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Três (ou mais) perguntas para Marcelo Gross

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Três (ou mais) perguntas para Marcelo Gross
Marcelo Gross lança nesta sexta-feira (3/4) o single A Dança das Almas que abre as portas para seu próximo (e terceiro) álbum solo, Tempo Louco. A música tem sonoridade indiana mesclada com o power pop dos anos 1960 e mistura cítara com poderosos riffs de guitarra, criando uma atmosfera surrealista e enérgica. Ex-integrante da Cachorro Grande, o músico gaúcho levanta a bandeira do rock no Brasil há mais de duas décadas – seja como guitarrista, vocalista e compositor na sua antiga banda, seja em seu trabalho solo. Conversei com Gross sobre o novo disco – que tem previsão de lançamento para junho -, a vida pós-Cachorro e como os músicos estão se virando em tempos de coronavírus. A Dança das Almas, primeiro single de seu novo disco, tem um clima psicodélico, com cítara e sonoridades de guitarra sessentistas, mas com uma batida moderna e dançante. Será mais ou menos esse o clima do álbum Tempo Louco? Sim, esse crossover 1968/2020 permeia o álbum inteiro, não necessariamente com os elementos indianos dessa música. Cada música tem sua onda, algumas com naipe de sopros estilo Motown, outras com cravos e guitarras em reverse estilo Kinks, baladão com quarteto de cordas. Portanto, o que une todos esses elementos é justamente essa mistura da sonoridade dos anos 60 com a modernidade dos dias de hoje. Você já disse que as letras do novo disco foram muito influenciadas por perdas recentes. Poderia comentar mais sobre isso? Não são todas necessariamente sobre essas perdas, porém essas perdas deram o contorno que minha vida teve nesse período em que escrevi essas canções. As músicas falam também de renascimento, da tentativa de superar as dificuldades e da alegria que é encontrar motivação pra viver frente a todos os obstáculos que tive que enfrentar para lutar contra a dor da ausência. Nesse período perdi amigos próximos, meu pai, minha mulher, minha banda. Então seguir adiante frente a situações como essas exigiu bastante de mim, e o caminho que eu tive que percorrer está de alguma forma refletido nessas canções. Foi realmente um tempo louco pra mim, em vários sentidos. Tive que ter muita força espiritual para passar por tudo isso. Quantas faixas o novo trabalho terá? Quem toca no disco com você? Há participações especiais? O álbum terá 10 faixas, 40 minutos, como nos velhos LPs. Aliás foi tudo pensado como um LP, direto ao ponto, sem “linguiça”, haha. É meu primeiro álbum fora da Cachorro Grande, o primeiro álbum que eu escrevi as canções exclusivamente para ele e o primeiro álbum com o GROSS Trio, que me acompanha já há dois anos: Eduardo Barretto no baixo e backings e Alexandre Papel na bateria. Gravamos as bases tocando “ao vivo” no estúdio, ou seja, todos juntos na mesma sala. Usamos os mesmos instrumentos dos Beatles: bateria Ludwig, baixo Hofner e guitarras Rickenbacker e Epiphone Casino plugados em amplificadores Vox. Contamos com as participações do meu velho parceiro Pedro Pelotas nos teclados (piano, órgão Hammond, cravo…), com o Fábio Kidesh […]

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