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O Festival Internacional de Cinema da Fronteira chega a sua décima edição

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O Festival Internacional de Cinema da Fronteira chega a sua décima edição
O Festival Internacional de Cinema da Fronteira completa sua primeira década de existência, sempre voltado à democratização da cultura e ao acesso gratuito ao mundo audiovisual. Neste ano, cinco longas-metragens integram a mostra competitiva de produções latinas e seis passam fora de competição, vários deles inéditos. O evento começa na terça (27/11) em Santana do Livramento e Rivera, e continua em Bagé. A mostra internacional de curtas é composta por 35 filmes de mais de 20 países, com destaque para obras cinematográficas em língua espanhola. Ao todo, mais de quatro mil títulos foram inscritos nesta edição. Outras atrações incluem mostras de filmes locais e universitários e apresentações de músicos regionais. O show de encerramento fica a cargo da cantora Adriana Deffenti. O festival tem direção artística do cineasta Zeca Brito e curadoria do jornalista Roger Lerina (longas) e dos cineastas Frederico Ruas e Maria Elisa Dantas (curtas). Publicidade A homenageada desta edição é a artista plástica porto-alegrense Zoravia Bettiol, protagonista de Zoravia, de Henrique de Freitas Lima. O filme terá sua premiere na sessão de encerramento do festival. A realização é da Associação Pró Santa Thereza e Centro Histórico Vila de Santa Thereza, com financiamento do Ministério da Cultura, Fundo Setorial do Audiovisual e BRDE, promoção das prefeituras de Bagé e Livramento e Rivera e apoio institucional da Urcamp, Unipampa e Udelar. A produção fica a cargo da Anti Filmes. Entre as ficções que competem este ano está a coprodução internacional Cuadros en la Oscuridad, da realizadora argentina Paula Markovitch, que estreia no Brasil dentro do Festival da Fronteira. Drama com tons políticos, a trama acompanha um artista plástico veterano que nunca expôs seus trabalhos. Tudo muda quando ele recebe um hóspede incomum. O aclamado El Premio, primeiro longa da diretora, será exibido fora de competição. Também com viés politizado, Rasga Coração, de Jorge Furtado mostra o choque de gerações em dois tempos da vida de um militante contra a ditadura. Selecionado para o Festival de Cinema de Toulouse (França), o drama Meio Irmão, longa da diretora Eliane Coster, mostra a busca de uma jovem por sua mãe desaparecida. Do gênero documentário, integram Humberto Mauro, de André di Mauro, filme sobre o pioneiro cineasta mineiro, que teve sua premiere no Festival de Veneza. O diretor é sobrinho-neto do personagem título. Inédito no Brasil, o português O Labirinto da Saudade, de Miguel Gonçalves Mendes, é uma adaptação de livro homônimo do pensador lusitano Eduardo Lourenço e propõe um mergulho no universo do escritor. – A curadoria buscou dar representação aos interesses centrais que vêm caracterizando o festival nesta década de trajetória. Entre eles estão o destaque para a nova geração de realizadores brasileiros preocupados em fazer um cinema mais autoral, o reconhecimento ao trabalho de mestres cuja obra contribuiu para avançar a linguagem dos filmes e das artes em geral e a missão de proporcionar ao público filmes inéditos de qualidade – explica o curador Roger Lerina. Fora de competição, está o documentário A Destruição de Bernardet, de Claudia Priscilla e […]

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