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Câmara reduz dias de passe livre na Capital

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Câmara reduz dias de passe livre na Capital

Os dias de passe livre nos ônibus serão limitados a seis datas anuais em Porto Alegre. A medida, aprovada ontem pela Câmara de Vereadores com 20 votos favoráveis e 13 contrários, retirou os 12 dias de isenção previstos anteriormente, deixando apenas o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes, em 2 de fevereiro, e os dias em que são realizadas as campanhas de vacinação de grande relevância. A proposta encerra o pacote de iniciativas da prefeitura relacionadas ao transporte coletivo. 

A justificativa da administração de Sebastião Melo (MDB) é de que os benefícios saíam do bolso dos passageiros pagantes, o que geraria um encarecimento no preço da passagem. Por sua vez, a oposição reclamou da não existência de um cálculo para apoiar o corte das isenções e, além disso, questões sociais foram elencadas, como o uso dos dias de passagem sem custo por famílias de baixa renda que gostariam de passear pela cidade. “Não garante redução de um centavo sequer da passagem”, criticou Roberto Robaina (PSOL).

Custando 4,80 reais, Porto Alegre hoje tem a segunda tarifa mais cara do país. O preço, porém, é distante da tarifa técnica apresentada pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos, de 5,17 reais. Quando os projetos foram enviados à Câmara, o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luiz Fernando Záchia, defendeu que eles seriam o primeiro passo para equalizar o sistema de transporte. Hoje, o fluxo de passageiros é mais que o dobro do início da pandemia. No entanto, representa cerca de dois terços do contingente médio que passava pelas catracas antes do coronavírus.

Só neste primeiro ano de gestão, Melo enviou e teve aprovados os projetos que reduzem as isenções no transporte público, o que autoriza desestatização da Carris e o que extingue gradualmente o cargo de cobrador nos coletivos. Os dois últimos já foram sancionados. O prefeito ainda defende uma repactuação com as empresas, o que, até pouco tempo, ainda não tinha tomado forma. A próxima reunião que definirá quanto custará a passagem na Capital deve ocorrer entre fevereiro e março.

O que mais você precisa saber

Soma de fatores pode explicar alta nos registros de violência contra a mulher no RS – O período de pandemia, somado ao atendimento remoto e o aumento de campanha podem explicar a alta nos índices de violência contra a mulher entre outubro de 2020 e setembro deste ano. No período, os registros passaram de 10 mil para 17 mil, conforme a Defensoria Pública, que publicou o levantamento em novembro. Esta reportagem do Sul21 traz relatos de vítimas e joga mais luz sobre o problema. Outra matéria, de GZH, conta sobre uma rede de apoio criada durante a pandemia e que já atendeu mais de 300 mulheres entre maio de 2020 e setembro deste ano. “Há necessidade de não só o Judiciário fazer sua parte, dando celeridade aos pedidos, e a segurança pública, oferecendo espaços mais acolhedores para denúncia. Algumas mulheres não confiam na medida protetiva porque não tem guarda na porta de casa todas as noites”, afirma Renata Jardim, da ONG Themis. A violência contra a mulher, tanto física quanto psicológica, está espalhada por todo o Estado: dos 497 municípios gaúchos, apenas 52 não tiveram registro de lesão corporal e somente em 18 não foram reportadas ocorrências de ameaças contra a mulher, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública atualizados até outubro.

CEEE Equatorial pode perder quase mil funcionários e gerar um “verão do apagão” – Reportagem do Brasil de Fato denuncia uma iminente debandada de técnicos da CEEE Equatorial, o que, conforme as fontes do texto, irá precarizar o sistema, além de gerar riscos de apagões ao longo do veraneio. Seriam 998 funcionários prestes a abandonar a empresa nas próximas semanas, após terem aderido ao Plano de Demissão Voluntária, instituído pouco após a privatização da companhia, que atende cerca de 1,8 milhão de clientes em 72 cidades gaúchas. A reposição do pessoal que sai, que muitas vezes é experiente, está sendo feita por jovens “sem qualquer prática”, segundo a presidente do Sindicato dos Eletricitários, Ana Maria Spadari. Essa situação, de acordo com um funcionário, pode inclusive acarretar risco de morte na rede: “Estão contratando qualquer coisa nas terceirizadas e quem opera não conhece mais a rede”, denunciou. O Brasil de Fato informou que tentou contato com a CEEE-Equatorial para a reportagem, mas não obteve retorno. 

Chuva provoca enxurrada e gera protesto em Porto Alegre – A chuvarada que atingiu ontem Porto Alegre causou transtornos em várias regiões e provocou até um protesto na zona Norte. Moradores do Sarandi, que com frequência precisam lidar com alagamentos na região, tiveram as casas invadidas por causa de uma enxurrada que veio a partir da cheia do arroio que leva o nome do bairro. Irritados com a repetição do cenário, eles decidiram protestar com a queima de galhos de árvores, pedaços de madeira e pneus para pedir uma solução à prefeitura. A administração relatou que o local passou por obras em 2018 e pediu que a população não coloque lixo no espaço. Os alagamentos não ficaram restritos ao Sarandi, tanto que em outras áreas houve acúmulo de água ao longo do dia. Cinco postos de saúde tiveram de fechar as portas devido ao alto volume de água.

Outros links:

  • A Secretaria de Saúde de Porto Alegre decidiu ampliar a testagem contra covid-19 em razão da presença da variante ômicron no RS. Agora, viajantes terrestres podem ser testados na Capital.
  • Aliás, vale ler esse fio sobre a nova cepa feita pela biomédica Mellanie Fontes-Dutra. Um resumo: trata-se de um desafio, mas que pode ser superado com vacinação em dia e medidas mitigatórias de contágio.
  • A desembargadora Iris Helena tornou-se a primeira mulher a ser eleita para a presidência do TJRS. Ela recebeu 71 votos, oito a mais sobre a chapa concorrente.
  • Já como o maior julgamento da história no RS, o caso Kiss chegou ao sexto dia ontem com depoimentos de testemunhas de defesa. Aqui o resumo do dia.
  • Uma prova com a frase “Fora Bolsonaro” virou motivo de investigação na Universidade Federal de Pelotas. De forma cifrada, a mensagem apareceu nas instruções do Programa de Avaliação da Vida Escolar.
  • Uma pesquisa da CNT apontou que quase 70% das rodovias pavimentadas do RS estão em condições regulares, ruins ou péssimas. Na comparação ao último levantamento, de 2019, houve alta de 9,4 pontos percentuais na piora das condições.
  • O IPE Prev anunciou a realização de um concurso público no Rio Grande do Sul. Serão disponibilizadas 72 vagas e a maioria dos cargos será destinado para analistas em previdência e assistentes em previdência.
  • O Hospital de Clínicas de Porto Alegre abriu um processo seletivo para cargos de níveis superior, médio e fundamental. Os salários variam de 1,6 mil reais a 6,9 mil reais, e as inscrições podem ser feitas até o próximo 3 de janeiro.
  • As regiões de Caçapava do Sul e da Quarta Colônia buscam certificação para serem classificadas como geoparques mundiais junto à Unesco. Foram enviados dossiês sobre as áreas que envolvem dez cidades do RS.

Sobre o PL que altera a lei do Conselho Estadual da Cultura

Tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei (PL) 418/2021. Encaminhado pelo governo do Estado, o texto prevê alteração da legislação que regulamenta o Conselho Estadual de Cultura (CEC). Insatisfeitos com a pressa com que corre o processo, representantes do CEC e de 21 entidades ligadas à cultura encaminharam documento ao Piratini solicitando a retirada do regime de urgência na votação. Em ensaio publicado na Parêntese, Leandro Maia – que é músico, professor na UFPel e presidente do Conselho Municipal de Cultura de Pelotas – opina sobre o texto do PL.

“Como o texto se encontra, faltam justamente elementos-chave, como a exigência anterior de que os/as conselheiros/conselheiras tenham real vinculação com o setor cultural. O texto atual não exige nenhuma forma de atuação cultural de um conselheiro de cultura. Considero isto bastante grave e algo elementar neste tipo de legislação, sobretudo sabendo que o campo da produção cultural se caracteriza pela diversidade, multiplicidade e intermitência.”

Leia o texto completo aqui.


Cultura

“Cravos” revela três gerações de artistas em conflito

Elo Company/Divulgação

Em cartaz nos cinemas, o documentário Cravos (2018), de Marco Del Fiol, mostra os conflitos entre três gerações de artistas brasileiros de uma mesma família: Mário Cravo Junior (1923 – 2018), avô e ícone da escultura moderna brasileira; Mário Cravo Neto (1947 – 2009), pai e fotógrafo de renome mundial; e Christian Cravo, neto e fotógrafo em ascensão. Por meio de preciosas imagens, o diretor apresenta o perfil de três homens unidos pelo sangue e pela arte, mas dilacerados pela natureza selvagem de suas personalidades. Leia a resenha de Roger Lerina.

Agenda ()

Nina Nicolaiewsky e Lucas Brum apresentam-se no projeto Chapéu Acústico, da Biblioteca Pública do RS, às 19h.

Às 21h, Kátia SumanDiego Grando Luís Augusto Fischer reúnem-se no último Sarau Elétrico presencial de 2021, no Bar Ocidente, tendo como convidado o cineasta Otto Guerra, autor da recém-lançada autobiografia Nem Doeu

Museu de Arte Contemporânea do RS recebe a exposição A Espessura do Tempo, de Clóvis Martins Costa, com curadoria de Neiva Bohns, na Casa de Cultura Mario Quintana.


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Você viu?

(Re)volucione seu Ciclo é um projeto da Defensoria Pública do RS e da Associação das Defensores e dos Defensores Públicos do RS criado para arrecadar doações para a produção e distribuição de bioabsorventes a detentas e servidoras da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba. A campanha já foi aberta e seguirá até 20 de dezembro, aceitando colaborações via pix. A iniciativa quer incentivar a educação menstrual e estimular o empreendedorismo. Devem ser produzidas 1,2 mil unidades para beneficiar 380 presas e outras 40 funcionárias da casa prisional.

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