoas trans.

Ainda, 57 visam assuntos raciais: 38 voltam-se para a negritude, 15 para a indígena e quatro para a asiática. Também se observa a chegada de mais projetos referentes às culturas periféricas, nove no total.

“O resultado desta edição do Rumos representa toda a diversidade de projetos que foram inscritos e, mais uma vez, demonstra afinidade com as questões contemporâneas que estão no centro dos debates”, diz Valéria Toloi, gerente de Formação do Itaú Cultural. “A mudança de foco do edital permite que o artista tenha espaço para criar e isso se reflete na lista final, com projetos que vão da elaboração de roteiro, montagem de espetáculos, gravações de discos”, complementa Valéria.

Como já foi anunciado, a partir desta edição o Rumos passou a aceitar somente projetos de criação artística relacionados à arte e cultura brasileiras – quaisquer ações ou etapas criativas para o desenvolvimento do projeto que pode ser concebido em qualquer tipo de suporte, formato ou mídia, nas seguintes linguagens: arte e tecnologia, artes visuais, design, arquitetura, moda, gastronomia, audiovisual, circo, dança, literatura, performance, música, teatro, games e HQ.

A forma de seleção dos projetos desta edição foi mantida em três etapas. A primeira, foi a de avaliação. Nesse momento, todas as inscrições válidas foram analisadas pelos integrantes da comissão de avaliação do Rumos Itaú Cultural. Coube a eles avaliarem os projetos que atendem, em parte ou integralmente, os critérios norteadores do programa.

Na segunda etapa, a de seleção, todos os trabalhos aprovados anteriormente foram analisados pela comissão de seleção, considerando a singularidade (criatividade, inovação, experimentação e contemporaneidade), relevância (abrangência, potencialidade, referência e representatividade) e consistência (conceituação e viabilidade). Por fim, os projetos selecionados ali passaram pela etapa de viabilidade técnica, jurídica e orçamentária.

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