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Arquipélago publica livro sobre as musas nas artes

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Arquipélago publica livro sobre as musas nas artes Arquipélago/Divulgação

Chega ao Brasil neste mês o livro Musa (320 páginas, R$ 99,90), da historiadora da arte inglesa Ruth Millington. Na obra, publicada pela editora gaúcha Arquipélago, a autora visibiliza 29 mulheres e homens que inspiraram e participaram da criação de pinturas, fotografias e performances em diferentes tempos. A obra estará nas livrarias a partir do dia 20 de junho e já está em pré-venda no site da Arquipélago.

Ao iluminar as vidas de mulheres e homens que figuram em algumas das obras mais conhecidas da história da arte, a autora desmonta o estereótipo convencional da musa. Longe de posarem em silêncio, essas pessoas proporcionaram apoio emocional, energia intelectual e criatividade em uma relação ativa de troca com os artistas. Fizeram parte da criação de pinturas, fotografias e performances, em parcerias que muitas vezes questionaram a tradição, a identidade e as expectativas de gênero.

Com séculos de diferença, as pintoras Artemisia Gentileschi e Frida Kahlo se enquadraram como musas de si mesmas, rompendo com narrativas dominantes. Já a fotógrafa Dora Maar, retratada por Picasso no célebre quadro A Mulher que Chora, exerceu influência fundamental nos caminhos políticos e artísticos do pintor.

Carregando um histórico familiar e pessoal de prisões e delitos, o jovem George Dyer tornou-se amante e muso do já maduro Francis Bacon, em dezenas de pinturas que captam a intensidade emocional do relacionamento entre os dois. No mundo pós-feminista de hoje, mulheres como Grace Jones e Tilda Swinton seguem reivindicando o papel de musas providas de autoridade, definindo seus próprios termos ao entrar em relações artista-musa.

Em seu estudo, a crítica e escritora especializada em arte moderna e contemporânea, Em uma narrativa de valor histórico incontestável, Ruth Millington situa o retrato como uma aliança consensual de colaboração e reenquadra a musa como agente ativa na construção da obra de arte.

“Em sua origem antiga, as musas nem de longe eram objetos passivos para pinturas ou textos. Em vez disso, eram agentes de inspiração divina. A relação artista-musa era reverenciada, e os poetas, à mercê delas, prestavam homenagem a essas divindades”, afirma Ruth Millington.

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