Prefeito da semana

Tarso Genro consolida o jeito petista de governar na Capital

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Tarso Genro consolida o jeito petista de governar na Capital Tarso Genro, em 2008. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
38º PrefeitoNome: Tarso GenroPartido: Partido dos Trabalhadores (PT)Período que governou: 01/01/1993 a 01/01/1997(Tarso volta ao governo como 40º prefeito entre 2001 e 2002, mandato que será tratado posteriormente na série) Depois que o PT conquistou a prefeitura de Porto Alegre pela primeira vez com Olívio Dutra, o primeiro salto de seu vice, o advogado Tarso Genro, acabaria sendo em falso: já em 1990, nem bem iniciada a gestão petista na Capital, Tarso foi lançado como o nome da sigla para o Piratini e acabou em último lugar entre os quatro candidatos. Naquele pleito, vencido em segundo turno por outro ex-mandatário de Porto Alegre, Alceu Collares, a chapa da Frente Popular Gaúcha (a coalizão encabeçada pelo PT com o PSB e o PCB) somou apenas 10% dos votos. Tarso Genro, em 1989, antes de assumir a prefeitura. Foto: Câmara Ficou claro que era preciso consolidar o chamado “jeito petista de governar” antes de subir os próximos degraus no poder gaúcho. Conforme Olívio se aproximava do fim de seu mandato, não havia dúvidas de que o segundo em comando no município era o candidato natural à sucessão. Em Porto Alegre, o PT do Orçamento Participativo e das medidas ousadas à esquerda vinha em alta e ajudava a converter a cidade em uma das maiores vitrines nacionais do partido. Nas eleições de 3 de outubro de 1992, Tarso fez até mais votos do que quando Olívio se elegeu: subiu para quase 46% do eleitorado, contra cerca de 39% quatro anos antes. Agora, porém, havia um dispositivo novo no sistema eleitoral da cidade: o segundo turno, que não se revelou um problema – em 15 de novembro, no que foi a primeira vez que Porto Alegre precisou voltar às urnas em um mesmo pleito para decidir seu mandatário, Tarso Genro aumentou sua base para 60,5% dos votos válidos, superando com facilidade o peemedebista Cezar Schirmer. De Santa Maria ao Paço, com exílio no caminho Curiosamente, décadas mais cedo, Tarso e Schirmer haviam começado no mesmo local e no mesmo partido. Na época do bipartidarismo forçado da ditadura, ambos iniciaram suas carreiras políticas como vereadores pelo MDB de Santa Maria: são borjense de nascimento, Tarso havia se mudado com a família para a Região Central seguindo os passos do pai, Adelmo Simas Genro, professor e também político. Tarso chegou à Câmara Municipal em 1968, aos 21 anos; Schirmer o seguiria quatro anos mais tarde. Mas o MDB daqueles tempos era uma junção de todas as correntes que não apoiavam o regime militar, e a distância entre Tarso Genro e Cezar Schirmer que as urnas confirmaram no futuro já se fez ver desde os primeiros anos em que foram correligionários pelas imposições da época. Tarso logo passou a integrar as fileiras revolucionárias (e clandestinas) do Partido Comunista do Brasil (PC do B), uma postura que o forçou ao exílio. Na virada para os anos 1970, precisou renunciar à vereança e passar alguns anos no Uruguai, até que os processos que corriam contra ele na Justiça Militar […]

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