Folhetim

Mil manhãs semelhantes – Capítulo 10

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Mil manhãs semelhantes – Capítulo 10

Os gatos têm um determinado conjunto de hábitos, como pedir comida em certo horário, arranhar a porta, ficar perto da janela quando se abre o vidro para sentir o ar da rua, deitar na cama no frio, ou no calor ficar atirados no chão, entrar no banheiro pela manhã junto com o primeiro que acorda, saltar à pia e esperar que se abra a torneira para que eles possam beber água. Pois a gata, ainda que telepática, mesmo que apresentasse uma consciência, ou, ao que parecia, estar ligada a uma rede mundial de gatos, ainda assim era e continuava sendo uma gata.   

Ouvi as palavras de Roberta como se derretidas de sua boca para dentro de meus ouvidos. Entreguei-me ao calor do afago de suas mãos, sentia seus dedos alcançarem um lugar de afeto, uma lembrança ou o centro do amor que havia entre nós. Ele existia ainda, no entanto era como a Lua ou a luz das estrelas, que nos chegam milhares de anos depois, era uma imagem distante. Não adormeci, apenas descansei o corpo pesado, o casaco da guerra.

[Continua...]

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Ouvi as palavras de Roberta como se derretidas de sua boca para dentro de meus ouvidos. Entreguei-me ao calor do afago de suas mãos, sentia seus dedos alcançarem um lugar de afeto, uma lembrança ou o centro do amor que havia entre nós. Ele existia ainda, no entanto era como a Lua ou a luz das estrelas, que nos chegam milhares de anos depois, era uma imagem distante. Não adormeci, apenas descansei o corpo pesado, o casaco da guerra.

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