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Revitalização do Cais Mauá prevê derrubada parcial de muro e torres residenciais

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Revitalização do Cais Mauá prevê derrubada parcial de muro e torres residenciais

Há cerca de dez anos fechado para o público, o Cais Mauá vive uma nova fase de debate sobre seu futuro. O projeto de revitalização do local foi apresentado ontem pelo governo do Estado e prevê uma série de mudanças. A derrubada de parte do muro, a elevação do piso e a instalação de prédios residenciais estão nos planos para a área. O investimento previsto é de 1,3 bilhão de reais num período de 15 anos. A recuperação do espaço deverá gerar 45 mil empregos diretos e 5 mil indiretos durante as obras. A consulta e a audiência pública devem acontecer em janeiro de 2022.

Apresentado por representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e do Consórcio Revitaliza, o projeto pretende utilizar recursos da alienação do setor de docas para a recuperação da área de armazéns e do Gasômetro. Conforme a proposta, 70% da área útil será destinada para moradia e os outros 30% será para uso corporativo. De acordo com o esboço elaborado pelo Consórcio, nove torres comerciais e residenciais devem ser construídas no Cais. A mais alta teria 90 metros de altura. Um hotel ainda seria incluído na área. 

A ideia de incluir apartamentos no Cais Mauá diverge daquela apresentada também nesta semana por professores da UFRGS e pelo Coletivo Cais Cultural Já, grupo que propõe um local autossustentável e livre de privatizações. A altura dos edifícios, por exemplo, é um dos pontos contrastantes entre as duas propostas: os docentes trabalham com um teto de 52 metros, pouco mais que metade dos 90 metros sugeridos pelo Revitaliza.

A remoção parcial do Muro da Mauá foi idealizada para integrar o Cais ao Centro de Porto Alegre. Uma das bases do projeto consiste em derrubar quase um quilômetro da proteção, desde o Gasômetro até as proximidades da estação do Trensurb. A partir disso, o novo sistema de proteção contra cheias funcionaria com a construção de um passeio elevado aliado a barreiras móveis complementares, que ainda estão em análise. 

Presente na apresentação do plano, o governador Eduardo Leite (PSDB) considerou que a iniciativa é arrojada e necessária e lembrou que o primeiro modelo de recuperação não tinha como se sustentar. “O projeto tem força simbólica muito grande para o Estado e representa uma visão de futuro”, resumiu. 


O que mais você precisa saber

Municípios do RS com mais turistas no verão podem ter pontos de testagem para Covid-19 – Municípios gaúchos que recebem mais turistas no verão, como nas regiões da Serra, Litoral e Fronteira, e cidades com mais de 100 mil habitantes já podem aderir à terceira fase do Testar RS. O objetivo é testar a população por livre demanda, independentemente de a pessoa apresentar sintomas da doença, e em locais de grande movimento. Os pontos ficarão a critério das prefeituras e devem funcionar entre dezembro e março, nos horários e dias mais estratégicos para cada cidade. O exame aplicado será o teste rápido de antígeno, e as equipes devem estar preparadas para separar sintomáticos de assintomáticos e isolar possíveis casos positivos. O Rio Grande do Sul recebeu 148 mil testes do Ministério da Saúde para esse fim, e a SES realizou a compra de mais 320 mil testes. 

Juízes consideram demolição do Central insuficiente e defendem mudança de cultura – Anunciada como parte de um programa de investimentos no sistema penitenciário do RS, a demolição definitiva da Cadeia Pública de Porto Alegre é encarada como necessária, mas ainda assim insuficiente para solucionar o problema do local. Em entrevista ao Sul 21, a titular da 1ª Vara de Execuções Criminais do TJ, a juíza Sonáli da Cruz Zluhan, defendeu algo maior do que a simples detonação da estrutura. Para Zluhan é preciso alterar a cultura instaurada no Central. O seu antecessor, juiz Sidinei Brzuska, que hoje lidera a 3ª Vara Criminal de Porto Alegre, ampliou o discurso da colega e se considera cético quanto à capacidade do Estado em construir uma penitenciária que possa resolver os problemas atuais do presídio. Ele sustentou que não há um projeto capaz de determinar um padrão dentro da Cadeia Pública. Nos moldes atuais, não há espaços para políticas de justiça restaurativa e visitas compartilham o pátio com presos. 

Retrato da fome no RS – No Brasil, já são 19,6 milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar grave, contingente que dobrou entre 2018 e 2020. No RS, 1,29 milhão de gaúchos vivem na linha da pobreza, com menos de 178 reais por mês. Por trás dos números, histórias de fome, como mostra reportagem de GZH. Além disso, a partir de dezembro, quase 1,3 milhão de gaúchos ficarão sem renda, segundo dados divulgados pelo líder da bancada do PT na Câmara Federal, deputado Elvino Bohn Gass, e o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas. Em Porto Alegre, dizem os parlamentares, das 213 mil pessoas que recebiam o Auxílio Emergencial, apenas 50 mil passarão a receber o Auxílio Brasil, cujo texto-base foi aprovado na Câmara e agora segue para o Senado.


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A primeira – e aguardada – biografia de vulto de Luiz Inácio Lula da Silva. Para além de juízos ou paixões, Lula está entre as maiores figuras políticas da história brasileira. Único presidente do país com origens operárias, e campo magnético de um partido profundamente original em suas raízes, exerceu seu poder carismático e sua influência de modo mais duradouro que qualquer outro homem público no período republicano, salvo talvez Getúlio Vargas – com quem também compartilha a virulência dos adversários. Desde 2011, Fernando Morais ganhou acesso direto, franco e frequente a Lula. A essas dezenas de horas de depoimentos, somou o faro de repórter e a prosa cativante para compor projeto biográfico que traz um painel do personagem em toda sua grandeza e complexidade. Em narrativa que faz uso de recuos e avanços cronológicos para manter um ritmo eletrizante, neste primeiro volume Morais vai da infância de Lula até a anulação de suas condenações, em 2021 – passando pelo novo sindicalismo, as greves do ABC, a fundação do PT e a primeira campanha eleitoral.

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Cultura

O “Caminho de Transformação” de Denilson Baniwa no Kino Beat

Denilson Baniwa. Foto: Adrian Ikematsu

7º Festival Kino Beat inaugura neste sábado (27/11) a exposiçãoINÍPO: Caminho de Transformação, primeira individual do artista amazonense Denilson Baniwa em Porto Alegre. Os trabalhos serão exibidos no Goethe-Institut, nas Salas Negras do MARGS e no Jardim Lutzenberger da Casa de Cultura Mario Quintana – com um desdobramento em filtro de Instagram. Baniwa conversou com o repórter Ricardo Romanoff sobre suas obras e o impacto da morte do artista Jaider Esbell (1979-2021), amigo de longa data a quem Baniwa dedicou uma carta com reflexões sobre a inserção de artistas indígenas no circuito das artes. Leia a matéria.

Agenda (🔒)

Hoje
Às 21h, no Café Fon Fon, o cantor Dudu Sperb e o pianista Michel Dorfman apresentam canções do compositor francês Michel Legrand

Sábado (27/11)
A partir das 20h, Duca LeindeckerWander Wildner e Marcelo Gross tocam no aniversário do Bar Opinião.

Domingo (28/11)
Das 14h às 20h, o Festival Quarto Poa promove uma série de atividades no 4º Distrito de Porto Alegre.

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Você viu?

Visitantes já esperados para essa época do ano, um grupo de leões-marinhos foi visto na barra da Lagoa dos Patos, em São José do Norte. A surpresa ficou por conta do número de mamíferos: 143, o maior registrado neste ano em um único monitoramento, e o segundo maior em 30 anos. A região do molhe Leste costuma ser bastante procurada pelos leões-marinhos, que tradicionalmente migram ao litoral sul do Estado para descansar e se alimentar entre o outono e a primavera. Em breve, eles devem partir em direção ao Sul, na costa do Uruguai e da Argentina, para a época de reprodução, explica Leonardo Martí, técnico do projeto Pinípedes do Sul, do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental.

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