Nando Gross

Grêmio: sete anos de hegemonia no futebol gaúcho

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Grêmio: sete anos de hegemonia no futebol gaúcho Jogadores festejam o hepta campeonato gaúcho. Foto: site oficial do Grêmio

O Grêmio conquistou pela segunda vez na sua história, o Hepta Campeonato Gaúcho de futebol e, como aconteceu em 1968, o jogo do título foi contra o Juventude. Pelo terceiro ano consecutivo, o Internacional não chegou nem mesmo na final do campeonato.

A supremacia tricolor no estado ganha ainda mais destaque quando olhamos para o lado vermelho da rivalidade. O Internacional enfrenta uma seca de títulos relevantes há mais de uma década. Desde 2011, quando conquistou a Recopa Sul-Americana e dominou o cenário estadual com seis títulos consecutivos, o Inter viu sua posição de destaque ser substituída por momentos de instabilidade e frustração. O ápice dessa queda foi o rebaixamento para a segunda divisão em 2016.

De lá para cá, o Grêmio foi campeão da Copa do Brasil, da Libertadores e chegou agora ao hepta campeonato. Na rivalidade gaúcha, dificilmente os dois clubes conseguem estar em alta ao mesmo tempo, em geral, a vitória de um é o fracasso do outro.

No Hepta de 1968, o Grêmio tinha ícones como Everaldo, Alcindo, João Severiano e tantos outros, o técnico era Sérgio Moacir Torres e era uma década gloriosa do tricolor. Já a partir de 1969, o Inter retoma a hegemonia estadual e vence oito títulos seguidos, estabelecendo a maior marca do estado, o Octa campeonato. No próximo ano, o Tricolor poderá igualar a marca do Colorado.

Ao vencer o Hepta em 2024, o Grêmio reescreve essa história de glória ao repetir o feito de seus antecessores de 1968 e confirma a essência e o espírito vencedor que permeiam a história do clube. Quando o time não está rendendo coletivamente, os jogadores decidem, porque final em casa se ganha, não tem uma alternativa.

O paralelo entre os hepta campeonatos de 1968 e 2024 vai além das conquistas em si. Ele simboliza a continuidade e a perpetuação de uma cultura de excelência e conquistas que está enraizada na identidade do Grêmio. Ao longo dos anos, o clube enfrentou desafios, superou adversidades e emergiu mais forte do que nunca, mantendo-se firme em seu compromisso com a vitória.

Além disso, a conquista do hepta em 2024 assume um significado ainda maior quando observamos o contexto atual do futebol gaúcho. Enquanto o Grêmio celebra mais um título, seu maior rival, o Internacional, enfrenta uma fase de dificuldades e incertezas. A supremacia tricolor no estado é não apenas uma demonstração de habilidade e talento, mas também um reflexo da dedicação e do comprometimento de todos do departamento de futebol. O Grêmio leva muito a sério o Gauchão e o Inter não consegue fazer isso nos últimos anos. Este ano, com um grupo extremamente qualificado, outra vez nem mesmo chegou à final e claramente por falta de comprometimento com a causa.

O Inter outra vez entrou como favorito e não soube lidar com isso. Vejo que alguns mais jovens dizem que há um problema com o Inter em decidir no Beira-Rio, ora, aproveito para lembrar que o único título nacional ou internacional que o Inter venceu fora do Beira-Rio foi contra o Barcelona, no Japão. Os três títulos do Brasileirão tiveram suas finais no Beira-Rio, a Copa do Brasil também e o mesmo aconteceu nas duas decisões de Libertadores e da Sul-americana, portanto, o Beira-Rio nunca foi problema.

O Grêmio começou mal, mas soube crescer na hora certa e mostrou mais temperamento nos jogos decisivos, isso sempre é um fator determinante na vitória. Renato mais uma vez confirmou sua fama de vitorioso e Diego Costa com certeza foi o melhor jogador da competição.

Agora vamos para Libertadores, Sul-americana, Copa do Brasil e Brasileirão.

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