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João Anzanello Carrascoza na série “Um Certo Alguém”

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João Anzanello Carrascoza na série “Um Certo Alguém” Foto: Andre Argolo/Divulgação

O autor João Anzanello Carrascoza é novo o convidado da coluna Um Certo Alguém, que o site do Itaú Cultural coloca no ar nesta quinta (8/4).

Ele, que também é professor universitário, estreou na literatura com Hotel Solidão, em 1994. De lá para cá, acumula mais de 50 títulos publicados, entre contos, obras de ficção e não ficção, romances, infantojuvenil e adaptações de clássicos.

Na coluna, ele recorda o pai, fala da gratidão que sente em acordar todos os dias, da vontade de viver, no futuro, a floresta, entre outras temas. “O mistério de existir me comove e me espanta a todo instante. Sou grato pela riqueza de vivências que tenho experimentado desde a minha chegada aqui,” pontua ele.

Nas entrevistas semanais publicadas em Um Certo Alguém, são feitas quatro perguntas aos entrevistados: qual é a história de sua maior saudade? o que o emociona no dia a dia? como você se imagina no amanhã? e quem é? Elas abordam passado presente e futuro, de forma a aproximar, a cada nova edição da série, público e personalidades do meio da arte e da cultura.

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De quem Carrascoza mais sente falta é do pai. “Só sentimos saudade de alguém ou algo precioso que tínhamos e perdemos. Meu pai é a minha maior saudade. E a nossa história é simples, quase uma não história: vivemos poucos anos juntos, mas o suficiente para eu me lembrar dele em cada dia da minha vida”. O que mais o emociona no dia a dia é simples: “despertar e sentir que me foi concedido mais um dia, e que, apesar do cotidiano e seu mecanismo inescapável de repetição, sinais invisíveis me chamam para a poesia que se acumula como pó ao meu redor.”

Para dizer como se imagina no futuro, ele recorda uma palavra hindu: “Vanprash”, que significa aquele que se volta para a floresta. “Quando a velhice se avizinha e o fim da jornada não está mais tão distante, é hora de começar a mirar a floresta, o lugar de onde viemos, o nosso útero primeiro. Imagino-me, no amanhã, a direcionar os meus olhos, com serenidade, para a floresta”.

Carrascoza, que foi ganhador do Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), em 2012, e do Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional, em 2017, se vê como um escritor, apenas. “Alguém para algumas pessoas. Ninguém para as demais.”

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