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Uma das mais produtivas intérpretes da MPB

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Uma das mais produtivas intérpretes da MPB Foto: Editora Planeta/Divulgação

LIVROS

Ninguém Pode com Nara Leão – Uma Biografia | Tom Cardoso

Nara Leão (1942 – 1989) certamente foi uma das artistas mais importantes e influentes da cultura brasileira – não só pela sua obra, mas pelo que representou para a mulher e a sociedade como um todo. Filha caçula e irmã da modelo e famosa personagem da cena carioca Danuza Leão, a jovem tímida, quieta e cheia de neuroses ficou marcada na história como uma das mais produtivas intérpretes da MPB dos agitados anos 1960 aos 1980 – além de ser responsável por definir os costumes e a expressão política da época. A cantora que faria 80 anos na última quarta-feira (19/1) ganhou recentemente uma ótima série documental em sua homenagem no Globoplay, chamada O Canto Livre de Nara Leão.

Na biografia Ninguém Pode com Nara Leão (Editora Planeta, 240 páginas, R$ 49,90), Tom Cardoso reconstrói a vida da artista que participou ativamente dos mais importantes movimentos musicais surgidos a partir da década de 1960 e que, tratada como “café com leite” pela patota que se reunia no apartamento de sua família em Copacabana, deixou a bossa nova para se juntar à turma politizada do CPC e do cinema novo – sendo ainda a primeira estrela da MPB a falar abertamente contra a ditadura militar.

No livro – que tem prefácio de Tárik de Souza, um dos mais respeitados críticos de música do Brasil –, Cardoso apresenta passagens da infância de Nara, marcadas pela angústia e reclusão, detalhes da inimizade com Elis Regina, dos famosos encontros no apartamento da Av. Atlântica, onde a bossa nova ganhou corpo, cara e nome, do relacionamento com Ronaldo Bôscoli, da amizade com figuras como Vinicius de Moraes, Roberto Menescal e Ferreira Gullar, por quem nutria admiração mútua e com quem a artista teve um caso. O autor relata que Nara inclusive chegou a sugerir que o poeta largasse a esposa e os filhos e viajasse com ela pelo Brasil.

O livro também acompanha o relacionamento de Nara com o cineasta Cacá Diegues, ao lado de quem se exilou na França e teve dois filhos, Isabel e Francisco. “Amo Nara Leão. Nara e Narinha. Essa mulher sabe tudo do Brasil 1964. Essa mulher é a primeira mulher brasileira. Essa mulher não tem tempo a perder. Atenção: ninguém pode com Nara Leão”, escreveu o cineasta Glauber Rocha em uma carta enviada ao companheiro de cinema novo Cacá Diegues no período do exílio.


Vozes femininas – Não euPassosCadência | Samuel Beckett

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