Matinal News

Decisão judicial atrasa ainda mais obras no entorno da Arena

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Decisão judicial atrasa ainda mais obras no entorno da Arena Arena do Grêmio | Foto: Alex Rocha/PMPA

Uma decisão da juíza Gabriela Dantas Bobsin, da 10ª da Fazenda Pública de Porto Alegre, desobrigou as empresas Karagounis e Albizia de executarem as obras no entorno da Arena do Grêmio. A magistrada considerou que um acordo de 2021 não foi cumprido. Nele, as empresas assumiriam os trabalhos na região em caso de antecipação da compra da gestão do estádio. Dessa forma, segue valendo o acerto de 2014, no qual a OAS fica como responsável pela realização de 70% das obras previstas. Porém, no processo de recuperação judicial da OAS, as melhorias na área estão no final da fila de pagamentos. A Prefeitura vai recorrer da decisão. “O Município não concorda e vai buscar reverter essa decisão, uma vez que a mesma beneficia empresas que exploram economicamente todo o empreendimento e estão, sim, inadimplentes com a sociedade porto-alegrense”, afirmou o procurador-geral adjunto de Domínio Público, Urbanismo e Meio Ambiente, Nelson Marisco.

Hospitais garantem atendimento em dia de paralisação pelo piso da enfermagem – Instituições de saúde da Capital, como os hospitais São Lucas da PUCRS, Vila Nova, Ernesto Dornelles, Mãe de Deus e a Santa Casa de Misericórdia, terão hoje paralisação de auxiliares e técnicos de enfermagem – os enfermeiros não devem aderir aos protestos. A greve, que é nacional, deve durar 24 horas a partir das 7h de hoje. Hospitais ouvidos por GZH garantiram atendimentos, a partir de remanejamento de equipes. O sindicato fará piquetes em hospitais e uma manifestação se desloca até o Hospital de Clínicas, onde estará o presidente Lula. O objetivo, explicou ao Correio do Povo o presidente do Sindisaúde, Júlio Jesien, é pressionar pelo piso da enfermagem, que fixou em 4.750 reais o salário mínimo para enfermeiros, 3.325 reais para técnicos em enfermagem, e 2.375 a parteiras e auxiliares de enfermagem. Há entraves jurídicos para o pagamento desde o ano passado, quando foi sancionada a lei do piso.

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Ônibus elétricos podem ser novidade em Porto Alegre nos próximos meses – O prefeito Sebastião Melo (MDB) anunciou que, nos próximos dias, será feita chamada pública para empresas apresentarem modelos para um projeto-piloto para inserir ônibus elétricos na frota da Capital. A ideia do Executivo é ter, nos próximos meses, veículos circulando em fase de teste. Atualmente, os sistemas de transportes representam de 40% a 60% das emissões de gases de efeito estufa nas cidades brasileiras – logo, a adoção de ônibus elétricos impacta diretamente na qualidade do ar. Um estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica da UFCSPA apontou que a poluição caiu 22% no período de isolamento da pandemia, quando não apenas o tráfego de ônibus, mas também de carros, reduziu bruscamente na cidade.

Censo impacta no envio de recursos a 53 municípios gaúchos – A redução de população de 44 municípios gaúchos deverá ser sentida nos cofres das prefeituras. Levantamento da Famurs apontou que essas cidades receberão menos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, que leva em consideração o índice populacional calculado pelo IBGE para a distribuição dos recursos. Os municípios mais afetados serão Uruguaiana, Esteio, Cachoeira do Sul, Alegrete e Venâncio Aires. Por outro lado, nove cidades gaúchas terão incremento de recursos por conta de uma variação positiva da população – três delas no Litoral Norte, Capão da Canoa, Imbé e Cidreira, que, juntas, tiveram acréscimo de quase 12 mil pessoas entre 2010 e 2022. Aliás, o Litoral conta com sete das dez cidades onde a população mais cresceu no RS.

PGE pede que presidente do Tribunal de Contas libere contrato de venda da Corsan – O governo do Rio Grande do Sul tenta finalizar a venda da Corsan recorrendo ao presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Alexandre Postal, através da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). O pedido, de acordo com reportagem do Jornal do Comércio, é que o dirigente derrube cautelar que impede a assinatura de contrato de alienação da empresa. A estratégia adotada pelo Executivo, de acordo com informações do gabinete da presidência do TCE, não é algo usual. Embora o tema seja considerado prioritário no TCE, não há prazo para a solicitação ser analisada. O governo alega que se trata do último empecilho para a privatização da Corsan. O leilão foi realizado em dezembro, mas o contrato entre a Aegea, vencedora da concorrência, e o governo estadual, ainda não foi firmado. Partidos de oposição e sindicatos têm questionado judicialmente a privatização da companhia.


Outros links:


Carta da Editora

Tudo é questão de gênero

Eu venho testando uma hipótese sobre como as questões de gênero permeiam nossos problemas sociais mais crônicos. Vejam, por exemplo, os dados do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta semana. Destacamos na Matinal News que Porto Alegre, além de perder população, registrou um aumento de imóveis vagos. O dobro de domicílios vagos revelado agora não é explicado apenas pela queda populacional, a conta não fecharia. Acontece que, no período, houve também uma alta expressiva de novos imóveis. 

Os números rapidamente foram associados ao déficit habitacional. Se tem tanta casa sem gente, como ainda tem tanta gente sem casa? A pergunta é legítima. A resposta não parece tão simples. 

Leia aqui a coluna completa da editora-chefe Marcela Donini.


A meritocracia de penteado novo

Esses dias eu estava em um slam, quando uma das competidoras – uma poeta negra, recitando diante de um público majoritariamente negro – de repente tirou do bolso da alma uma poesia linda, forte. Os últimos versos falavam da admiração por um homem negro que foi preso só por erguer o punho cerrado, e a poesia terminava assim:

Quem nasceu pra Chico Buarque
Jamais será Tony Tornado


Leia o texto completo de José Falero aqui.


Cultura

A cartografia de linhas, dobras e sombras de Marina Camargo

Dobras, contornos, fluxos e sombras ressignificam mapas na exposição A Certa Sombra, que a artista Marina Camargo exibe no Instituto Ling, a partir de sábado (1º/7), às 18h. Com curadoria de Paulo Miyada, a mostra reúne trabalhos produzidos desde 2019, propondo reflexões sobre fronteiras e territórios. A inauguração inclui performance do músico Marcelo Cabral e bate-papo entre a artista e o curador da exposição. Leia a matéria do repórter Ricardo Romanoff.

Agenda

Hoje
Hoje e amanhã, às 20h, o Theatro São Pedro recebe a Companhia de Dança Deborah Colker com a montagem de Cão Sem Plumas.

O Centro Histórico-Cultural Santa Casa apresenta, hoje e amanhã (1/7), a partir das 20h, o espetáculo Habite-me, de Carolina Marques, com direção de Paulo Balardin.

Às 20h30, o Espaço 373 promove o Arraiá 373 com o Trio Cozumbá.

O rapper Baco Exu do Bluescanta, às 21h, no Auditório Araújo Vianna

Sábado (1º/7)
Às 10h30, o MARGS inaugura a exposição TERRALÍNGUA, da artista Camila Proto, com curadoria de Diego Hasse.

OSPA apresenta o concerto Sinfonia Concertante, com regência do uruguaio Martín Jorge, às 17h, na Casa da OSPA.

O pianista João Maldonado – relembre a entrevista sobre o álbum Solitude – celebra 40 anos de carreira, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel.

Às 21h30, Gloria Groove faz show no Auditório Araújo Vianna.

Domingo (2/7)
Casa de Cultura Mario Quintana realiza a segunda edição do Samba do Quintana, às 16h, com apresentações de Pâmela Amaro – leia a entrevista –, Herdeiras do Samba e Thiago Ribeiro & Amigos.

Orquestra de Câmara da Ulbra, com regência de Cláudio Cohen, realiza concerto, às 19h, na Associação Leopoldina Juvenil.

Veja a agenda completa


Você viu?

Potencializadas inicialmente pelo aumento nas tarifas de ônibus, as jornadas de junho de 2013 completaram 10 anos. Passado esse período, o número de cidades brasileiras que adotaram a tarifa zero chegou a 74, de acordo com o levantamento do pesquisador Daniel Santini. A maioria das cidades com tarifa zero são pequenas. Apenas sete delas têm mais de 100 mil habitantes – Caucaia, no Ceará, é a maior, com 368,9 mil habitantes. No RS, há dois municípios sem cobrança nos coletivos: Pedro Osório e Parobé.

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