Crônica

Tristeza e Água Doce

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Tristeza e Água Doce Perspectiva no bairro Floresta, 1994. Ilustração: Edgar Vasques

*Diversas imagens de Edgar Vasques homenageiam Porto Alegre na edição 67 da Parêntese. Você pode ver o ensaio gráfico completo na seção cartum.

Passei bons momentos da minha infância em um dos muitos pontos remotos do mapa da cidade, no bairro Tristeza mais precisamente, onde meu avô paterno possuía uma pequena chácara e em algum escaninho da minha memória se escondem as recordações dessas temporadas. Estão ali, intactas, as imagens da casa da rua Dr. Mário Totta que abrigava a grande família nos quentes verões de Porto Alegre. Não ficava na beira do rio, mas encontrávamos nossa praia ao lado do Yatch Club que tinha um trapiche avançando pelo Guaíba. Ali aprendi a nadar, a mergulhar até tocar a areia do chão, a jogar as linhas n’água e sentir o puxão dos lambaris.

[Continua...]

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