Carta da Editora, Matinal

Diálogos com leitores

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Diálogos com leitores Caros amigos e amigas, vou usar esse espaço hoje para publicar uma mensagem recebida de um assinante com a resposta desta editora que vos escreve. A ideia é estimular o diálogo com nossos leitores, crescermos juntos e tornar o processo da nossa produção cada vez mais transparente. É sempre motivador receber elogios, mas também estamos interessados nas críticas, como essa do Flávio Dutra. Fiquem à vontade para enviar seus comentários para [email protected] As mensagens só serão publicadas com a autorização dos seus autores.O tema é a retomada das escolas no Estado. Ao final de mais uma semana dura para os cidadãos e para a democracia brasileira, nos voltamos a um debate que desperta interesse nos nossos leitores. Somos, afinal, uma resistência de atenção ao local, como bem me resumiu o colega Ricardo Romanoff, repórter do site do Roger Lerina, em conversa sobre como o noticiário nacional sequestra nossas energias. Sobre o título “A novela sobre a volta das aulas presenciais”, publicado em nota da edição da Matinal News de terça-feira:  Chamar de novela alguma coisa na imprensa é dizer que algo está enrolado e precisa de uma definição. Funciona como uma pressão do tipo “Pô, por que não decidem logo?” É uma forma de pensar que sugere que as decisões não estão sendo tomadas por lerdeza, incompetência ou falta de esforço dos envolvidos. Para mim, chamar de “novela” uma situação complexa como a questão da volta às aulas é um desserviço que Matinal presta a uma questão tão delicada e que precisa ser vista com muito cuidado pela fragilidade do conteúdo que lida – crianças e adolescentes, em coletivos sempre numerosos. É habitual ver isso na imprensa, infelizmente. Esperava um pouco mais de vocês. Flávio Dutra, professor e jornalista Resposta:  Oi, Flávio!  Tens razão em alguns pontos sobre a palavra “novela”, mas cabe dizer que essa é uma das interpretações possíveis. Nossa intenção ao optar pelo termo era expressar que a situação vinha se arrastando no sentido de que as autoridades – até a edição de 26 de maio, quando redigimos a nota a qual te referes – não assumiam uma posição firme. Até aquele momento, ouvimos diferentes previsões que não se cumpriam como se quisessem simplesmente ganhar tempo. Na quarta-feira, 27, contudo, o governador Eduardo Leite anunciou uma proposta mais detalhada de retomada das aulas presenciais, ainda que falte definir os protocolos de segurança. Concordo que o tema é complexo, o que justifica cautela na tomada de decisão. Nesse sentido, o termo “novela” não é mesmo o mais adequado para tratar da questão.  Aproveito para destacar que a produção jornalística envolve fatores diversos, entre eles critérios ligados ao contexto em que os conteúdos são produzidos. Pensando agora, com mais calma e provocados pela tua mensagem, acho que escorregamos na escolha do termo. Obrigada pelo toque.Por fim, acredito que, no geral, estamos tomando o devido cuidado na cobertura do tema. Já apontamos os problemas no EAD, a dificuldade em determinar as normas mais adequadas de volta às aulas e outras atividades e, em editorial do dia 24 de abril, me manifestei contra […]

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