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Filósofa e romancista francesa participa do Fronteiras do Pensamento

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Filósofa e romancista francesa participa do Fronteiras do Pensamento Boyan Topaloff/Divulgação

“Minha matéria-prima são meus encantamentos”, afirma a filósofa e romancista francesa Muriel Barbery, conferencista da Temporada 2024 do Fronteiras do Pensamento que se apresenta em Porto Alegre nesta quarta-feira (5/6), a partir das 20h, no Teatro Unisinos (Av. Dr. Nilo Peçanha, 1.600). A temporada aborda o tema “Quem está no controle?”pergunta que parte do espectro da Inteligência Artificial e aborda ainda economia, política e outros meandros humanos, como o existencialismo de Barbery.

Na bagagem a escritora traz seu lançamento Uma Hora de Fervor (2024), que elabora uma história sobre laços de afeto em suas mais variadas formas – que nascem mesmo quando as separações mais sofridas se impõem. O romance é uma espécie de díptico de Uma Rosa Só (2022), obra escrita após a uma temporada sabática da escritora no Japão, em Kyoto, entre cravos, azaleias e cerejeiras. Encantada com uma cultura tão distante e desconhecida, a autora mergulha seus leitores num Japão muito particular, com suas reflexões sobre a vida e o sentido da paternidade.

Com moderação da psicanalista Maria Homem, Barbery aquece o debate iniciado pelo pesquisador Stuart Russel. Antes de se dedicar à literatura, a filósofa passou 15 anos nas salas de aula do Iufm de Saint-Lô e da Université de Bourgogne, onde desenvolveu as bases do existencialismo que hoje permeia sua ficção.

Renomada romancista francesa, Muriel Barbery nasceu em Casablanca, no Marrocos. Formada em filosofia, lecionou por 15 anos antes de se dedicar totalmente à literatura e escrever suas duas primeiras obras: A Morte do Gourmet (2009) e A Elegância do Ouriço (2008).

Boyan Topaloff/Divulgação

Foram 12 milhões de cópias vendidas globalmente, com mais de 50 reimpressões, figurando na lista de best-sellers em países como Itália, Alemanha, Espanha e Coreia do Sul. Foi o livro mais vendido da história da editora Gallimard, desbancando clássicos de Albert Camus e André Malraux.

A obra, que relata os conflitos e excentricidades dos moradores de um prédio elegante de Paris, também ganhou versão cinematográfica, adaptada por Mona Achache, sob o título O Porco Espinho (2009).

O sucesso levou a romancista a uma temporada sabática no Japão, em Kyoto. Lá, descobriu um jardineiro solitário, que procurava a forma perfeita para o seu jardim. Daí surge a inspiração de Uma Rosa Só, encerrado 11 anos depois.

Já são seis romances, todos existencialistas. “Meus personagens passam o tempo todo se perguntando por que eles estão onde estão e o que eles procuram”, descreve a escritora.

Barbery recusa veementemente qualquer tipo de normatização ou imposição de temas para a sua produção: “É uma pena que as pessoas não vejam que o que faz a literatura é a liberdade”.

Saiba mais sobre a temporada e sobre o Fronteiras do Pensamento aqui.

Ingressos neste link.

quarta-feira, 05 de junho de 2024

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