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Enfrentando a vida no muque

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Enfrentando a vida no muque Foto: Califórnia Filmes/Divulgação
Os filmes de boxe são um consagrado subgênero, presente desde os alvores do cinema. Alguns dos mais memoráveis e premiados longas da história narram os dramas de superação de lutadores nos ringues, tanto os da ficção quanto aqueles inspirados em histórias reais. Lenny sem Luvas (2017), que chega aos serviços de streaming nesta sexta-feira (31/7), é mais um título dessa extensa e variada lista – que inclui também um não menos copioso rol de filmes ruins e esquecíveis. O filme dirigido pelo britânico Ron Scalpello leva para a tela a trajetória curiosa de um personagem verídico que se tornou um ícone da cultura popular urbana na Londres da virada dos anos 1970 para os 1980. O inglês Lenny McLean (1949 – 1998) teve vários empregos, como guarda-costas, leão de chácara e ator, mas ficou mais conhecido como boxeador da violenta categoria mãos nuas. Quem encarna o lutador é o ator australiano Josh Helman, de filmes como Mad Max: Estrada da Fúria (2015) e X-Men: Apocalipse (2016), que desfila um repertório de caretas características do explosivo protagonista – um homem atormentado pelos fantasmas de infância, quando sofria constantes abusos do padrasto violento e sádico. McLean canalizou a dor e o trauma para os punhos, que o celebrizaram no circuito de lutas de rua ilegais e lhe renderam o apelido de “The Guv’nor” – uma gíria que significa algo como “O Poderoso”. Indicado ao National Film Award inglês, na categoria melhor filme independente, Lenny sem Luvas tem no elenco ainda o ótimo ator John Hurt em seu último trabalho no cinema, no papel de um velho amigo do personagem central, e o ator e lutador Michael Bisping, de Twin Peaks: O Retorno (2017) e Covil de Ladrões (2018), como Roy Shaw, o principal rival do boxeador. Esteticamente influenciado por filmes como O Vencedor (2010) e Lendas do Crime (2015), Lenny sem Luvas não tem a envergadura dramática de clássicos do tipo O Invencível (1949), Touro Indomável (1980) e Menina de Ouro (2004), mas narra com competência a via-crúcis de queda e redenção característica das biografias de boxeadores. Depois de aposentado dos ringues, McLean escreveu sua autobiografia, que vendeu mais de 2 milhões de cópias, atuou na televisão e no cinema, trabalhando em filmes como O Quinto Elemento (1997) e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) – que estreou poucos dias antes de sua morte e foi dedicado a ele pelo seu diretor, o cineasta Guy Ritchie. Lenny sem Luvas: * * *  COTAÇÕES * * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim Assista ao trailer de Lenny sem Luvas:

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