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A revolução educacional de Leonel Brizola

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A revolução educacional de Leonel Brizola Leonel Brizola. Foto: Agência Brasil
26º prefeitoNome: Leonel BrizolaPartido: Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)Período que governou: 01/01/1956 a 29/12/1958 Por Maurício Brum Quando Leonel Brizola perdeu as eleições municipais de 1951 para Ildo Meneghetti, o resultado foi um choque. Meneghetti, seu rival nas urnas e nas ideias, era um político habilidoso, mas Brizola havia se convertido em uma potência de popularidade: com uma arrojada plataforma que defendia a expansão e modernização da educação, uma retórica afiada que não deixava os ouvintes indiferentes (para o bem e para o mal) e laços próximos com nomes de peso como o futuro presidente João Goulart e o próprio Getúlio Vargas, que havia retornado ao poder no início daquele mesmo ano, Brizola parecia destinado a ser o próximo grande nome da política gaúcha. E até seria, mas, antes de cumprir o que muitos viam ser seu destino inescapável, acabou levando aquele tombo: perdeu a prefeitura de Porto Alegre para Meneghetti por menos de 1 ponto percentual nas urnas. Quem indicou o caminho da volta por cima foi Jango, seu cunhado: “você precisa ser conhecido como administrador, em primeiro lugar”. Com apenas 29 anos na época da derrota para Ildo, Brizola já tinha uma carreira política respeitável – era deputado estadual havia meia década e, antes disso, tinha sido ativo no movimento secundarista, criando o grêmio estudantil do Colégio Estadual Júlio de Castilhos –, mas o fiel da balança pareceu ser a confiança da população no que cada um seria capaz de realizar uma vez dentro do Paço Municipal. A Brizola, faltava um passado executivo. Já Meneghetti não só denotava mais experiência pessoal, tendo quase o dobro da idade de seu adversário, mas também tinha uma trajetória mais consolidada: ele havia acabado de governar a cidade (e marcar época) pela primeira vez alguns meses antes do pleito, afastando-se por conta do jogo da época em que o prefeito era indicado pelo governador, mas para voltar quase de imediato através das urnas, no que foram as primeiras eleições municipais desde 1928. Brizola, então, lambeu as feridas, aceitou um convite do governador Ernesto Dornelles para ocupar o cargo de secretário estadual de Obras Públicas, arregaçou as mangas e se pôs a trabalhar. Se o que havia faltado para vencer em 1951 eram cerca de mil votos, a partir dali eles sobrariam. Como secretário, Brizola se tornou um rosto ainda mais visível à frente dos grandes projetos de infraestrutura que estavam andando na época. E, quando deixou a pasta para concorrer em novas eleições, em 1954, toda a força política que ele vinha acumulando se manifestou como uma enxurrada: Brizola elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul com o maior número de votos em todo o Brasil, superando a marca dos 100 mil. Nenhuma criança sem escola Os dias de Brizola como deputado federal antes de virar prefeito seriam curtos, mas intensos, e o projetaram no noticiário nacional desde o primeiro dia: já no juramento, questiona as contradições do também deputado Carlos Lacerda, que “ainda hoje defendia no seu jornal o fechamento desta […]

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