Música | Notas

O pop suado de Felipe Cordeiro

Change Size Text
O pop suado de Felipe Cordeiro
Fervilhando o brega em altas temperaturas, Felipe Cordeiro extrai dessa forte raiz amazônica uma imensa gama de destilados, repletos de sabores diferentes – mas sempre com um alto teor pop. Partindo de rascunhos muito bem alinhados em seus discos anteriores – o Kitsch Pop Cult (2012) e Se Apaixone Pela Loucura do Seu Amor (2013) –, o cantor, compositor e guitarrista apresenta em TRANSPYRA os rumos de uma vanguarda pop nortista, curtida por cerca de 40 anos de um amadurecimento notório que vai desde Alípio Martins ao Jaloo. Cordeiro traz em 11 faixas o que sempre deveria ter sido considerado como nossa música pop, com perfeitas doses de teclados, riffs de guitarras tremoladas e temáticas urbanas tropicais que descrevem uma Amazônia do século 20 e 21. Com aquele sabor travoso dos timbres mais sintéticos, tão presentes no brega dos anos 1980 quanto na new wave das bandas Pet Shop Boys e Alphaville, temperados com o suingue de baterias hora totalmente acústicas, às vezes acompanhado de curimbós de couro tocado com as mãos, e noutros momentos mais digitais, como pede um bom eletromelody. TRANSPYRA tem produção musical assinada por Kassin e pelo próprio Cordeiro. Entre os parceiros de composição no álbum estão Arnaldo Antunes, Nina Becker e Manoel Cordeiro, além das presenças vocais de Tulipa Ruiz em Perfil e Dona Onete em Onde É que Eu Vou Parar.

Quer ter acesso ao conteúdo exclusivo?

Assine o Premium

Você também pode experimentar nossas newsletters por 15 dias!

Experimente grátis as newsletters do Grupo Matinal!

PUBLICIDADE