Reportagem

Diálogos revelam as ligações políticas de empresários acusados de calote em terceirizados

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Diálogos revelam as ligações políticas de empresários acusados de calote em terceirizados Sétimo andar de prédio na Avenida Farrapos sedia empresas em nome de La Rue; na esquina, na Rua Dr. Barros Cassal, está o atual escritório da Multiclean, uma sala vazia que serve apenas para receber documentos | Foto: Google Street View

Empresários que estavam por trás da Multiclean e de terceirizadas que prestavam serviços à prefeitura de Porto Alegre queriam a vitória de Melo na eleição de 2016, perdida para Marchezan. Após a vitória do emedebista em 2020, empresas ligadas ao grupo ganharam contratos vultosos com a prefeitura 

Um dos empresários por trás da Multiclean, que prestou serviços de merenda e limpeza a escolas municipais de Porto Alegre entre 2015 e 2020, Carlos Varreira se encontrou com o então vice-prefeito da capital, Sebastião Melo, no Complexo do Porto Seco. Era o carnaval de 2016. “O Melo tava no portão ali onde entram os carros, sabe? Eu tava ali, daí ele passou, aí falamos pouquinho e tava um pessoal junto com ele que eu conhecia. Daí o pessoal: ‘Ah! Esse aqui é o Carlos da Multiclean’, ‘Ah! Tu que é da Multi?’ Daí fomos conversando até os camarotes, batendo papo, falando sobre campanha”, contou Varreira em um áudio enviado a um de seus sócios de terceirizadas, o advogado Renato Walter, na manhã de 6 de fevereiro de 2016.

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A Multiclean havia sido montada às pressas dois anos antes por Varreira e mais dois empresários, Fernando de La Rue e Eduardo Winkler, a partir de um CNPJ inativo com sede em Butiá, a cidade natal de Varreira, localizada a 85 km da capital. O trio registrou uma assistente administrativa como sócia da empresa.

Na época, ao menos desde 2005, o grupo revezava contratos de serviços das escolas municipais da capital, conforme denúncia do Ministério Público (MP-RS). Quebravam uma terceirizada deixando um rastro de calotes, e depois criavam outra. A bola da vez era a “Multi”, que, sem capital ou experiência, havia passado 2015 inteiro prestando o serviço de forma emergencial depois de um rompimento com a Cootrario, também ligada aos empresários. Em dezembro, a nova empresa foi habilitada para disputar a licitação definitiva para o serviço e venceu. 

“Fiquei de ir lá no gabinete, daí ele me deu cartão, fiquei de ir lá conversar com ele, com o chefe de gabinete. Aquela coisa toda, sabe? Aí ele me falou que é uma campanha muito difícil, que precisa de ajuda, precisa tá junto. Perguntou se eu não ia fazer nenhum evento pra Multiclean, que daí é pra convidar ele, essas coisas”, prosseguiu o empresário no áudio, ainda se referindo à conversa que teve com Melo, que se lançaria candidato a prefeito pelo então PMDB meses depois. Era o próprio Varreira quem assinava o convênio de R$ 32 milhões anuais entre a prefeitura e a Multiclean vigente à época. “Vamo (sic) pensar no futuro. Se tiver que ir lá (no gabinete), é falar sobre SV, novos contratos”, completou Varreira.

Meses antes, em agosto de 2015, assim como a Multiclean, ele e Walter haviam remodelado o CNPJ de um consultório de nutrição chamado Saber Viver, rebatizado-o de SV e registrado no nome de um técnico em informática também de Butiá. Naquele carnaval de 2016, a SV prestava pela primeira vez serviços ao município de Porto Alegre: geriu a portaria do Porto Seco durante o evento ao custo de R$ 38 mil em contrato também assinado por Varreira. Anos depois, o técnico em informática seria considerado um “laranja” dele e de Walter pela Polícia Federal (PF). O técnico morreu e, em seu lugar, entrou um novo laranja, um office boy conforme revelado pela Matinal em julho.

Diálogos e interceptações obtidos pelo MP-RS e revisados pela reportagem indicam que os sócios ocultos da Multiclean, La Rue, Winkler e Varreira, apoiaram Melo e o então PMDB nas eleições de 2016. Os documentos apontam que La Rue manteve contato direto com correligionários do então vice-prefeito, como seu filho Pablo Melo, à época candidato a vereador, e o ex-chefe de relações institucionais do governo Fortunati, Gil Almeida, que hoje segue na mesma função no governo Melo. O apoio ao então candidato à prefeitura era concomitante à oferta de propinas desses mesmos empresários a um assessor da Smed que facilitava e agilizava repasses da pasta à Multiclean, de acordo com o MP-RS.

O material público acessado pela Matinal integra denúncias do MP-RS que não incluíram Melo ou seus correligionários como investigados. Parte desses diálogos, no entanto, mostra que a esfera de influência de empresários que atuavam corrompendo setores da prefeitura alcançava o entorno do atual prefeito. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) tinha até ontem (25) para avaliar se o MP-RS pode usar esses diálogos como prova em ações que move contra La Rue, Winkler e Varreira. A corte desautorizou o uso dessas interceptações em abril após um pedido de habeas corpus (HC) de um dos réus. Na avaliação do ministro Joel Paciornik, as varas criminais gaúchas autorizaram as interceptações com decisões genéricas e sem a devida fundamentação. Consideramos o interesse público dos diálogos para torná-los fonte desta reportagem.

Hoje, ao menos quatro terceirizadas ligadas a La Rue, Winkler e Varreira mantêm cerca de R$ 24,2 milhões em contratos ativos com o governo Melo. Duas delas, APL e Orbis, respondem só por R$ 2,38 milhões e estão sediadas no mesmo endereço, no sétimo andar de um escritório mantido por La Rue e Winkler na Avenida Farrapos, em Porto Alegre. Já a SV abocanha R$ 7,6 milhões e a antiga SLP, 14,2 milhões, somando R$ 21,8 milhões. Em agosto, a SLP trocou de nome para Metropolitana e registrou Walter e Varreira como sócios, após a dupla usar por anos o nome de um pedreiro como testa de ferro, conforme um relatório da PF.

Na condição de prefeito em exercício, Melo acompanhou os desfiles de sexta-feira e sábado em 2016, no camarote do Porto Seco | Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Correria antes da campanha

Sete meses depois do encontro entre o então vice-prefeito e Varreira no Porto Seco, o empresário enviou, em 1º de setembro à noite, um áudio ao sócio Eduardo Winkler, frustrado com a campanha que fazia para o PMDB em Nova Hartz, município a 77 quilômetros a nordeste de Porto Alegre. “Eu tô tri cansado. Voltando de Nova Hartz aqui, tentando ganhar essa eleição. Não é fácil. Cansa. Passei pro Fernando, conversei hoje com meu amigo, aquilo tá morto, eu não sei. E vem cá, o Fernando (de La Rue) falou alguma coisa com o Melo ou não? Eu acho que a gente mata na procuradoria isso”, disse, referindo-se a uma licitação de telefonistas aberta na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na qual a Multiclean havia sido desabilitada, eliminação que o grupo tentava reverter.

“Eu acho que ele não falou nada não com o Melo. Eu acho melhor nós matar (sic) na Procuradoria”, disse Winkler. Na época, Varreira dizia ser “amigo” do procurador-adjunto da Procuradoria-Geral do Município (PGM), Lieverson Perin. O grupo queria o auxílio de Perin para emplacar recursos contra a desabilitação – o esforço do trio, no entanto, não deu certo, e a empresa acabou eliminada do certame. O MP-RS acusa Perin de ter pressionado colegas para beneficiar a terceirizada no caso. À Matinal, o ex-procurador afirmou que jamais atuou para beneficiar ou prejudicar ninguém e que, na ocasião, apenas havia dito a Varreira que protocolasse recursos na forma da lei. “Nunca contrariei parecer da equipe técnica. Eu aceitava e homologava. Nesse caso, não foi diferente, tanto que o contrato (com a Multiclean) sequer foi assinado”, disse, ressaltando que a PGM não acatou os pedidos da terceirizada à época. 

Apesar disso, no mesmo diálogo, Varreira afirmou ter conversado com Perin sobre pesquisas internas do PDT que apontavam que o Sebastião Melo estava em segundo lugar no pleito municipal, marcado para outubro. Preocupado com uma “zebra” no primeiro turno, a última pesquisa Ibope indicava a liderança de Luciana Genro (PSOL) e Raul Pont (PT). Varreira dizia ser necessário acertar uma renovação de contratos na capital, segundo os diálogos.

“A Luciana (Genro, candidata pelo PSOL) já era, quem tá na frente é o Raul (Pont, candidato pelo PT). Mas o seguro morreu de velho, né, vai dar segundo turno isso aí”, afirmou. “O problema é isso, vamo ter que trocar as correspondência, tipo, começar a fazer intenção de renovar (o contrato da Multiclean). Se der uma zebra pra gente não ter que fazer correria. Mas eu acho que não vai dar. Pelo que o baixinho (Perin) me disse, não vai dar zebra. O problema é o segundo turno porque esses caras têm pouco tempo de TV agora no primeiro. Quem tem bastante tempo é o PMDB”, disse Varreira. 

Winkler respondeu: “Sinceramente, eu acho que o PT não tem mais espaço aqui. É muito recente esse impeachment da Dilma e tal. Eles têm aqueles 30% que votam neles, mas é que o PT tá muito queimado. E, em termos de coligações, esses outros aí, Marchezan, eu acho que esses caras tudo aí vem pro PMDB, né, cara. Eu sinceramente acho que não tem como o Melo não ganhar. Mas tá certo, tem que ficar esperto mesmo, preparar a renovação”. Winkler apostava em uma aliança entre tucanos e pmdbistas, o que não ocorreu – Melo perderia para Marchezan as eleições de 2016. “Depois, o contrato aí, eu sei que o PT é um pouco mais difícil, mas mudam as moscas a merda é a mesma, né”, completou.

Um mês depois, em 2 de outubro, os resultados do primeiro turno indicaram que a disputa para a prefeitura seria entre Marchezan (PSDB, 29,8% dos votos) e Melo (PMDB, 25,9% dos votos). Os diálogos apreendidos do celular de Varreira não indicaram movimentações do empresário em torno das eleições municipais, mas o MP-RS vigiava La Rue, um dos operadores da Multiclean. Às vésperas do segundo turno, marcado para o dia 30, ele teve ao menos dois discretos encontros com correligionários de Melo registrados pelas autoridades.

Na manhã de 19 de outubro, o atual vereador Pablo Melo ligou para La Rue. Na época, Pablo era candidato a vereador. “Podemos nos encontrar amanhã?”, perguntou Pablo. “Poder pode, mas perdemos mais um dia. Seria bom agora”, disse La Rue. Os dois acabaram se encontrando no fim daquela tarde e falaram por quase meia hora, segundo uma diligência do MP-RS, que registrou com fotos o encontro e não conseguiu “verificar o teor da conversa”. A Matinal contatou o vereador por meio de seu WhatsApp para perguntá-lo do motivo e da pauta do encontro, mas ele não respondeu.

Uma semana depois, em 26 de outubro pela manhã, a quatro dias do segundo turno das eleições municipais, La Rue ligou ao então chefe de Relações Institucionais do governo Fortunati, Gil Almeida, que havia sido o coordenador da assessoria legislativa do gabinete de Melo, então vice-prefeito, e agora cumpre a mesma função no Paço. “Reta final, temo que dá a virada, tamo de manhã à noite fazendo a nossa parte”, disse Almeida, que marcou de sair do comitê central de campanha no horário do almoço para encontrar La Rue no estacionamento de uma unidade do Zaffari. A diligência do MP-RS fotografou a conversa dos dois, que durou cerca de cinco minutos.

À Matinal, o gabinete de Melo disse desconhecer a investigação do MP-RS e não comentou os encontros de 2016. “O prefeito desconhece a referida apuração e o seu teor e não foi oficialmente acionado para posicionamento. Por óbvio, está à disposição para quaisquer questionamentos formais, com a transparência que pauta sua trajetória pública”, respondeu. O mesmo posicionamento se aplica a Gil Almeida, indicou o gabinete.

Gil Almeida e Melo conversam com eleitora em campanha de 2016. (Foto: divulgação)
O assessor de relações institucionais Gil Almeida e Melo conversam com eleitora durante campanha em setembro de 2016 | Foto: Divulgação

“Vou me encostar no PTB”

A derrota de Melo para Marchezan em 30 de outubro de 2016 frustrou o grupo, que passou a discutir como reorganizar as conexões políticas do esquema. “Essas negociações se vai (sic) até o final de novembro, né, cara. Quem assume, quem não assume. O problema não é esse. Tem que ver quem é que vai ficar com esses cargos, tanto o secretário como o jurídico”, disse Varreira a Winkler na noite do pleito, já após o resultado com a vitória do tucano. “Último caso vamos usar o Toko (Perin), vamos usar tudo que a gente tem. Lá os cara que o Fernando tem”, prosseguiu. Segundo o MP-RS, o grupo também teria oferecido propinas ao ex-procurador-geral adjunto.

À Matinal, Perin afirmou nunca ter tido “intimidade” com Varreira e que, na época dos fatos, ele não estava na procuradoria, e sim atuando como “interventor” na Fasc para corrigir contratações fraudulentas. “Seria fora de parâmetro terem me oferecido (propinas) porque devia ser a terceira intervenção que eu fazia justamente para reaver dinheiro desse tipo de coisa, como foi no DEP e na Fasc”, explicou o advogado. “Não posso me responsabilizar pelo que as outras pessoas dizem. É o mesmo que eu ligar para alguém e dizer que preciso de R$ 5 mil para te pagar por uma reportagem a meu favor. Não é verdade e você não está sabendo”, exemplificou. 

Conforme os diálogos, além de apostar na interlocução com servidores da prefeitura, Varreira considerou se aproximar de políticos da futura base aliada de Marchezan. “E outra, eu vou dar um pulo lá no Maurício, lá do PTB, dar uma conversada, bater um papo, não vou falar nada, mas vou me aproximar”, prosseguiu Varreira. “Vou me encostar no PTB. Se precisar eu vou lá no Polaco. Vou me mexer”, afirmou, referindo-se ao apelido do ex-deputado estadual pelo PTB, Iradir Pietroski, que desde 2010 é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS). 

À reportagem, o gabinete do conselheiro disse que Varreira havia sido “cabo eleitoral” de Pietroski nas eleições de 2006 e que o ex-deputado está afastado da política desde seu ingresso no tribunal. “Após o ano de 2006, ele lembra que o Sr. Carlos deve ter ligado para ele umas duas vezes e ele explicou que não atuava mais no campo político. Não tem nenhuma ligação com esse senhor”, disse o gabinete.

Nos diálogos, em seguida, o próprio Varreira indicou não ter certeza se a Smed seria destinada ao PTB. ‘Tem que ter um plano B, C, D, E, F”, respondeu Winkler. “Se falhar um, vamos pro outro, vamos nos cercando”, concluiu. O empresário então orientou Varreira a como abordar políticos da nova gestão. “O importante é tu mostrar que nós temos estrutura, que tens aí uns caras que têm grana por trás pra implantar, condições de contratar bons profissionais, uma equipe boa de médicos. Pode até usar o nome do cara, esse aí que o Fernando (de La Rue) sempre fala, que tá junto com o Marchezan aí, né. Esse cara é um dos nossos diretores também e tal. Entendeu?”, afirmou Winkler. A Matinal não conseguiu identificar a quem Winkler se referia.

A mudança de governo para a gestão Marchezan, contudo, representou um hiato para os negócios do grupo junto à prefeitura de Porto Alegre. Fora a Multiclean, que garantiu a renovação junto à Smed às vésperas da troca de governo, terceirizadas ligadas a La Rue, Winkler e Varreira só voltaram a fechar contratos na capital a partir de 2019, na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), conforme levantamento da Matinal junto ao portal da transparência municipal.

Antes mesmo da eleição de Marchezan, Varreira passou a se focar em negócios que seriam firmados a partir de uma concessão em um hospital em outra cidade, mais especificamente no município de Rio Pardo, a 150 quilômetros a oeste da capital. Segundo mensagens obtidas a partir do celular do empresário, na época, ele dava os primeiros passos na direção de fraudes que seriam desarticuladas anos depois, em 2020, pela Operação Camilo. 

“Tu ganhou em Rio Pardo as eleições. Não esquece de mim, me consegue contratos aí, vamos negociar. Tu sabe que podemos ganhar muito dinheiro juntos, voltar aos bons tempos. Tenho empresas de limpeza, serviços gerais, médico, portaria, limpeza urbana, monitoramento eletrônico. Todas já com contratos grandes, Prefeitura de Porto Alegre, Rio Grande… Tu não vais se (sic) arrepender”, disse Varreira à época a um procurador municipal de Rio Pardo, de acordo com mensagens disponíveis em um relatório do TCE-RS sobre o caso.

Outro lado

Varreira não quis responder às perguntas da Matinal e pediu a seu advogado, Rafael Ariza, que dissesse à reportagem que não fosse mais procurado por se sentir perseguido e constrangido. Já Winkler foi contatado por meio de seu WhatsApp para responder sobre seu vínculo com a Multiclean e outras terceirizadas, mas fingiu ser outra pessoa. A reportagem visitou o escritório de La Rue para tentar conversar com o empresário. Sua equipe repassou o número de um advogado, Francis Beck, sócio de Ariza, que bloqueou a reportagem antes que pudéssemos enviar perguntas.

Já Perin, que se tornou réu por improbidade administrativa, no âmbito cível, e corrupção passiva, no criminal, foi acusado pelo MP-RS de ter tentado beneficiar o trio em uma tentativa frustrada de fraude em uma licitação de telefonistas na SMS, mas nega irregularidades. “Agora, com a anulação no STJ, acredito que, logo em seguida, pelo menos o processo penal seja arquivado em relação a mim porque eu nem sabia do dito contrato, nunca passou pela minha mão e todas as minhas ações na procuradoria foram transparentes”, disse Perin à Matinal. “O que existe neste processo são pessoas dizendo ‘vou pedir para o Lieverson pressionar’, mas ele (Varreira) dizer isso é uma coisa, eu fazer é outra”, afirmou.

A PGM disse à Matinal que, em relação à ação de improbidade administrativa ajuizada pelo MP-RS em face de Perin e sócios, empregados e representantes da Multiclean, “solicitou a inclusão do Município de Porto Alegre no polo ativo da ação, o que foi aceito pelo Juízo”. “Dessa forma, acompanha a tramitação do processo, que tem como pedidos: a) perda e restituição dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio pessoal; b) suspensão dos direitos políticos; d) pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial; e) proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, e a g) condenação ao pagamento das custas e demais despesas do processo. Como pode-se observar do trecho acima, não há pedido de ressarcimento ao erário público. Isso porque não houve dano, uma vez que as manifestações jurídicas emitidas pela PGM com relação à habilitação da empresa no Pregão Eletrônico 128/2016, o qual deu origem à ação de improbidade, impediram a contratação da empresa”, afirmou a pasta.


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