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Câmara extingue função de cobrador para Prefeitura tentar reduzir tarifa de ônibus

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Câmara extingue função de cobrador para Prefeitura tentar reduzir tarifa de ônibus

Em uma longa e tumultuada sessão, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou a extinção dos cobradores de ônibus. A função será reduzida até chegar a zero em janeiro de 2026. Autor do texto, o Executivo justificou que a proposta visa diminuir os custos com pessoal e, consequentemente, a tarifa. Nas contas da Prefeitura, a passagem poderia cair até 75 centavos sem os cobradores – porém não imediatamente.

Reportagem do Matinal foi atrás dos números por trás do projeto, e os dados indicam que cerca de 80% dos usuários hoje usam o Cartão TRI. Além disso, um ano e meio desde que o coronavírus chegou a Porto Alegre, a movimentação de passageiros é cerca de metade do que era em 2019.

Mais do que no usuário do transporte público, a aprovação do projeto impacta diretamente na vida de cerca de 2,6 mil rodoviários que exercem a função de cobrador. Eles formam uma categoria que recebe, em média, 1,6 mil reais por mês, o que motivou a crítica do líder da oposição, Pedro Ruas (PSOL), que definiu o projeto como “desnecessário, cruel, e que não faz a menor diferença na tarifa”.

Após ser sancionada, a ausência dos cobradores começará a se tornar real a partir da não reposição na rescisão do contrato por iniciativa do trabalhador, despedida por justa causa, aposentadoria, falecimento e interrupção ou suspensão do contrato. Ao grupo, segundo a Prefeitura, será dada a oportunidade de reinserção no mercado, a partir de uma parceria com o Ciergs para cursos no Senai.

Em protesto à aprovação e ao projeto de desestatização da Carris, rodoviários realizam ato em frente à garagem da empresa no bairro Partenon desde a madrugada. Conforme acordado com a Justiça, os ônibus vão circular nesta quinta-feira com 65% da frota.

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O que mais você precisa saber

Vereadora acusa colega de assédio na Câmara – Além do tumulto envolvendo rodoviários e guardas municipais, a sessão de ontem na Câmara de Vereadores foi marcada também por um ato de assédio contra a vereadora Bruna Rodrigues (PCdoB) por parte do colega Alexandre Bobadra (PSL), conforme ela relatou no Twitter. Rodrigues afirmou que entrou com uma representação junto à Mesa Diretora da Casa por infração ao código de ética. Conforme ela, o episódio ocorreu após uma reunião de líderes, sendo que na ocasião Bobadra a interrompeu por pelo menos três vezes. Depois disso, Bruna foi até uma sala para pegar café e ouviu uma frase de cunho machista. Bobadra negou. Ao justificar a série de interrupções no encontro anterior, ele comentou que apenas pediu postura para a colega. 

Piratini vai liberar volta da torcida aos estádios – O Governo do Estado deu sinal verde para a volta do público aos estádios de futebol – que desde março de 2020 estão com as arquibancadas vazias. Para uma primeira fase de flexibilização, o teto será de 2,5 mil pessoas, limitando a 40% da capacidade por setor. Mas ainda não há data para a volta dos torcedores às arenas. O retorno depende da publicação de novos protocolos no Diário Oficial, o que está previsto para os próximos dias. Presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman considerou a medida “um primeiro e fundamental passo” rumo à retomada do setor. O Piratini, que pela terceira semana não emitiu novos Avisos ou Alertas, ainda marcou para 1º de outubro a liberação do uso de pista de dança em eventos infantis, sociais e de entretenimento, com teto de até 350 pessoas dependendo das regiões. O mesmo não vale para casas noturnas. As decisões, conforme o governo, foram embasadas nos dados da pandemia, tanto os de internações relacionadas à Covid quanto o avanço da vacinação.  

Falta de matéria-prima e alto custo atrasam indústria do RS – Apesar de ter apresentado alta na produção e no emprego no início do segundo semestre, a indústria do Rio Grande do Sul ainda sente os efeitos da pandemia, ilustrados pela escassez e preço elevado de matéria-prima. Segundo pesquisa da Fiergs, faz quatro trimestres que o setor precisa lidar com a falta e o alto custo de insumos. O presidente da entidade, Gilberto Petry, comentou que os reajustes ultrapassaram a barreira dos 100% e, em alguns casos, atingiram os 300%. A complexidade e a quantidade de etapas para a produção aumenta o risco da empresa ser atingida pela crise nas cadeias de suprimentos, conforme Petry. De janeiro a março, 74,4% das companhias mencionaram o problema. O percentual subiu para 75% entre os meses de abril e junho.

Outros links:


Cultura

Costa-Gavras filma a tragédia grega financeira

Califórnia Filmes/Divulgação

O cineasta grego Constantin Costa-Gavras volta ao seu país para falar sobre a crise da dívida da Grécia em 2015, em Jogo do Poder (2019), em cartaz nos cinemas. É o primeiro filme do diretor a respeito de sua terra natal desde o clássico Z (1969). O roteiro, assinado pelo veterano mestre de 88 anos, parte do livro de memórias do ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis, chamado Adultos na Sala: Minha Batalha Contra o EstablishmentLeia a resenha de Roger Lerina.

Agenda (🔒)

Galeria Ecarta inaugura a exposiçãoColoque-se no Meu Lugar, com obras de Ana Flávia BaldisserottoDaniel CaballeroMaria Helena Bernardes e Newton Nascimento dos Santos

A plataforma Itaú Cultural Play promove a pré-estreia de A Última Floresta, das 19h às 23h, longa dirigido por Luiz Bolognesi com roteiro dele e do líder indígena Davi Kopenawa Yanomami.

À 19h, o professor Luís Augusto Fischer lança o livro Duas Formações, Uma História, em live da Arquipélago Editorial com participação dos professores Guto Leite (UFRGS), Thiago Nicodemo (Unicamp) e Alfredo Cesar Melo (Unicamp). Hoje à tarde, a News do Roger traz uma entrevista com Fischer sobre a publicação, que investiga a historiografia da literatura brasileira.

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Você viu?

Belém Novo, Belém Velho, Lami e Vila Nova. Localizados na Zona Sul de Porto Alegre, esses bairros guardam trajetos desconhecidos. São os chamados caminhos rurais, uma opção diferente de turismo pela cidade. Segundo a prefeitura, o município conta com uma das maiores áreas rurais entre as capitais do Brasil: cerca de 8 mil hectares, o equivalente a 16% do território. São mais de mil famílias que fazem da produção agropecuária o seu meio de vida e há ainda 729 propriedades rurais. A Cabanha Costa do Cerro, o Sítio do Mato e a Granja Lia são algumas alternativas para quem deseja fugir do barulho da cidade e fazer um piquenique longe dos parques movimentados da Capital.

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