Nando Gross

O desafio do Inter na altitude de La Paz

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O desafio do Inter na altitude de La Paz Foto: Ricardo Duarte - S.C.Internacional - Divulgação

Nesta terça-feira o Internacional vai enfrentar o Bolívar em La Paz, a mais de 3.600 metros acima do nível do mar. Esse duelo na Libertadores não é apenas um confronto esportivo, mas também um teste de resistência física, tática e mental para o time gaúcho. O Inter vem enfrentando dificuldades no Campeonato Brasileiro, o que torna o duelo contra o Bolívar ainda mais crucial, pois a Libertadores oferece uma oportunidade de redenção e uma chance de reacender a ideia de recuperação no Brasileiro. 

No entanto, o desafio que se apresenta ao Internacional em La Paz não é apenas o adversário, mas também as condições únicas que a altitude traz. A cidade boliviana está situada a uma elevação de 3.625 metros, o que significa que a pressão atmosférica é significativamente menor em comparação com locais mais baixos. Essa falta de oxigênio tem um impacto profundo no desempenho dos jogadores, causando fadiga mais rápida, dificuldade de respiração e até mesmo tonturas. 

Historicamente, equipes que não estão acostumadas a jogar em altitudes tão extremas têm lutado para se adaptar. O ar rarefeito exige que os jogadores aumentem sua capacidade respiratória, o que pode ser um processo difícil e demorado. Isso, por sua vez, determina parte da estratégia de jogo, já que a intensidade física pode precisar ser moderada para evitar o esgotamento. 

Além disso, a mentalidade desempenha um papel igualmente importante. Encarar um desafio tão único exige determinação, foco e resiliência. Os jogadores do Internacional devem entrar em campo com a compreensão de que a partida em La Paz não será apenas uma partida física, mas também uma partida mental contra as adversidades impostas pela altitude. 

O histórico do Bolívar contra brasileiros prova que buscar um resultado em La Paz como visitante é um desafio complicado. Em 12 partidas oficiais, foram oito vitórias do time boliviano, três empates e uma única derrota, justamente para o Grêmio, em 1983. 

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