Memória

1921: O governo se instala (sem inauguração) no novo palácio

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1921: O governo se instala (sem inauguração) no novo palácio
PORTO ALEGRE 250 ANOS: HISTÓRIA, FOTOGRAFIA E REPRESENTAÇÕES 1921: O governo se instala (sem inauguração) no novo palácio – História. Em 2021 comemorou-se o centenário de uma inauguração que na realidade não houve: a do antigo Palácio do Governo, desde 1955 chamado Palácio Piratini. Em 17 de maio de 1921 o que ocorreu foi a instalação do governo do Estado no já prontificado pavimento térreo do corpo de frente do prédio. Mas com o andar superior ainda inacabado.  Mas não se pense, todavia, que Borges de Medeiros e seu staff de governo se instalaram em meio ao caos de obras em execução. Junto de Sinval Saldanha, chefe de gabinete, e Hipólito Fabre, diretor das obras do Palácio, Borges passou uma tarde examinando “as obras do corpo de frente do palácio e resolvendo sobre a disposição da mobília das diversas salas de serviço e do salão de honra” (A Federação, 17/4/1921, p. 5). Em outra visita observou “um rico e magestoso [sic] portão de ferro” que dava acesso a “um dos passeios formados por pequenas pedras de cores branca e preta, destinados às entradas da carruagem”, passeio através do qual se acessava ao “Gabinete da Presidência do Estado…à Sala das Audiências… [com] ricas mobílias do estilo Luis XVI, feitas nas oficinas da Casa de Correção … [e] portas de madeira, executados por diversos estabelecimentos desta capital” (A Federação, 16/5/1921, p. 1). Mesmo com tudo isto já prontificado, instalaram-se sem muita pompa e circunstâncias. Os positivistas não eram homens de fazer festa, cortar fitas e proferir discursos em obras inacabadas. O palácio em seus primeiros anos – Representações As reportagens desses primeiros tempos do antigo palácio não falam de seus adereços pictóricos e de onde estavam afixados. Embora saibamos, por exemplo, que o “Tempora Mutantur” (Fig. 1), de Pedro Weingartner (P. Alegre, 1853 – Idem, 1929), já pertencesse ao Palácio desde 1899. Assim como “A Chegada dos Casais de Açorianos”, de 1923 (ver Parêntese, 24.07.2021), e o “Combate da Ponte da Azenha”, de 1925 (ver Parêntese, 09.10.2021), de Augusto L. de Freitas, depois transferidos para o Instituto de Educação. Outra pintura que nestes primeiros tempos esteve no Palácio foi o quadro “Rio Grande do Sul para o Brasil” (Fig. 2), de Helios Seelinger, datado de 1925, e renomeado em diversas ocasiões futuras (aqui seguimos os jornais da época). Encomendado por Oswaldo Aranha e patrocinado por prefeitos, correligionários e simpatizantes do PRR (informação de Simone Steigleder). Na década de 50, amparado num parecer de Fernando Corona e Christina Balbão, ele foi “desativado”, esquecido, transferido para a cidade de Piratini, retornando para restaurações em Porto Alegre e Pelotas. O capítulo final de sua saga (para onde, afinal, vai ser destinado) ainda não se sabe ao certo. Embora seja temerário fazer-se iconografia em casos como este, destaca-se que podem estar no quadro Flores da Cunha (Fig. 3), Oswaldo Aranha com a esposa Deoclinda (Fig. 4) e Siqueira Campos (Fig. 5, com divergências na identificação), políticos que saíram fortalecidos da Revolução de 1923 e que estavam […]

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