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Vacina está próxima, mas imunização ainda deve levar tempo

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Vacina está próxima, mas imunização ainda deve levar tempo

Dia D ganha data, mas imunização de rebanho ainda levará tempo

O dia D, enfim, ganhou uma data visível no calendário: 20 de janeiro. Conforme o Ministério da Saúde, às 10h da próxima quarta-feira, será iniciada a vacinação contra o coronavírus no Brasil. É uma boa notícia, porém vale lembrar: não é o que fará, neste momento, com que o País decrete a vitória sobre a Covid-19.

Inicialmente, a imunização vai ser destinada a profissionais de saúde. Em Porto Alegre, o prefeito Sebastião Melo (MDB) espera que cheguem 14 mil doses – dentre as 8 milhões que o Brasil inteiro deverá ter disponível até o final de janeiro, isso contando com 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca que ainda dependem da importação da Índia. Mas será pouco. Segundo os cálculos do prefeito, a cidade tem 82 mil profissionais da saúde, 63 mil idosos acima de 75 anos, 600 indígenas e cerca de 10 mil moradores de asilos. Todos esses subgrupos pertencem ao grupo de risco e devem ser os primeiros da fila para vacinação. E essas doses serão distribuídas aos poucos. Melo acredita que 280 mil pessoas deverão ser vacinadas até abril.

São cálculos e projeções, por enquanto. A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, disse que só na semana que vem saberá ao certo quantas doses o Estado receberá. Ela espera que o RS consiga vacinar cerca de 1,5 milhão de pessoas até o meio do ano. É parte de um esforço que se estenderá ao longo de 2021 inteiro: “Vamos passar praticamente todo o ano de 2021 fazendo vacinas no Brasil, não só no RS”. 

Para especialistas, o tempo até se atingir a imunidade de rebanho varia de acordo com a vacina utilizada. No caso da Coronavac, cuja eficácia global é de 50,4%, será necessário imunizar 160 milhões de brasileiros (dos 162 milhões que podem receber a vacina). O tempo estimado para isso é de até dez meses. Pode parecer bastante, mas será uma ferramenta essencial para combater o coronavírus. Até lá, como frisou a secretária Arita, o uso de máscaras e o distanciamento seguem necessários.

Ajuda ao Amazonas – A notícia da proximidade da vacina ficou um tanto ofuscada pelo colapso no sistema de saúde em Manaus, onde pacientes estão morrendo asfixiados porque acabou o oxigênio nos hospitais. O governo gaúcho colocou sua rede à disposição para auxiliar pacientes com Covid-19, enquanto o ministro da Saúde, durante live do presidente Jair Bolsonaro, criticou a falta de uso do “tratamento precoce” em Manaus – o mesmo que Melo quer utilizar na Capital, e que não tem eficácia comprovada.


O que mais você precisa saber

Na Capital, ônibus cheios e aglomerações nas paradas – Uma reportagem de GZH percorreu pontos de embarque nas zonas Norte e Leste da Capital e constatou ônibus cheios e aglomeração de passageiros nas paradas. Usuários reclamam que são poucos os veículos disponíveis em horários de pico, o que causa longas esperas, às vezes de mais de 40 minutos. Há ainda queixas de falta de higienização nos ônibus e ausência de álcool em gel. Os repórteres visitaram os terminais Triângulo e Cairú e o trecho do Viaduto José Carlos Utzig, na Região Norte, e pontos de ônibus na Terceira Perimetral no cruzamento com as avenidas Bento Gonçalves, Ipiranga e Protásio Alves, na Zona Leste. Segundo o público ouvido na reportagem, os maiores problemas envolvem as linhas transversais, operadas pela Carris.

Governo Leite autoriza novos concursos públicos – O Governo do RS autorizou a realização de novos concursos no Estado. Das 3.429 vagas, 1,5 mil serão destinadas a professores e outras 948 para a Secretaria da Saúde. Mas ainda não há data para a realização das provas nem previsão para as nomeações (confira as vagas). De acordo com a colunista de GZH Rosane de Oliveira, no futuro, quando forem nomeados todos os aprovados nesses concursos, o custo será de 250 milhões de reais ao ano (🔒). Ao detalhar a autorização, o governador Eduardo Leite (PSDB) destacou que os novos servidores ingressarão em um novo regime de previdência. Na mesma ocasião, também foram informadas as nomeações de 259 vagas para secretarias da Fazenda e do Planejamento, Governança e Gestão, e que terão repercussão anual futura de cerca de 62 milhões de reais – o gasto por vaga é maior do que nos futuros concursos porque a Fazenda oferece uma das maiores remunerações no Estado.

RS tem a menor taxa de homicídios desde 2010 – O Rio Grande do Sul registrou no ano passado a menor taxa de homicídios desde 2010. O dado, da Secretaria de Segurança Pública (SSP), mostrou que houve 14,8 mortes para cada 100 mil pessoas. O número acumulado de assassinatos em 2020 atingiu 1.694 e isso representa 6,5% menos do que em 2019. De acordo com o levantamento da SSP, 117 cidades apresentaram alguma redução no total de vítimas de homicídio na comparação com o ano anterior. Outros 248 municípios tiveram estabilidade e 132 fecharam o período com alta. No levantamento ainda consta que 269 locais não notificaram nenhum assassinato entre os meses de janeiro e dezembro do ano passado. No que diz respeito aos latrocínios, roubos seguidos de morte, o número constatado é o menor em duas décadas. Em 2020, 62 casos foram contabilizados, contra 67 no ano anterior, o que representa uma redução de 7,5%. Os feminicídios fecharam o segundo ano consecutivo em queda. No período analisado pela pesquisa, 76 mulheres foram assassinadas por motivo de gênero, uma diminuição de 34,5% se comparado com 2018.

Outros links:


Diálogos Matinais

O insustentável “existir” na periferia
Por Neila Prestes Araujo

“Na Restinga, as ações de controle e distanciamento se confundem com a necessidade de sobreviver. A criatividade de quem “se vira” é desafiada pelas limitações. Aqui o medo da fome é maior que o do vírus. Além disso, nossa fração dentro da cidade é preferencialmente deixada na violência silenciosa do descaso. São poucas as políticas públicas e a compensação se constrói somente pela mobilização interna e externa. Essa é a única ação que garante a segurança alimentar de uma população com mais de 100 mil habitantes.”

Leia o artigo completo.


Cultura

Fundação Iberê receberá mostra individual de Eduardo Haesbaert

Obra em produção de Eduardo Haesbaert. Foto: Cortesia do artista

A News do Roger desta semana contou em primeira mão que a Fundação Iberê apresentará uma mostra individual de Eduardo Haesbaert, um dos mais importantes gravuristas do Estado, com inauguração prevista para 1º de maio. O artista conversou com o repórter Ricardo Romanoff sobre a exposição, que terá cerca de 20 trabalhos inéditos, e sua trajetória nas artes visuais, que guarda íntima relação com o espaço onde será exibida sua produção mais recente – além de ter sido assistente de Iberê Camargo (1914 – 1994), Haesbaert coordena o Ateliê de Gravura da instituição, pelo qual já passaram mais de cem artistas de projeção nacional e internacional. Leia a matéria.


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Hoje
O trabalho de conclusão Ensaios Intermitentes, dos alunos do Curso de Formação de Atores da Casa de Teatro de Porto Alegre, estreia às 20h.

Sábado (16/1)
Leci Brandão é o destaque da segunda edição da #ViradaSPOnline, que acontece a partir das 12h.

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Você viu?

Após o incêndio no Beco da Vila Cai Cai, localizada na zona Sul de Porto Alegre, uma vaquinha online foi criada para aquisição de alimentos, roupas e na reconstrução de sete casas que foram destruídas pelas chamas. O fogo prejudicou ao menos 10 famílias que vivem no local. As residências atingidas ficam nas proximidades da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis da Cavalhada. A arrecadação servirá para apoiar a comunidade nas demandas mais urgentes. Mais de 24 mil reais já foram arrecadados, mas a meta é chegar em 30 mil reais. A ação é liderada pela Associação Mães e Pais pela Democracia.

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