Dança, Notas

Eva Schul e Eduardo Severino reúnem mais de 20 bailarinos para uma residência artística

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Eva Schul e Eduardo Severino reúnem mais de 20 bailarinos para uma residência artística Eva Schul e Eduardo Severino. Foto: Eduardo Severino/Divulgação

Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”. É o que acontece quando a parceria de longa data entre Eva Schul e Eduardo Severino, ao contrário do que se previa no isolamento social, se agiganta. Mesmo com o distanciamento, a mente criativa dos dois diretores e coreógrafos se uniu no sentido de realizar um antigo sonho: juntar o maior número possível de artistas para criar uma proposta única. 

A conjuntura de pandemia do coronavírus e o advento do uso frequente da tecnologia para os processos criativos criou distâncias aproximadas e levou à montagem coreográfica além das fronteiras, o que conduziu a dupla a avançar pelo campo da formação e da pesquisa, buscando, além de criar, registrar e documentar os processos criativos – por demais traumáticos, em função de tantas perdas e danos sociais, mas também prolíficos para vazão do sentimento, a reflexão sobre o fazer artístico e os limites inexistentes da arte. 

Realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, Edital Sedac nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas, “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima” reúne três companhias de dança e artistas independentes num elenco com mais de 20 bailarinos, que, a partir de uma provocação, de um jogo de palavras, são desafiados à criação.

São elas: Ânima Cia de Dança, Cubo1 Cia de Arte, Eduardo Severino Cia de Arte, Fernanda Carvalho Leite, Letícia Paranhos, Lucca Adams Pilla, Pamela Ferreira e Thais Petzhold. A trilha sonora é do pianista João Maldonado, e a voz e performance que une os fios da diversidade, de Adriana Deffenti.

O projeto começou a tomar forma em janeiro, com uma residência artística com os bailarinos. Diante das provocações semanais, um jogo de palavras que tem como tema a “resiliência”, eles devem criar, gravar um vídeo e enviar aos diretores. Toda a semana, os grupos e bailarinos independentes se reúnem, virtualmente, para debater as performances. Em março será realizado um grande encontro presencial para apresentação coletiva e gravação do espetáculo. 

— Este projeto é único e vem num momento frágil da nossa história para realizar um desejo antigo de juntar tantos artistas maravilhosos que, até então, se encontravam esporadicamente, para uma residência artística, tendo no final um resultado presencial que reúne ainda a música, as artes visuais e o cinema. A resiliência em forma de arte — diz Eva Schul. 

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