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Últimos dias: confira a programação do 17º Palco Giratório Sesc

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Últimos dias: confira a programação do 17º Palco Giratório Sesc Foto: Alessandra Guedes/Divulgação

A 17ª edição do Festival Palco Giratório Sesc será realizada de 12 a 28 de maio, em Porto Alegre, com apresentações de 37 espetáculos e 11 ações formativas gratuitas. Serão 50 sessões em 10 espaços: Teatro do Sesc Alberto Bins, Sala Álvaro Moreyra, Teatro Bruno Kiefer, Teatro Renascença, Centro Municipal de Cultura, Sala Carlos Carvalho, Teatro de Arena e Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa. Atividades também acontecerão na Zona Cultural e no Parque Farroupilha.

Realizado pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, os espetáculos do festival refletem sobre questões como diversidade cultural e de gênero, empoderamento feminino e consciência racial. Neste ano, o Palco Giratório completa 25 anos e promove um intercâmbio para artistas de 13 estados, além do Distrito Federal. 

venda dos ingressos para os espetáculos acontece nas Unidades Sesc/RS, além do site e, havendo disponibilidade, 1h antes de cada apresentação na bilheteria dos respectivos teatros. Em caso de chuva, a programação na rua poderá ser alterada.

 A programação completa já está disponível no site do festival.  

Confira as sinopses, datas, horários e locais dos espetáculos (por ordem de data):

Imalê Inú Iyagba
Adnã Ionara (SP)

Foto: Alessandra Guedes/Divulgação

Entranha, interior sagrado da mulher ancestral. Imalê é epicentro das memórias pessoais e lembranças de menina preta, em uma narrativa que fortalece o discurso e dá movimento e vida à raiz que se carrega. Rizoma ancestral, sutileza que nasce da força das Grandes Mães Ancestrais que embala e acalenta a alma de quem carrega o peso da existência. O trabalho nasce da tentativa de despontar jornadas escurecidas, de forma individual e coletiva, na busca por transformação e formação de “escrevivências” que nosso corpo-memória sofre e produz. Sob os escombros dos céus, revelar os segredos que carregamos nos olhos e no peito-coração.

Data: 12/05
Horário: 19h
Local: Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665, Centro – Porto Alegre)
Classificação etária: Livre
Duração: 30 minutos

aCORdo
Alice Ripoll | Cia REC (RJ)

Foto: Bea Borges/Divulgação

Em aCORdo quatro performers nascidos em favelas do Brasil transformam as hierarquias e relações existentes entre os participantes. Os consumidores das artes cênicas muitas vezes estão a uma distância segura do crime e do caos, dentro de uma ordem social. No entanto, a manutenção dessa ordem é acompanhada de opressão e intimidação. De uma maneira sutil e aparentemente inocente, a performance sugere uma nova ordem na qual tanto o dançarino quanto o espectador devem inevitavelmente se reorientar. aCORdo é uma performance para salas, criada em 2017, apresentada em diversos festivais no Brasil e na Europa como Panorama Festival, Bienal Sesc de Dança, Kunstenfestivaldesarts, Dias da Dança, Wiener Festwochen e Centre Pompidou.

Datas: 12 e 13/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 35 minutos
Gênero: Dança

Ususpiro
Jackson Brum (RS)

Foto: Luiz Pagliani/Divulgação

Nas palavras de Mcluhan, “o meio é a mensagem”. Ele afirma: “as sociedades sempre foram moldadas mais pela natureza do meio pelo qual os homens se comunicam do que pelo conteúdo da comunicação”. Quando transportamos essa mentalidade para o mundo da arte não podemos admitir a restrição de espaços e conteúdos. Eles têm que ser diversos e amplos, atingindo os extremos. O espetáculo é um registro material dessa cultura mutante. É performance, dança, arte urbana, vídeo-dança, é a junção de muitas linguagens em diversos lugares. Corpos e linguagens diversas que comunicam com um único objetivo: falar.

Data: 13/05
Horário: 18h
Local: Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665, Centro – Porto Alegre)
Classificação etária: Livre
Duração: 55 minutos
Gênero: Dança

Silvero Interpreta Belchior
Silvero Pereira (CE)

Foto: Melina Furlan/Divulgação

Esse é um show marcante, de impacto profundo na alma. Aqui não há canções ingênuas, pois cada escolha remete à força de uma navalha, cortante e afiada. As canções são interpretadas por um conterrâneo de Belchior, um cearense de Mombaça, um menino latino-americano vindo do interior, um sujeito de sorte que subverteu o destino da fome e da sede através da arte. Um ator, cantor, artista brasileiro atualizado com seu tempo e seu orgulho em ser nordestino. Um realizador que crê e canta e se reconhece em versos como “amar e mudar as coisas me interessa mais.”

Data: 13 e 14/05
Horário: 21h
Local: Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 12 anos
Duração: 90 minutos
Gênero: Música

Corpo Casulo
Intransitivo (RS)

Foto: Rodrigo Waschburger/Divulgação

Um corpo em movimento inicia o processo de metamorfose. Encontra-se no estágio de desprendimento de “verdades” para um novo período de descobertas e renascimento. Um corpo contador de histórias – histórias de quem veio antes, de si e de muitos outros – costuradas através da vivência da transgeneridade. Um corpo casulo que apresenta a infância e os questionamentos, as dores e os anseios de habitar um lugar de quem não é bem-vindo, expondo os dados da violência no país que mais mata pessoas trans no mundo. Um corpo que carrega sonhos autênticos e desejos leais e que se encanta a cada nova transformação de si. Um corpo história, com orgulho, um corpo vivo.

Data: 14/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 12 anos
Duração: 45 minutos
Gênero: Teatro

O Adeus de Maria
Grupo Primitivos (MT)

Foto: Fred Gustavos/Divulgação

Maria-de-Barro passa os dias esperando que as coisas mudem em sua comunidade e que consiga se sentir, finalmente, feliz. Durante uma noite estrelada, ela conhece um Curió viajante com quem não consegue deixar de conversar, causando uma comoção social na comunidade de pássaros que não aceita a presença de pássaros pretos retintos na região. Entre as maldades de um Canário e a curiosidade dos Pardais, muita comédia, amor, luta e superação nessa história para infância e adolescência que discute preconceito estruturais, o racismo e a constante luta por uma segunda chance.

Data: 16/05
Horário: 15h
Local: Teatro Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos
Gênero: Teatro para a Infância e Juventude

Pai-de-Deus
Grupo Tholl – Núcleo de Teatro (RS)

Foto: Juliana Kirinus/Divulgação

Tem como título o apelido dado a um torturador, mas também remete sonoramente a pas de deux, uma vez que dois atores ocupam o espaço num instigante jogo de interpretações que se opõem e se complementam. O texto de Valter Sobreiro Júnior, que também assina a música original, é dividido em duas partes, nelas assistimos a duas visitas que um jovem faz a um velho. Não sabemos ao certo quem são esses personagens, mas os conflitos estabelecidos na sequência de ações dão conta de memórias terríveis que os ligam a um passado comum: a ditadura militar. São trazidos à tona culpas, remorsos, desespero e violência, ou seja, todo um painel sombrio a evocar essa época, em que a tirania se impunha aos corações e mentes do País.

Data: 16/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 12 anos
Duração: 50 minutos
Gênero: Teatro
*tradução em Libras

Luna de Miel
Lamira Artes Cênicas (TO)

Foto: Flaviana Ox/Divulgação

Luna de Miel é fruto da pesquisa inédita e autoral feita na pandemia por Lamira e Oscar Zimmermann sobre as linguagens da dança e da palhaçaria, cuja finalidade foi criar um espetáculo cênico que se utilizasse da construção e da linguagem corporal para criar a dramaturgia física e cômica dos personagens e da história. A investigação resultou na elaboração de partituras de movimentos que levaram à comicidade, o movimento cômico e sem falas para dialogar diretamente com o público. O espetáculo retrata a história de um casal de palhaços que, após o casamento, saem para a Lua de Mel. Por lá, passarão por inúmeras aventuras que os farão descobrir que o amor e a palhaçaria são os melhores antídotos para as dificuldades. Presentes na cultura tocantinense, como a Dança da Suça, do Lindô, e do Tambor.

Data: 16/05
Horário: 20h
Local: Teatro CHC Santa Casa (Av. Independência, 75 – Independência)
Classificação etária: Livre
Duração: 40 minutos
Gênero: Circo

E.L.A
Jéssica Teixeira (CE)

Foto: Victor Augusto/Divulgação

Pudesse ser apenas um enigma. Mas, não. O corpo faz problema e dá trabalho. Pode ser muito. Pode ser, inclusive, o que não queremos. O corpo será sempre o que ele quiser? Social, político, tecnológico, inconsciente. É pensamento, desejo, invisível e invasor. O corpo se despedaça. É estrutura. É movimento. Mas, sobretudo, é estranho. Teimo e re-existo. Ele se degenera e E.L.A se faz impossível.

Data: 16/05
Horário: 21h
Local: Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 70 minutos
Gênero: Teatro
*tradução em libras

Junho: Uma Aventura Imaginária
Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica (RS)

Foto: Andrea Seligman/Divulgação

Para ser protegido de uma maldição, o menino Junho Frank é enclausurado no castelo onde mora junto à mãe, ao tio e à tia. Sem contato com outras crianças de sua idade, Junho inventa suas próprias histórias e passa horas lendo livros e conversando com os Frank sobre tudo aquilo que está escrito neles. No entanto, quando seu tio Cosme retorna de uma de suas longínquas viagens com um livro misterioso que conta a história da família ao longo dos séculos, o castelo e prisão do menino transformam-se em uma grande e divertida aventura em busca de suas origens, com novos e instigantes personagens. O espetáculo fala sobre identidade, imaginação e aceitação das diferenças com muita emoção e aventura, trazendo à tona um universo infanto-juvenil de curiosidade, amor pela leitura e empatia com o outro.

Data: 17/05
Horário: 15h
Local: Teatro Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Classificação etária: 7 anos
Duração: 50 minutos
Gênero: Teatro para a infância e juventude
*tradução em Libras

Esporas
Gustavo da Silva e Helder Machado (RS)

Foto: Marcos Oliveira/Divulgação

Esporas é um espetáculo de dança contemporânea que aborda a manutenção da masculinidade no contexto da cultura tradicional gaúcha, construindo uma narrativa que explora diferentes manifestações dessa masculinidade e suas perturbações ao longo da vida. Na obra, são traçados paralelos entre o comportamento do homem e do boi ao se relacionarem com seus iguais. Conflito, ignorância e ingenuidade.

Data: 17/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 45 minutos
Gênero: Dança

Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Maré
Grupo São Gens de Teatro (PE)

Foto: Jorge Farias/Divulgação

Criada a partir da vivência do dramaturgo Anderson Leite na comunidade da Ponte do Pina, o espetáculo coloca em evidência o espaço urbano do Recife e sua relação com as margens, discutindo os problemas inerentes ao fluxo contínuo de uma favela, suas poeticidades e mazelas.

Data: 17/05
Horário: 20h
Local: Teatro Bruno Kiefer (Rua dos Andradas, 736)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: Teatro

Lunares
Circo de Aéreos Joanas d’Ar (RS)

Foto: Ofelia Fotografria/Divulgação

A natureza cíclica da lua, das suas quatro fases, está em tudo que pulsa na Terra e manifesta toda sua força no feminino. A cada ciclo, quatro grandes mulheres se alternam dentro de cada mulher, trazendo uma habilidade, uma energia e uma expressão completamente únicas: a Donzela, a Mãe, a Feiticeira e a Anciã. Lunares é luz e sombra. É sobre ser quem somos. Uma conexão entre circo, poesia e realidade numa tentativa de alinhar essa bússola interior que aponta para o autoconhecimento, o cuidado e o respeito. A montagem é uma adaptação do videocirco de mesmo nome, lançado pelo Circo de Aéreos Joanas d’Ar em julho de 2021, e que teve estreia dentro da programação do Circuito 2022 do Palco Giratório, em Caxias do Sul.

Data: 17/05
Horário: 21h
Local: Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 12 anos
Duração: 40 minutos
Gênero: Circo

A Última Invenção
Grupo De Pernas Pro Ar (RS)

Foto: Tayhu Wieser/Divulgação

Quando o velho inventor anima suas criações, cria ilusão de vida, um universo onírico onde revive imagens amorosas e situações cotidianas passadas, suscitando reflexões filosóficas sobre suas humanidades. Luciano Wieser costumava receber seus convidados, mas, com o passar dos anos, não recorda mais as serventias de suas invenções e prefere vagar por aí, deixando escapar memórias e vontades adormecidas. Quem sabe, as memórias evocadas por estas máquinas em você não sejam as mesmas deste inventor, que já não se reconhece.

Data: 18/05
Horário: 19h
Local: Sala Carlos Carvalho (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico)
Classificação etária: Livre *indicado para adultos
Duração: 55 minutos
Gênero: Teatro de animação

Traved – Palestra performance em realidade virtual
Dodi Leal (SP)

Foto: Gau Saraiva/Divulgação

Mesclando elementos do teatro, cinema, performance, instalação e realidade virtual, Traved parodia o formato das palestras “TED” e traz à tona uma dramaturgia que investiga as múltiplas vivências e pontos de vista de uma corpa travesti no Brasil atual.

Datas e horários: 18/05 às 19h e às 21h; 19/05 às 19h e às 21h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 45 minutos
Gênero: Teatro

Instinto
Projeto Gompa (RS)

Foto: Vilmar Carvalho/Divulgação

Instinto é o novo espetáculo do coletivo Projeto Gompa, vencedor do prêmio norueguês Ibsen Scope em 2022. Instinto questiona nossos limites, vitórias e falhas enquanto humanidade. Onde foi que nos perdemos? Baseado nas obras Brand e Quando Despertamos de Entre os Mortos, de Henrik Ibsen, o espetáculo traz à tona o papel do líder frente à sociedade enquanto massa silenciosa, e até onde vamos em nome dos nossos ideais. Em cena, vemos o limiar entre o ser humano e a representação de três primatas, interrogando com humor e sarcasmo os limites tênues da nossa própria humanidade.

Datas: 18 e 19/05
Horários: 20h
Local: Teatro CHC Santa Casa (Av. Independência, 75 – Independência)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 45 minutos
Gênero: Teatro

Prédios espelhados matam passarinhos
Grupojogo de Experimentação Cênica (RS)

Foto: Júlio Appel/Divulgação

O espetáculo parte do mito de Sísifo para abordar as relações de trabalho contemporâneas. As personagens se encontram imersas em um contexto no qual novas tecnologias e vínculos empregatícios se interseccionam. Com ironia e pitadas de humor, o espetáculo expõe as humilhações cotidianas nas quais estamos inseridos e as narrativas que nos aprisionam a estas situações de abuso. Com dramaturgia autoral, o espetáculo busca refletir sobre as relações de trabalho na atualidade, tratando de temas como precarização, marketing digital, home office, abuso de poder e da substituição de trabalhadores por máquinas automatizadas.

Data: 18/05
Horário: 21h
Local: Teatro Bruno Kiefer (Rua dos Andradas, 736)
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos
Gênero: Teatro
*tradução em Libras

A Invenção do Nordeste
Grupo Carmin (RN)

Foto: Carlos Gomes/Divulgação

Um diretor é contratado por uma grande produtora para realizar a missão de selecionar um ator nordestino que possa interpretar com maestria um personagem nordestino. Depois de vários testes e entrevistas, dois atores vão para a final e o diretor tem sete semanas para deixá-los prontos para a última fase. Durante a preparação, os atores refletem sobre sua identidade, cultura, história pessoal e descobrem que ser e viver um personagem nordestino não é uma tarefa simples.

Datas e horários: 19/05 às 19h; 20/05 às 18h
Local: Teatro Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Classificação etária: 12 anos
Duração: 60 minutos
Gênero: Teatro

3 Maneiras de tocar no assunto
Fabiano de Freitas (RJ)

Foto: Dalton Valerio/Divulgação

Um tema, três solos curtos. “3 Maneiras de Tocar no Assunto” é um manifesto artístico contra a homofobia na sociedade moderna. No primeiro solo, “O Homem de Uniforme Escolar”, o público assiste a uma aula de bullying homofóbico. O segundo, “O Homem com a Pedra na Mão”, é o depoimento de um dos participantes da Revolta de Stonewall, que aconteceu em 1969, em Nova York. O terceiro, “O Homem no Congresso Nacional”, é o pronunciamento de um deputado gay e ativista na tribuna da Câmara. Com texto e atuação de Leonardo Netto, dirigido por Fabiano Dadado de Freitas, o espetáculo foi vencedor do 7º Prêmio Cesgranrio (Texto Nacional Inédito, Ator e Categoria Especial, pela direção de movimento de Marcia Rubin), 14º Prêmio APTR-RJ (Autor e Iluminação) e 20º Prêmio Cenym de Teatro Nacional (Melhor Monólogo), acumulando quase 20 indicações em premiações teatrais.

Data: 20 e 21/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: Teatro

Encantado
Lia Rodrigues Cia de Dança (RJ)

Foto: Sammi Landweer/Divulgação

A palavra encantado, do latim incantatus, designa algo que é ou foi objeto de encantamento ou de feitiço mágico. Encantado também é sinônimo de maravilhado, deslumbrado ou fascinado ou uma expressão de cumprimento social. No Brasil, a palavra ainda tem ainda outros sentidos. O termo se refere às entidades que pertencem a modos de percepção do mundo afro-indígena. Os encantados, animados por forças desconhecidas, transitam entre céu e terra, nas selvas, nas pedras, em águas doces e salgadas, nas dunas, nas plantas, transformando-os em locais sagrados. São seres que atravessam o tempo e se transmutam em diferentes expressões da natureza. Não experimentaram a morte, mas seguiram em outro plano, ganhando atribuições mágicas de proteção e de cura. Deste modo, as ações predatórias que ameaçam a vida na terra, a destruição sistemática das florestas, dos rios e dos mares impactam também a existência dos Encantados. Não há como separá-los da natureza ou a natureza desses seres. Como encantar nossos medos e nos colocarmos no coletivo, próximos uns dos outros? Como encantar o que nos cerca, imagens, danças e paisagens e transformá-las em nossos corpos e ideias? Como entrar em encantamento e nos acoplarmos, nós e o ambiente, em arranjos variados e ir ao encontro dos seres viventes em toda a sua diversidade?

Datas: 20 e 21/05
Horário: 21h
Local: Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 60 minutos
Gênero: Dança

Tocar a Terra
Raquel Kubeo (AM)

Foto: Eugenio Barboza/Divulgação

A artista Raquel Kubeo apresenta a performance Tocar a Terra, um trabalho que propõe fazer uma tessitura das danças e cantos de povos originários para suspender o céu. Raquel é natural de Manaus (AM), mulher indígena ativista pelos direitos dos povos originários do Brasil.

Data: 21/05
Horário: 13h
Local: Parque da Redenção
Classificação etária: Livre
Duração: 20 minutos
Gênero: Teatro
Gratuito

Vikings e o Reino Saqueado
Cia. Os Palhaços de Rua (PR)

Foto: Valéria Felix/Divulgação

Os palhaços Batata Doce e Turino estão agora imersos na cultura nórdica e se apresentam como atrapalhados guerreiros vikings voltando a seu reino após terem realizado grandes viagens e desastrosas batalhas pelo mundo. Ao chegarem a seu reino se deparam com sua rainha destituída e o trono tomado por Duques. O desafio dos Palhaços-Vikings é retirar os Duques do poder e devolvê-lo para o povo. Para isso, vão se utilizar de suas ferramentas circenses construindo um espetáculo de circo e teatro de rua junto ao público presente.

Data: 21/05
Horário: 17h30
Local: Centro Municipal de Cultura (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos
Gênero: Teatro
Gratuito

Iracema
Rosa Primo (CE)

Foto: Luiz Alves/Divulgação

Iracema é uma mulher, é minha mãe sem dinheiro, é minha avó trabalhadora da terra, é minha irmã que não solta o celular. Iracema é um lugar, uma praia, uma estátua, um centro cultural, um bloco de carnaval, uma pizzaria. Iracema é uma índia, uma lenda, uma sereia, um fantasma, um biscoito recheado, uma caixa de papelão, um jogo eletrônico. Iracema é sobre a natureza e a vida, vivendo juntas. Uma história do coração da nossa terra, porque é uma história de todos os tempos e para todos. O trabalho parte da personagem feminina do romancista cearense José de Alencar para pensar e discutir questões que atravessam a figura da mulher, bem como o sentido de sua presença como parte dos povos originários do Brasil no passado e no presente. Mais do que contar a história de Iracema, nesse espetáculo iremos juntos imaginar que outras histórias de Iracema podem ser dançadas.

Data: 23/05
Horário: 15h
Local: Teatro de Arena (Av. Borges de Medeiros, 835 – Centro Histórico)
Classificação etária: Livre
Duração: 30 minutos
Gênero: Dança

Novos Velhos Corpos 50+
Coletivo 50+ (RS)

Foto: Adriana Marchiori/Divulgação

Espetáculo de dança que mistura música, teatro e imagens de vídeo e que tem por tema idade, longevidade e vulnerabilidade na dança e na vida. Trata-se de uma criação com bailarinos e coreógrafos com mais de 50 anos: Eva Schul, Eduardo Severino, Mônica Dantas, Robson Duarte, Rossana Scorza e Suzi Weber. O espetáculo surgiu da necessidade de continuar a dançar apesar dos tempos difíceis e pandêmicos e gira em torno de forças e fragilidades, simbolizadas nas relações entre aproximações, afastamentos e jogos de novos velhos corpos. A dança se estende através do vídeo com as criações do multiartista Alex Sernambi. A performance em cena dos músicos Dora Ávila, Flavio Flu, Marcelo Fornasier e Vasco Piva promove um ambiente sonoro com arranjos sofisticados. O objeto de cena principal é uma maca que se transforma juntamente com a composição coreográfica ancorada na dança contemporânea e improvisações estruturadas. Cláudia Sachs e Lisandro Bellotto fazem a direção de cena na busca de harmonizar as diferentes linguagens que envolvem a criação.

Data: 23/05
Horário: 19h
Local: Teatro Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Classificação etária: Livre
Duração: 65 minutos
Gênero: Dança

Ninho
Liu Moreira (TO)

Foto: Flaviana Ox/Divulgação

Ninho é um espetáculo de dança contemporânea brasileira resultado da pesquisa da intérprete junto às matrizes indígenas e africanas presentes em sua ancestralidade familiar feminina. O espetáculo tece múltiplos significados para a casa se configurando como um ritual do corpo feminino em cena. É um convite a (re)habitar o corpo que regressa para casa, admitindo uma situação existencial do corpo feminino em conexão com sua busca ancestral. Logo a casa assume vários sentidos: casa abrigo, casa prisão, casa conforto, casa opressora, casa, sonhos, casa silêncio, casa ruído. O processo é ritual, um rito de encontro, passagem, memória e história. Assim nasce uma mulher-pássaro, índia tapuia da pele preta imersa nas tradições dos tambores africanos presentes na cultura tocantinense, como a Dança da Suça, do Lindô, e do Tambor.

Data: 23/05
Horário: 20h
Local: Teatro CHC Santa Casa (Av. Independência, 75 – Independência)
Classificação etária: Livre
Duração: 40 minutos
Gênero: Dança

Cuidado com Neguin
Kelson Succi (RJ)

Foto: Divulgação

O espetáculo mostra a visão crítica e artística de um “Neguin”, personagem negro, jovem, pobre e favelado que sai do morro para encarar a cidade diariamente e tem que lidar com as diversas formas de racismo que o atravessam. A identidade de Neguin é múltipla, e ele usa certos mecanismos para conseguir se locomover na cidade, rebater aos ataques, e, muitas vezes, se encaixar no “quadrado branco” pela sua própria sobrevivência.

Data: 24/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 60 minutos
Gênero: Teatro

Habite-me – teatro de máscaras, dança e bonecos
Cia 4 produções (RS)

Foto: Divulgação

O espetáculo opera num universo de imagens que oscilam entre a atriz marionetizada e o boneco animado num espaço disforme e maleável, como uma realidade em constante transformação. Habitar confunde-se com ser habitado. O receptáculo é o corpo humano, investido de máscaras e bonecos que, por meio das relações entre esses elementos com o espaço, com a luz e a música, percorre o tema da habitação e angaria um sentido onírico e metafísico, ao associar-se com a vida e com a morte bem como com a sensação de pertencimento que nos preenche quando encontramos sentido em algo que nos completa. Face a um mundo pervertido em seu sentido ético, no qual os valores fundantes de nossa natureza humana, entre eles o amor, a compaixão e o respeito pelo mundo e pelo outro parecem corroer-se. A arte ainda é capaz de nos lembrar sobre a brevidade da vida, sobre nossa efêmera passagem neste planeta e sobre os caminhos que escolhemos para percorrer essa jornada.

Data: 24/05
Horário: 19h
Local: Teatro Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Classificação etária: Livre *recomendado para maiores de 12 anos
Duração: 45 minutos
Gênero: Teatro

Provisoriamente não cantaremos o amor
Traço Cia. de Teatro (SC)

Foto: Sabrina Marthendal/Divulgação

O que acontece quando três sacerdotes do riso, três xamãs da bobagem, três ofertantes do coração se juntam para fazer o mundo girar? E o que acontece se, de repente, o público se torna protagonista? Então, o fogo da cerimônia é aceso, o amor é liberto e o mundo volta a girar.

Data: 24/05
Horário: 19h
Local: Sala Carlos Carvalho (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 100 minutos
Gênero: Teatro/Circo

Manifesto Transpofágico
Renata Carvalho (SP)

Foto Danilo Galvão/Divulgação

Hoje eu resolvi me vestir com a minha própria pele. O meu corpo travesti. Renata “se veste” com seu próprio corpo para narrar a historicidade da sua corporeidade. Renata se alimenta da sua transcestralidade, come-a, digere-a. Uma transpofagia. O corpo travesti como um experimento, uma cobaia. Um manifesto de um corpo travesti.

Datas: 24 e 25/05
Horário: 21h
Local: Teatro Bruno Kiefer (Rua dos Andradas, 736)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: Teatro

Clássicos de Palhaços
Grupo Vagão (PI)

Foto: Luciano Pires/Divulgação

O espetáculo conta as desventuras cotidianas de três palhaços nordestinos que vivem num pequeno circo no sertão: Beiju, Batata e Cuscuz. Tudo acontece através de “reprises”, cenas clássicas de palhaços, ressignificadas para os dias de hoje e que, além do riso, trazem algumas reflexões sociais pertinentes. E tudo com uma pitada de cultura popular nordestina muito forte.

Datas: 25/05
Horário: 15h
Local: Teatro CHC Santa Casa (Av. Independência, 75 – Independência)
Classificação etária: Livre
Duração: 40 minutos
Gênero: Circo

Macacos
Cia do Sal (SP)

Foto: Noelia Najera/Divulgação

Macacos é uma montagem que conta somente com um ator e um batom, e trata sobre a urgência da vida negra no Brasil. O preconceito contra os povos pretos é abordado em cena a partir do relato de um homem preto que busca respostas para o racismo que rodeia seu cotidiano e a história de sua comunidade. A obra se desenrola num fluxo de pensamentos, desabafos e elucidações que surgem em cenas pautadas em nossa história geral, como também em situações vividas por grandes artistas negros: Elza Soares, Machado de Assis, e Bessie Smith, até alcançar relatos e estatísticas de jovens negros presos e executados pela polícia militar no Brasil de ontem e de 2021.

Datas: 25 e 26/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 120 minutos
Gênero: Teatro

Ninguém sabe meu nome
Ana Carbatti (RJ)

Foto: Renato Mangolin/Divulgação

Iara é uma mulher preta de meia idade, mãe de Menino, uma criança preta. Ao acordar de um pesadelo onde ocorre o desaparecimento de Menino, Iara começa por questionar sua própria existência e sua função na sociedade, como mulher e mãe: educar seu filho para que ele se desenvolva como um indivíduo, que cresça, floresça e contribua para a sociedade ou despi-lo, ainda em tenra idade, de sua inocência de modo a prepará-lo para o enfrentamento de uma sociedade que não o reconhece como igual. Em uma conversa íntima com o público, Iara discorre sobre suas principais angústias, medos e esperanças, falando através de todos os seus sentidos, se expondo e expondo seu corpo tão marcado quando belo, tão liberto quanto nvisível.

Datas: 25 e 26/05
Horário: 19h
Local: Teatro Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Classificação etária: 12 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: Teatro

Senhora P
Adriana Lodi – Coletivo Coquetel Molotov (DF)

Foto: Pollyanna Sa/Divulgação

Senhora P dialoga sobre violências contra mulheres e discute as multiplicidades de abusos cometidos em territórios públicos e privados. Passeia entre a distopia e a hiper-realidade: uma professora é confrontada com um turbilhão de interrogatórios, memórias e anseios de outros futuros possíveis. Primeiro monólogo da atriz, diretora e professora de teatro Adriana Lodi, parte de um exercício autobiograficcional em diálogo com artistas e pensadoras do tema. Transita pelos espaços de intimidade extrema, a função pública da profissão docente e a rigidez das macroestruturas sociais que lançam a atriz/personagem numa busca por encontrar formas de agir contra os processos de subordinação, adestramento e domesticação impostas pelo patriarcado capitalístico colonial. A obra se insere também no contexto do doutorado de Adriana Lodi, que trata de práticas pedagógicas performativas críticas feministas como caminho para um restabelecimento de uma educação do cuidado composta por uma ética amorosa.

Datas: 26/05
Horário: 20h
Local: Teatro CHC Santa Casa (Av. Independência, 75 – Independência)
Classificação etária: 16 anos
Duração: 75 minutos
Gênero: Teatro
*tradução em Libras

Sem Palavras
Cia Brasileira de Teatro (PR)

Foto: Nana Moraes/Divulgação

A partir de corpos diversos, Sem Palavras propõe uma reinvenção da linguagem – misturando teatro, dança, música e performance – para dar conta dos velozes acontecimentos contemporâneos, com histórias de amor, de violência, de consumo, de corpos em transição, entre outros.

Datas: 26 e 27/05
Horário: 21h
Local: Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 18 anos
Duração: 110 minutos
Gênero: Teatro

Cartas para Mercedesssssss
Cia. Étnica de Dança (RJ)

Foto: Cláudia Ferreira/Divulgação

Cartas para Mercedesssssss é um projeto artístico composto de três obras: uma obra dançada, uma obra plástica (instalação) e uma obra sonora (inserida na instalação e executada em parte durante a obra dançada). As obras imaginam e estabelecem conversas abertas entre os universos biográficos e artísticos da bailarina, coreógrafa e professora negra brasileira Mercedes Baptista, e a vida e a dança de bailarinas e coreógrafas negras integrantes do projeto. O projeto dá continuidade às pesquisas da diretora e coreógrafa Carmen Luz acerca da presença e da atuação de artistas negras, negros e negres na dança criada, pensada e produzida no Brasil.

Datas: 27/05
Horário: 18h
Local: Teatro Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos
Gênero: Dança

Show-Manifesto
Julian Santt (PB)

Foto: Caio Oviedo/Divulgação

O Show-Manifesto é, antes de qualquer coisa, um grito de resistência de um corpo transmasculino, que teve sua vida marcada pela LGBTfobia, sexismo, machismo, entre outras violências. Numa mistura de música popular e poesia marginal, com referências do rap, rock e reggae, Julian dá voz a histórias dissidentes da cisgeneridade, abordando temas como a diversidade de gênero e sexualidade.

Datas: 27/05
Horário: 19h
Local: Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 60 minutos
Gênero: Música

Traviarcado
Bixarte (PB)

Foto: João Arraes/Divulgação

Bianca Manicongo é o nome que se esconde atrás de Bixarte. Cantora, atriz, poeta, compositora e artivista. Ela é bicampeã do Slam Estadual da Paraíba e é a primeira travesti ganhadora do Festival de Música da Paraíba em 2020. Em 2021, foi indicada ao prêmio Sim São Paulo de Música e foi indicada também como artista revelação no Women Music Event. A poetisa recita sobre o que vive e também canta sobre suas dores, anseios e paixões embalados nos ritmos do rap, funk e etnopop. Atualmente a cantora lançou seu primeiro álbum de estúdio patrocinado pela Natura Musical e sua primeira série como atriz da Globo.

Datas: 28/05
Horário: 19h
Local: Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307 – Cidade Baixa)
Classificação etária: Livre
Duração: 60 minutos
Gênero: Música

sexta-feira, 12 a 28 de maio de 2023

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