Nando Gross

Presidente e dirigentes do futebol colorado convidam líderes de organizadas para reunião com os atletas

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Presidente e dirigentes do futebol colorado convidam líderes de organizadas para reunião com os atletas Foto: Ricardo Duarte/SCI

O Internacional despencou após a eliminação do Gauchão. O futebol que encantou a todos no início do ano, simplesmente desapareceu. O que era para ser uma partida tranquila na última quarta-feira, acabou se transformando em um pesadelo para jogadores e dirigentes colorados. O empate contra o modesto Real Tomayapo foi apenas o prelúdio de um episódio vergonhoso que se desenrolou no Beira-Rio.

A cena que se seguiu ao apito final foi digna de um roteiro trágico: presidente e dirigentes do clube conduziram os líderes das torcidas organizadas para dentro da sala de entrevistas, numa tentativa desesperada de acalmar os ânimos exaltados. Prometeram uma reunião entre os líderes das torcidas, jogadores e comissão técnica, como se isso pudesse magicamente resolver os problemas que assolam o clube. Mas essa atitude não só demonstra desespero, como também revela uma desconexão preocupante entre a diretoria e a realidade do clube.

A proposta de uma reunião com líderes de torcidas organizadas não foi bem recebida pelos jogadores, e com razão. Essa iniciativa não só expõe a fragilidade da gestão no futebol, como também sugere uma falta de rumo e de liderança dentro do próprio Inter. Em momentos de crise, é fundamental que os dirigentes reafirmem sua visão e seu rumo para o futuro. É fácil se perder no calor do momento e ceder à pressão externa, mas é nos momentos de dificuldade que a verdadeira liderança se faz mais necessária.

É hora dos líderes do Internacional mostrarem firmeza e determinação, especialmente o presidente Alessandro Barcellos, que é quem comanda todo o processo. Em vez de buscar soluções simplistas e imediatistas, é preciso enfrentar os problemas internos do clube. É hora de uma reflexão profunda sobre as falhas que levaram a essa situação e de um comprometimento genuíno em corrigi-las.

A crise atual não pode ser subestimada. Ela exige uma resposta enérgica e decisiva por parte da diretoria do Internacional. Os torcedores estão frustrados, os jogadores estão descontentes, e a imagem do clube está desgastada. A hora de agir é agora, antes que seja tarde demais. O Internacional não pode se dar ao luxo de continuar despencando para o abismo da mediocridade.

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