Juremir Machado da Silva

Quase um ano de Lula 3

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Quase um ano de Lula 3 Brasília (DF), 23/11/2023 - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e o presidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

1. Está melhor globalmente do que na era Jair Bolsonaro, com o país saindo do surto psicótico da polarização extremista e do negacionismo.

2. Está aquém do prometido, sugerido ou agendado, embora todo governo sempre fique aquém das suas promessas e dos seus programas.

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3. Luta com sua falta de maioria no parlamento e com o apetite fisiologista do Centrão, que, como se sabe, não oferece apoio grátis.

4. Erra na política internacional, refém de posições de uma esquerda antiamericana incapaz de ver coisas como o imperialismo russo.

5. Tem no ministro da economia, o tranquilo Fernando Haddad, uma surpresa positiva e firme na busca pelo reequilíbrio fiscal.

6. Dissemina corretamente a ideia de que política é diálogo e negociação contra a prática do governo anterior de reforço às divisões.

7. Apesar dos erros na política internacional, em especial no caso da guerra Ucrânia/Rússia, retoma um lugar de convívio na cena global, deixando de ser um pária instituído pela grossura do antecessor.

8. Mostra-se hesitante na pauta da representatividade. Em vez de indicar uma mulher, um negro ou mulher negra para o STF, escolheu o seu advogado pessoal, o que atraiu críticas de todos os lados, e resultou em votos até agora bastante conservadores.

9. Reconstrói lentamente os mecanismos de valorização da educação e da pesquisa científica, ficando na obrigação de acelerar no segundo ano.

10. Tenta controlar os diferentes setores dentro do seu governo.

11. Frustra parte do seu campo, aquele esperava que esperava revisão ou revogação da reforma trabalhista e até reforma da Previdência.

12. Joga no campo democrático, perde, ganha, empata, não planeja golpe, não prega contra o sistema em cercadinho palaciano, usa garfo e faca para comer, respeita, em geral opiniões alheias adversas. Vez ou outra, estranha-se com a mídia, pois parte defende que não existe imparcialidade e vê em todo jornalista um militante de algum lado.

13. Erra ao estimular ou deixar correr um conflito com o STF.

14. Nas condições atuais de temperatura e pressão, nota 7.

Tambor tribal (PT já tem pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre)

O Partido dos Trabalhadores definiu a sua pré-candidatura à prefeitura de Porto Alegre. É a deputada Maria do Rosário.

Reações no X (antigo e sempre Twitter):

“Viciada em derrotas.”

“Excelente!”

“Vivem no Passado. Muito complicado.”

“Garantindo a reeleição do Melo. PT gaúcho é inimigo da renovação.”

“Quase 2024 e olha os nomes que os caras escolhem. Tomara que continuem assim, caminhando firmemente para a extinção.”

“Perdemos.”

“Já sabemos, Melonaro vence no primeiro turno. PT, PSOL e PC do B juntos, fazem 10 vereadores. PDT e PSB vão virar pó, incrível a incapacidade de oxigenar o campo.”

“Até o candidato do causa operária vai ter mais votos.”

“E eu quero muito estar errada no meu pensamento, pq o Melo está destruindo os patrimônios públicos e históricos e tornando Porto Alegre uma cidade sem atrativo cultural, só para fazer as vontades do Melnick.”

“Ótima candidata para perder a eleição.”

“Querem reeleger o Mello.”

“Ela não tem muita chance. O PT tinha q colocar alguém mais. forte. Pqp! O Melonick é capaz de vencer nessa disputa.”

“Tô vendo darem muita porrada nela, mas acho um ótimo nome.”

“Ou seja…Melo prefeito de novo. A esquerda vive numa bolha…”

Qd ela foi da comissão da verdade(isso?), arrumou inimigos por todos os lados, pra maioria dos idiotas, imbecis, principalmente da crentalhada, ela defende os bandidos, se PT insistir com ela, vai ficar em 3 ou 4 lugar.”

“Obrigado PT, ela será esmigalhada.”

“Faltou renovar as lideranças no campo progressista.”

“Infelizmente mais um erro do PT. Ela não é carismática e não tem apelo popular fora do seleto grupo dos que a apoiam. Os partidos de oposição no RS estão fazendo jus às siglas: ‘partidos’. Com essa decisão o Paço foi entregue na bandeja para o atual mandatário.”

“Ela merece ter a sua chance de concorrer.”

Parêntese da semana

Parêntese #202: Projeto AfroAtivos | Negra Jaque | Libertad ou Unión e mais”. Luísa Kiefer dá o caminho das pedras: “Isabelle Godolphim Haertel, em sua primeira colaboração na nossa newsletter, apresenta uma reportagem sobre o Projeto AfroAtivos, da escola Saint Hilaire, que vem desafiando os modelos tradicionais de educação. Trazemos também um trecho do livro Linhas de cura – Ensaios sobre RAP, negritudes e outras formas de existir, recém lançado pela rapper, compositora, apresentadora e produtora cultural Negra Jaque.  De terras estrangeiras, Antonio Villeroy apresenta mais uma crônica do seu Caderno de Viagens. Trata-se de uma reflexão sobre os problemas e desigualdades do mundo. Na crônica desta semana, Luís Augusto Fischer conta sobre os passeios ao The Metropolitan Museum of Art, em Nova York, e o impacto de ver grandes obras da história da arte ao vivo.  Na continuação da vida de Áurea, folhetim de Claudia Tajes, a personagem, decepcionada com o presente das bodas de prata e aconselhada pela amiga Wanda, resolve comemorar a data longe do marido”.

Frase do Noites

“Como se sabe ou se leu, há séculos curtos e séculos longos. Pior mesmo são os anos que nunca terminam.”

Imagens e imaginários

No Pensando Bem, que vai ao ar todo sábado na FM Cultura, 107,7, numa parceria da Cubo Play, Matinal e revista Parêntese, com apoio da Adufrgs, Nando Gross e eu conversamos com Deivison Campos, coordenador do curso de jornalismo da PUCRS, ex-repórter da Rádio Gaúcha, doutor em Comunicação pela Unisinos e pesquisador de “mídia, relações étnico-raciais e epistemologias negras”. A conversa passou pelo Dia da Consciência Negra, por representatividade na sociedade, por racismo estrutural e institucional, lugar de fala e inclusão. Imperdível.

Escuta essa

Emicida, artista fundamental contra o racismo, Boa esperança:

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