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“Cavalo de Santo” mostra a religiosidade afro-brasileira no Sul

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“Cavalo de Santo” mostra a religiosidade afro-brasileira no Sul "Devoto de Iemanjá". Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

O documentário audiovisual Cavalo de Santo, inspirado no livro homônimo da fotógrafa Mirian Fichtner, será lançado de forma virtual nesta sexta-feira (16/4), às 20h. A partir das 19h30min, haverá uma live de apresentação com a participação dos autores e convidados no Facebook. O filme é fruto de 10 anos de pesquisas entre os terreiros gaúchos e retrata o universo religioso afro-brasileiro no Rio Grande do Sul.

Dirigido por Fichtner e pelo jornalista e produtor cultural Carlos Caramez – também responsável pelo roteiro – e finalizado pela Cubo Filmes, o longa mostra a presença africana no segundo Estado brasileiro mais branco do país. Cavalo de Santo apresenta a diversidade, de forma abrangente, das principais linhas da fé cultuadas pelo povo de religião no Sul, com suas características e diferenças em relação aos rituais que ocorrem no restante do Brasil

O filme marca a estreia de Mirian Fichtner na direção de cinema com um longa-metragem. Segundo a fotógrafa, “o maior desafio enfrentado foi  transpor a linguagem fotográfica, a densidade das cores do livro para a narrativa cinematográfica”.

“Umbanda na Praia do Cassino”. Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

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Cavalo de Santo apresenta o complexo das religiões afro-gaúchas, destacando o batuque, a umbanda e a quimbanda, com suas características e peculiaridades regionais, e conta com a participação de nomes importantes da ancestralidade religiosa afro-brasileira no Sul. Além disso, aborda a história e a formação das religiões, o racismo, a intolerância religiosa no Rio Grande do Sul e as diversas formas de luta do povo de religião para preservar seus cultos e manter sua fé.

O doc apresenta depoimentos de antropólogos e sociólogos, e teve como ponto de partida os dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE) de 2000 e 2010, que apontaram o Rio Grande do Sul como o Estado com maior número de terreiros e de fiéis declarados pertencentes a esse segmento religioso, proporcionalmente ao número da população nacional. Já o mapa das religiões elaborado em 2011 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) confirmou Porto Alegre como a capital das religiões afro no Brasil.

Segundo seus diretores, “pretendemos através do filme dar voz e protagonismo aos personagens do livro. Ouvir suas rezas, seu batuque, mostrar a cultura exuberante e conhecer a vida pulsante dos terreiros gaúchos. Uma forma de preservar os saberes e memórias dessa cultura imaterial, afro-brasileira no Rio Grande do Sul, transmitida pela oralidade da ancestralidade negra no Estado”.

“Ritual de Quimbanda”. Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

“Oferendas para Iemanjá”. Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

“Festa de Iemanjá em Rio Grande”. Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

“Devota de Oxum”. Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

“Devota de Oxum”. Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

“Oferenda a Xangô”. Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

Foto: Mirian Fichtner/Divulgação

sexta-feira, 16 de maio de 2021 | 20h00

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