Porto Alegre: uma biografia musical

Capítulo LXXVIII – Um milhão de melódicos melodiosos – ou: os anos de transição (Parte 24)

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Capítulo LXXVIII – Um milhão de melódicos melodiosos – ou: os anos de transição (Parte 24) Osmar “Safety”: trompetista, trombonista e compositor

Osmar Lima dos Santos, o Osmar “Safety”, era trompetista, trombonista e compositor. Filho de pai cubano e mãe uruguaia, nasceu em Rivera, na fronteira do Uruguai com o Rio Grande do Sul, em 1933, mas logo mudou-se para Pelotas. Lá, ainda criança, tocou no Jazz Chiquinho, apresentou-se muito na rádio Cultura e estudou música. Ainda na pré-adolescência foi morar uns tempos em Montevideo, onde seguiu estudando. De lá, com apenas 12 anos (possibilidades daquele tempo) se mandou para Curitiba, onde passou a tocar num cassino. E começou a cantar.

Em poucos anos tomou coragem e foi em busca das raízes paternas. Se mandou pra Cuba para aprender in loco os segredos da música que mais o fascinava. Aprendeu outro tanto, e daí se mandou para Trinidad-Tobago.

Até que apareceu uma possibilidade de voltar ao Rio Grande do Sul e ele veio, num show liderado por ele, uma bailarina chamada Rayito de Sol e um bongozeiro chamado Don Panchito, ambos cubanos. E foi só na capital gaúcha que começou sua carreira de compositor.

Sua primeira música gravada foi Mambo 33, num 78 rpm da Orquestra Mocambo, em 1956. A que se seguiu, no ano seguinte, Chorinho para Aniversário, com o flautista carioca Altamiro Carrilho, pela Copacabana. Esse seria uma das suas muitas parcerias com o mítico violonista Jayme Florence, o Meira da imbatível dupla carioca de violões Dino e Meira, que gravava com todo mundo. No mesmo ano, Primo e Seu Conjunto, o grupo gaúcho do pianista que foi dos primeiros dos melódicos a gravarem um LP, lançam La Mamadera no seu LP Seleção Dançante (Escute aqui). Era o nascimento de um mega-hit.

A ela seguiram-se centenas de outras composições, nos mais variados gêneros.

Safety foi o maior especialista local em música cubana, num dos períodos mais populares dos sons caribenhos por estas terras subtropicais. Seu hit, o cha-cha-cha La Mamadera já tinha dado a volta ao mundo em 1961, quando ele foi tema de uma matéria de cinco páginas na Revista do Globo, depois de ter arrecadado a fabulosa cifra de 12 milhões de cruzeiros em direitos autorais no ano anterior.

La Mamadera foi gravada no Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos, alguns países da Europa e no Japão. Mambo 33 até tinha feito um sucessinho, mas nada que se comparasse a isso.

[Continua...]

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