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Apoiadores de Bolsonaro bloqueiam ruas do Centro Histórico

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Apoiadores de Bolsonaro bloqueiam ruas do Centro Histórico

Durante o feriado de quarta-feira, manifestantes a favor de Jair Bolsonaro reuniram-se em frente à sede do Comando Militar do Sul (CMS) na Capital. O ato de viés golpista gerou bloqueio na região. Contrários à vitória de Lula (PT), os manifestantes levantaram bandeiras nacionais e cartazes com frases como “intervenção federal já” e “supremo é o povo”. Em meio ao protesto, o cinegrafista e o auxiliar da equipe de reportagem da TV Bandeirantes foram agredidos e tiveram seus equipamentos quebrados por um homem a favor de Bolsonaro. Profissionais do SBT também foram hostilizados no ato e retiraram-se do local. O agressor foi preso em flagrante. Equipes de RDC TV e Record TV igualmente foram alvos de agressões. No dia anterior, bolsonaristas já haviam se reunido no mesmo local para demonstrar repúdio ao resultado das eleições presidenciais e pedir intervenção federal, medida proibida pela Constituição. Em um momento da manifestação, as pessoas presentes chegaram a comemorar a falsa notícia de que o ministro do STF Alexandre de Moraes havia sido preso.

Mourão fala em “baixar a bola” e rechaça Exército em eventual golpe, mas critica candidatura de Lula – Futuro senador gaúcho, o atual vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) é cotado para ser o responsável por passar a faixa presidencial a Lula, em 1º de janeiro, segundo a jornalista Julia Duailib. Aliás, Mourão criticou nas redes o desejo de que “as Forças Armadas deem um golpe”, assim como o fato de a direita ter aceitado a “manobra jurídica” que anulou processos contra Lula. Para ele, há condições da direita voltar mais forte em 2026. Nesta entrevista ao jornal O Globo, ele amplia os argumentos resumidos no Twitter: “Deveria ter sido realizado (protestos) quando o jogador que não deveria jogar foi (autorizado a jogar). Ali deveriam ter ido para a rua, buzina. Mas não fizeram. Existem 58 milhões de pessoas inconformadas, mas aceitaram participar do jogo. Então tem que baixar a bola”, afirmou ele, que disse não considerar que tenha havido fraudes nas eleições.

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Representantes da Casa Mirabal forçam Melo a negociar – Mulheres do movimento Olga Benário ocuparam o Centro Administrativo de Porto Alegre e pressionaram o prefeito Sebastião Melo (MDB) a aceitar uma reunião para regularizar a situação da Casa Mulheres Mirabal. Por meio desta, o movimento abriga vítimas de violência doméstica, porém a Prefeitura pediu reintegração de posse do imóvel cedido. Na reunião, Melo se comprometeu em suspender a restituição do imóvel e em chamar a rede de assistência social para discutir o tema. Ele também assegurou que nenhuma nova medida será tomada enquanto houver negociações em andamento. “Desde que se iniciou esse processo, Melo nunca havia sentado para negociar com a gente, e é quem tem o poder de tomar as decisões pela Prefeitura, de decidir se suspende ou não a reintegração, se faz ou não um acordo para a nossa permanência. Queremos continuar nosso serviço, atuando como fazemos há mais de seis anos, acolhendo e abrigando mulheres vítimas de violência. Com certeza, deve ser também a vontade da Prefeitura. Não acredito que Melo queira sair como o prefeito que agrediu as mulheres ou o prefeito inimigo das mulheres”, afirmou Priscila Voigt, uma das fundadoras da Casa Mirabal. Leia a reportagem completa.


Vitórias de Leite e Lula em Porto Alegre enfraquecem extrema-direita para 2024, avaliam especialistas

O resultado do segundo turno das eleições em Porto Alegre sugere uma derrota política da extrema-direita e do atual prefeito, Sebastião Melo (MDB), que apoiava as candidaturas de Jair Bolsonaro e Onyx Lorenzoni, ambos do PL. Na Capital, tanto Lula (PT) quanto Eduardo Leite (PSDB) venceram suas disputas, com 53,50 e 68,98% dos votos para presidente e governador, respectivamente. Segundo especialistas ouvidos pelo Matinal, as votações devem frustrar a composição de chapas bolsonaristas para a Prefeitura.

“Me parece que Melo perde completamente a possibilidade de se candidatar. Ele pode, mas perdeu muito. O MDB saiu muito dividido no Rio Grande do Sul: um grupo apoiou Lula e Leite, outro grupo apoiou Bolsonaro e Onyx. Foi assim também no PSDB, que tem poucos quadros para concorrer daqui a dois anos. São partidos que perderam completamente a sua identidade ideológica, partidos de centro que agora voltaram-se à centro-direita, o que é absolutamente respeitável, mas não é respeitável ser bolsonarista”, observou Céli Pinto, historiadora, cientista política e professora Emérita da UFRGS, lembrando do MDB como partido de tradição, sigla de figuras como Ulysses Guimarães.

Bruno Conceição, doutor em Ciência Política pela UFRGS, ressaltou a tendência de lideranças partidárias “se distanciarem dos perdedores” das eleições: “Isso ficou claro na queda de Dilma Rousseff em 2016. Houve uma debandada de lideranças de esquerda, e a força do PDT em prefeituras gaúchas e no Brasil atraiu muitos candidatos com potencial de voto e que, naquele momento, preferiram sair do PT para não se vincularem a narrativas de corrupção. Até se cogitou que o PT poderia desaparecer, que a direita iria tirar a esquerda do Brasil”. 

Segundo Conceição, a expressiva votação em Leite projeta uma inflexão do eleitorado conservador para o campo da centro-direita: “Em Porto Alegre, parlamentares vinculados ao bolsonarismo devem procurar siglas mais tradicionais. Leite conseguiu derrotar o bolsonarismo em uma região muito vinculada a ideias conservadoras. Muita gente vai começar a correr agora que Bolsonaro não está no poder e não funciona como âncora”, acredita o cientista político.

Leia a reportagem completa


Outros links:

  • Os bloqueios golpistas em ruas e estradas impactam no serviço do catamarã, que liga Porto Alegre a Guaíba. Desde segunda, viagens extras estão sendo realizadas para atender a demanda.
  • Hoje cedo já não havia mais bloqueios em rodovias federais do RS, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Estradas bloqueadas ainda são registradas em estados como MT e SC.  
  • Na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro fez um apelo a seus apoiadores, em vídeo, para que as estradas fossem desobstruídas. Três dias depois do início dos protestos.
  • A conta do Dmae passou a ser emitida com uma nova tarifa desde o dia 1º. O reajuste de 13,22% representa a recomposição inflacionária, segundo o órgão.
  • Ao menos 41 escolas da Capital estão com problema no fornecimento de merenda após a demissão de 68 funcionárias da empresa responsável por elaborar as refeições.
  • A proposta que reduz a velocidade máxima em algumas ruas de Porto Alegre, de autoria de Marcel Sgarbossa (PV), voltou a tramitar nesta semana na Câmara. O projeto desperta reações distintas entre os parlamentares e motoristas.
  • Nesta quinta-feira, uma unidade móvel de saúde estará no bairro Anchieta para vacinação infantil contra o covid-19. Também estarão disponíveis vacinas contra a gripe para todos os públicos e contra a poliomielite para crianças menores de cinco anos.
  • Três jogadoras do Grêmio denunciaram um ato de racismo de um torcedor que ocorreu durante o Gre-Nal feminino de quarta-feira, no Beira-Rio.
  • Em clima de Feira do Livro, Juremir Machado da Silva apresenta suas sugestões de leitura para quem vai dar aquela volta na Praça da Alfândega.

Cultura

Agenda (🔒)

A escritora Nilma Lacerda autografa Iberê Camargo: Um Homem Valente [fricções], livro lançado pela editora Mínimo Múltiplo, às 19h, na Feira do Livro.

O artista visual Gus Bozzetti inaugura a exposição Onde Começa o Jardim, às 19h, na Calafia Art Store.

Aos 11 anos de idade, Nayane Gakre sobe ao palco com a bailarina Geórgia Macedo no espetáculo Água Redonda e Comprida, de hoje a sábado, às 20h, no Instituto Goethe.

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Você viu?

Para ampliar a acessibilidade dos serviços da UFRGS às pessoas com deficiência, o Núcleo de Inclusão e Acessibilidade da Universidade criou um cardápio em braile, que foi entregue ao Beta Café, na Escola de Engenharia. Mais exemplares serão distribuídos em outros estabelecimentos da UFRGS, inicialmente no campus centro e, num segundo momento, a bares dos campus Saúde e do Vale. A novidade atende a um público cuja presença teve aumento significativo na universidade devido a políticas como reserva de vagas.

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