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Ministério da Economia aponta Porto Alegre como melhor cidade para empreender

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Ministério da Economia aponta Porto Alegre como melhor cidade para empreender Foto: Giulian Serafim/PMPA

A capital gaúcha é considerada o “melhor ambiente de negócios do Brasil“, segundo o Índice de Concorrência dos Municípios 2022 (ICM), desenvolvido pelo Ministério da Economia. Em apenas um ano, Porto Alegre subiu 15 posições na pesquisa que se baseia em leis e práticas municipais. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Vicente Perrone, destaca uma série de iniciativas que “visam facilitar a vida do empreendedor”, como a redução de tempo para abertura de novos negócios, que caiu de quatro dias para 14 horas em média. O Município também flexibilizou as regras para emitir alvarás e licenças com a Lei da Liberdade Econômica, de abril de 2021. Em 2022, foram emitidos 27 mil alvarás, 38% a mais do que em 2019, ano recorde de emissões. Com 73% dos negócios considerados de baixo risco, as autorizações acabam aceleradas.

UFRGS aprova por unanimidade cotas em todos os cursos de pós-graduação – O Conselho Universitário (Consun) da UFRGS aprovou, na sexta-feira, a criação de uma política de cotas para todos os seus programas de pós-graduação. A medida começa a valer já este ano e contempla pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, travestis e transexuais, refugiados ou pessoas com visto humanitário, além de migrantes em condições de vulnerabilidade social. Aprovada por unanimidade, a normativa estabelece um mínimo de 30% das vagas para os grupos citados no programa, que terão ainda prioridade nas bolsas de estudo como forma de garantir sua permanência na instituição. Com a mudança, a expectativa é, no futuro, tornar mais diverso o corpo docente da instituição, hoje composto por apenas 1% de professores negros e nenhum professor indígena, segundo afirmou ao Sul21 a professora Tamyres Filgueira.

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Estiagem força adaptações em Porto Alegre e na região metropolitana – A estiagem que castiga a Capital e seus arredores segue causando prejuízos. O baixo nível dos rios Guaíba e Gravataícompromete atividades como navegação e agricultura, e gestores municipais têm modificado o abastecimento até que a vazão de água normalize a situação dos reservatórios. Em Gravataí, as captações aos agricultores locais estão suspensas de forma permanente desde o dia 24 de dezembro do ano passado. Para evitar o total desabastecimento, a Corsan começou a construir, na última quinta-feira, uma contenção de um metro de altura no Rio Gravataí – a medida deve garantir o bombeamento de água por 50 dias, pelo menos. Em Porto Alegre, a situação também preocupa. A chuva da última quinta-feira fez o nível do Guaíba chegar a 72 centímetros na noite de sábado. Na manhã de ontem, porém, o nível voltou a cair para 52 centímetros. O normal para manutenção a pleno do abastecimento é 80 centímetros.


Ocorrências de incêndios em residências dobram em Porto Alegre na virada do ano

A combinação de três fatores – climático, estrutural e social – tem aumentado o perigo de incêndios para moradores de áreas mais vulneráveis de Porto Alegre. Neste contexto, misturam-se o calor e a estiagem, o número reduzido de bombeiros para atender a cidade e, em especial, a degradação social dos últimos meses, que faz com que famílias mais pobres tenham voltado a cozinhar com lareiras por conta do preço do gás de cozinha, mais seguro. 

O resultado: praticamente o dobro de ocorrências residenciais na virada do ano, além de um alta ainda maior em áreas de vegetação. A pesquisa foi feita pelo Demhab a partir de uma percepção de crescimento das ocorrências, impressão que se confirmou com a aferição dos dados. Entre 17 de dezembro de 2021 e 4 de janeiro de 2022, foram registrados 22 incêndios em residências de Porto Alegre. Já entre 17 de dezembro de 2022 e 13 de janeiro de 2023, ocorreram 43.

Os dados foram apresentados na última sexta-feira, pela Prefeitura, que organizou um grupo multissetorial encabeçado pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) para tentar prevenir e estancar o problema.

Veja mais dados na reportagem completa


Outros links:


Juremir Machado da Silva

Minuta do golpe

Só faltava o recibo. Agora já tem. A minuta do golpe, encontrada na casa do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, o policial federal Anderson Torres, é o famoso batom na cueca. A imagem é velha, machista, desgastada, assim como o golpismo anticomunista da época da Guerra Fria que anima o fascismo tropical dos bolsonaristas. Quem será o autor do texto? Jair Bolsonaro não pode ser por uma única razão: está fora do seu alcance intelectual, ainda mais com todo o juridiquês aspergido para justificar o coice nas instituições. O próprio Torres? Não é de duvidar.

Leia aqui a coluna completa.


Cultura

Desigualdade racial e de gênero afeta emprego e renda na economia criativa, aponta estudo

Cerimônia de posse da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mais recente levantamento do Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, estudo trimestral que analisa dados do mercado de trabalho da economia criativa no Brasil, apresenta o impacto das desigualdades raciais e de gênero na oferta de empregos e remuneração do setor. Confira os detalhes na matéria do repórter Ricardo Romanoff.

Agenda (🔒)

Às 18h, no Largo do Mercado Público, em Pelotascomeçam a soar as primeiras notas do 11º Festival Internacional Sesc de Música

Centro Histórico-Cultural Santa Casaexibe a exposição C.O.N.T.A.S, da artista Paola Zordan.

Poa Jazz Festival será realizado no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, de 24 a 26 de março.

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Você viu?

Iniciativa da Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul, desde 2017 o Projeto Apadrinhar busca reunir crianças e adolescentes que moram em abrigos com adultos que queiram participar de suas vidas. Os beneficiados pelo programa costumam ter um perfil diferente de quem acaba adotado por uma família. Crianças com problemas de saúde, adolescentes e irmãos costumam ser apadrinhados pois sua situação muitas vezes é temporária e existe a possibilidade de voltar para casa. Dessa forma, os padrinhos não ganham a guarda da criança, mas participam de sua vida. Para apadrinhar é preciso ser maior de idade e não estar habilitado à adoção. Atualmente 24 cidades do RS estão com o projeto ativo e precisam de padrinhos.

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