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“Múltipla, plurifacetada, nuançada, matizada como a vida”

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“Múltipla, plurifacetada, nuançada, matizada como a vida” Foto: Edições Ardotempo/Divulgação
LIVROS Nunca Pensei em Ser Atriz | Suzana Saldanha Um dos grandes nomes da cena brasileira, Suzana Saldanha lançou nesta semana Nunca Pensei em Ser Atriz (Edições Ardotempo, 144 páginas, R$ 40). “No livro, eu navego pela memória desde o momento que desisti de fazer história e troquei por arte dramática, em Porto Alegre. Falo, é claro, do Grupo de Teatro Província e da minha ida ao Rio, onde participei do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, entre outros tantos trabalhos”, explica a autora. Além do texto da atriz, o volume traz textos de amigos e profissionais que Suzana Saldanha trabalhou no teatro, cinema e televisão, como Aderbal Freire-Filho, Luís Artur Nunes, José Ronaldo Faleiro, Candido Damm, Leonardo Neto, Antônio Hohlfeldt, Haydée Porto, Abrão Slavutzky, Ana Cláudia Munari e Raquel Iantas. A publicação inclui ainda o texto do espetáculo solo Eu É Nós, com dramaturgia e atuação de Saldanha, além de 65 fotografias que ilustram momentos importantes da carreira da artista. As fotos da capa e da contracapa são de Gilberto Perin. No texto de apresentação, o ator, diretor e professor José Ronaldo Faleiro descreve a pessoa e a atriz – segundo ele, inseparáveis: “Suzana múltipla, plurifacetada, nuançada, matizada como a vida, inteira em seu viver, com o ‘coração depurado’: a pessoa na atriz/a atriz na pessoa, atenta ao momento ao que ocorre no palco e na plateia, na vida”. Saboneteiras | Ana Elisa Egreja Durante a pandemia, Ana Elisa Egreja buscou refúgio nas pinturas, especificamente as de pequeno formato. As saboneteiras saíram da arquitetura e do seu imaginário afetivo, materializando-se nas telas. Das telas, ganharam as páginas do livro bilíngue Saboneteiras (Act. Editora, 96 páginas, R$ 89,90), lançado em parceria com a Galeria Leme. Com quatro opções de capa, prefácio da artista visual Jac Leirner, poema de Carola Saavedra e texto crítico de Ann Gallagher, a publicação reúne criações da artista realizadas durante o período de isolamento, entre 2020 e 2021. Foto: Act. Editora/Divulgação O volume apresenta 31 saboneteiras – além delas, a artista pintou mais cinco, que serão expostas no estande da Galeria Leme em abril, durante a 18ª edição da SP-Arte. Materiais e texturas são parte da identidade das obras dessa série, que retrata, em uma vasta gama de cores e composições minuciosas, elementos vistos como banais, mas que transportam a memórias e lugares de afeto associados ao ambiente doméstico. “Estão presentes um mosaico exibindo uma arara de cores formidáveis originário de uma casa em Manaus e azulejos em estilo art noveau descobertos na Rua 25 de Março, em São Paulo. A proliferação de estilos de azulejos compõe o tema da série junto aos receptáculos de sabonetes em si”, escreve Gallagher no texto curatorial apresentado no livro.  A curiosidade é que os cenários, por mais reais que pareçam, foram todos inventados pela pintora: nenhum deles existe nos moldes em que são retratados. Tudo foi inspirado por milhares de imagens de azulejos de todos os tipos, catalogadas em pesquisas pela artista. A partir dessas referências, Egreja criou recortes e imagens únicas, como uma saboneteira com azulejos de Athos Bulcão. Essa linguagem pictórica faz parte de um exercício […]

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